O que a escola pode fazer para evitar o bullying?

Mas como pais, coordenadores e direção de um colégio podem ficar atentos para evitar consequências do bullying? Entenda como o Colégio Planck vê a questão.

Dados de um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgados no segundo semestre de 2019, mostram que o bullying é uma prática infelizmente comum em muitas escolas brasileiras e também no Exterior.

Mas como pais, coordenadores, professores e direção de um colégio podem ficar atentos para evitar consequências sérias? Entenda como o Colégio Planck vê a questão do bullying e o que faz para evitar esse comportamento entre alunos.

Bullying: como matar o mal pela raiz?

Seja no Brasil ou em qualquer outro país do mundo, quando alguém expõe um jovem ou uma criança a uma situação desconfortável sistematicamente está praticando bullying, porque essa prática é definida como uma violência psicológica e social, realizada de forma frequente e repetitiva.

Esses comportamentos inadequados podem ser apresentados com ações diretas (físicas e verbais) ou indiretas (exclusão de um grupo, invenção de boatos ou discriminações por causas diversas). Em qualquer um dos casos, merece atenção no ambiente escolar, que precisa ser saudável.

No Colégio Planck, esse comportamento inadequado já é praticamente eliminado pela raiz quando os alunos passam pela aprendizagem socioemocional, que foca, entre outros valores, na prática do respeito, porque é no desrespeito que nasce o bullying.

Mas como pais, coordenadores e direção de um colégio podem ficar atentos para evitar consequências do bullying? Entenda como o Colégio Planck vê a questão.

Por isso, a proposta do Planck é ser sempre uma escola com número reduzido de alunos, para ter uma observação a cada um deles e às relações interpessoais que estão ocorrendo dentro do ambiente escolar.

No Planck, por exemplo, há a limitação, pelo menos 20% menor do número de alunos por sala do que nas outras escolas da região e se limita a ter 3 turmas de cada ano letivo, mesmo com mais de 90 famílias em fila de espera por uma vaga na 1ª série do Ensino Médio, por exemplo.

Quando uma escola é superlotada, a prática da atenção acaba sendo diluída, porque certas ações não adequadas podem ser desenvolvidos por personagens que estão longe dos olhos de quem precisa cuidar.

O Colégio nunca pode ser omisso, para não cair no erro de tornar um aluno invisível e permitir que uma bomba silenciosa comece a crescer dentro dele.

Todos os envolvidos no processo educacional precisam estar atentos a gestos, palavras e comportamentos. Essa prática da observação e do cuidado para não deixar a semente do bullying crescer em um ambiente precisa ser sempre muito bem avaliada. Além obviamente do trabalho proativo e intensivo de empatia desenvolvido nos primeiros meses de aula, desde a fundação do Colégio.

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Cuidado nas redes sociais

O bullying existe desde que o mundo é mundo, mas atualmente, os profissionais da Educação também devem ficar atentos à prática que chegou com a inovação tecnológica.

Como o crescimento vertiginoso do uso das redes sociais atingiu principalmente os jovens, muitos precisaram lidar também com a exposição nas redes sociais.

Quando alguém está praticamente com o mundo nas mãos ao usar um smartphone, pode entender que está protegido pela manifestação remota e, assim, usar do artifício para ofender ou magoar alguém virtualmente.

Muitas vezes um simples post em uma rede social de uma foto tirada em uma festa pode expor um jovem de uma maneira que ele não gostaria. No ato da postagem pode não ter havido uma intenção de bullying, mas a dor de quem se sentiu ofendido é legítima, especialmente quando o material começa a ser curtido e compartilhado.

Por isso, o Planck também mantém a cultura dos pais sempre presentes na Educação dos filhos, e os aciona quando percebe que algum jovem está demonstrando um comportamento mais retraído e depressivo, que pode ter sido fruto de uma brincadeira mal-interpretada ou de uma postagem em rede social. 

Então, há um diálogo com o jovem para entender qual é a causa daquele sentimento e tentar dissipá-lo. Posteriormente, o Colégio comunica os pais sobre a situação, para que os cuidados também possam ser manifestados além dos limites do ambiente escolar.

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Será que tudo é bullying?

Evidentemente que toda violência física é bullying, mas será que toda brincadeira é bullying? Depende. 

Se um aluno, por exemplo, começa a ser chamado por um certo apelido entretanto ele gosta e se sente querido desta forma, não há prática do bullying. Porém, se ele se sente diminuído, humilhado ou incomodado de alguma maneira, aí sim, na insistência dos colegas em chamá-lo daquela maneira, poderá evoluir para um processo de bullying.

É uma linha muito fina e pessoal, que vai depender de quem faz, da forma que faz e como a ação é recebida. Por isso, é importante a atenção dos professores, coordenadores, direção e até outros colaboradores do Colégio.

De qualquer forma, um Colégio que não fica de olho no comportamento de todos os seus alunos pode ser um ambiente favorável para que alguém exploda, como tantos casos nacionais e internacionais que já foram amplamente divulgados pela mídia.

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E o radicalismo?

Outro ponto importante também dentro do ambiente escolar é analisar a questão: será que é bullying ou um politicamente correto excessivo?

A defesa muito acirrada de certos pontos de vista também podem assumir uma postura radical, que leva a intolerâncias, polarização e, às vezes, até violências. 

É preciso avaliar se a defesa de certos temas politicamente corretos não estão entrando no vácuo do bullying de forma exagerada.

Em todos os casos, é preciso diálogo e respeito também aos pontos de vista, não para vencer debates, mas para levar à elucidação de certas questões. Muitas vezes, alguns posicionamentos muito apaixonados podem refletir desconhecimento sobre origem de um determinado fato, tema  ou hábito, que podem ser motivados por questões culturais, linguísticas ou apresentam outros aspectos que revelam diferenças de interpretação.

Mas como pais, coordenadores e direção de um colégio podem ficar atentos para evitar consequências do bullying? Entenda como o Colégio Planck vê a questão.

As visões da sociedade sobre certos assuntos em cada época são mutáveis e é preciso dar tempo ao tempo para que as posturas fiquem mais equilibradas diante do que é novo.  Um exemplo disso é que muitas condutas, comuns nas décadas de 1970, 1980 e até 1990, eram consideradas normais e hoje já são vistas como absolutamente inadequadas.

Mas quando as partes se ouvem, interessadas sinceramente em somar para um bem comum, muitos comportamentos defensivos radicais podem ser minimizados.

O fato é que o bullying é muito grave e deve ser combatido no ambiente escolar. As pessoas podem ter gostos, raças, religiões e opiniões diferentes, por isso, o compromisso do Planck é sempre ensinar seus alunos a respeitarem, dialogarem e terem empatia entre si e com a sociedade onde atuam.

Prof. André Guadalupe
Diretor e Cofundador do Colégio Planck

 

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