Aprendizagem socioemocional na escola é pilar fundamental

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Aprendizagem socioemocional na escola e pilar fundamental

A aprendizagem socioemocional é o processo, atividade ou programa que ajuda uma pessoa a entender e gerenciar emoções, estabelecer e alcançar objetivos positivos, sentir e demonstrar empatia pelos outros, além de estabelecer e manter relacionamentos positivos, associados à tomada de decisões responsáveis. 

Vamos entender os benefícios da aprendizagem socioemocional para que a criança prospere além da vida na escola?

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Principais habilidades socioemocionais que devem ser ensinadas às crianças

As principais competências que permeiam a aprendizagem socioemocional estão organizadas em cinco tipos essenciais, que podem ser ensinadas de várias maneiras e em várias configurações. Em torno desses pontos se constrói um aprendizado que irá guiar os alunos para toda vida:

Habilidades de Relacionamento: capacidade de saber resistir às pressões sociais e negociar conflitos, ser claro na comunicação, ter escuta ativa e cooperar com as outras pessoas, enfim, ter relacionamentos saudáveis e gratificantes;

Autoconsciência: conhecer pontos fortes e limitações, além de conhecer as próprias emoções, valores e pensamentos;

Consciência Social: capacidade de entender normas e éticas de qualquer cultura, além de ter empatia com as outras pessoas e entender a perspectiva delas; 

Autogestão: capacidade de gerir com sucesso as emoções e comportamentos, ter motivação para atingir metas e gerenciar o próprio estresse;

Tomada de Decisão Responsável: saber fazer escolhas construtivas sobre comportamento pessoal e interações sociais baseadas em padrões, preocupações de segurança e normas sociais.Aprendizagem socioemocional na escola é pilar fundamental

Como a Escola favorece a aprendizagem socioemocional?

No documento normativo denominado BNCC (Base Nacional Comum Curricular), homologada em dezembro/2017, ficou reconhecida a importância das habilidades socioemocionais no desenvolvimento do aprendizado, configurando um importante passo na renovação da escola e do professor.

Tendo em vista a importância desse aprendizado, a Escola cumpre papel fundamental no exercício de formar bons alunos, cidadãos e profissionais do futuro a partir do estímulo do desenvolvimento social e emocional, e de habilidades, atitudes e comportamentos sociais e emocionais que podem ser ensinados.

Para proporcionar tal desenvolvimento do aprendizado social e emocional, será necessário esforço de toda comunidade escolar para aplicar intencionalmente tais aprendizagens à vida cotidiana dos alunos por meio de um ambiente atencioso, participativo e equitativo, interações positivas com adultos e colegas, instruções explícitas, bem como a integração das habilidades sociais e emocionais no currículo acadêmico.

Aprendizagem socioemocional na escola é pilar fundamental

O mundo nas últimas décadas passou por uma transformação em função da chegada da internet e da popularização dos dispositivos eletrônicos, essa nova realidade cobra que os jovens sejam protagonistas de seu próprio desenvolvimento e de suas comunidades.

Mas também é papel das instituições de ensino disseminar o desenvolvimento de competências socioemocionais. Quando ensinadas ainda na etapa escolar e bem trabalhadas, essas habilidades permitem que o aluno consiga entender e agir de forma mais preparada diante da volatilidade, incerteza e complexidade da sociedade moderna.

Competências socioemocionais não são inatas e fixas, são habilidades que a pessoa pode aprender, pode praticar e ensinar, seja no ambiente escolar ou dentro de casa.

Como a Escola desenvolve e aprimora as habilidades socioemocionais?

Os três Pilares do Colégio Planck — Saber (cognitivo), Saber Fazer (energia) e Saber Ser (emoção) — norteiam todas as ações da equipe docente. 

O Colégio trabalha com metodologias ativas, de simulação e de estudo de casos, com ênfase em vivências; situações-problema, experiências e pesquisas, que se caracterizam pela participação, interação e aprendizagens contínuas, com vistas ao desenvolvimento de competências, habilidades, atitudes e valores nos nossos estudantes.

Para construir uma linha de trabalho que contemple o desenvolvimento das cinco competências, a implementação do aprendizado dessas habilidades já é realizada no Ensino Fundamental Anos Finais. 

Aprendizagem socioemocional na escola é pilar fundamental

Essas habilidades socioemocionais devem ser ensinadas em diversos cenários e por meio de estratégias coordenadas com todo o colégio até atingirmos toda comunidade.

O primeiro movimento será a integração do conteúdo acadêmico com experiências que cultivem tais habilidades juntamente com todo corpo docente. 

A aprendizagem socioemocional pode ocorrer em várias configurações. Fatores não cognitivos e cognitivos não devem ser considerados independentemente, eles interagem uns com os outros, para promover e reforçar mutuamente o desenvolvimento e a aprendizagem. Ambos são uma parte essencial da forma como os alunos aprendem.

Riscos da falta de aprendizagem socioemocional

O desenvolvimento das competências socioemocionais equipam os alunos com relacionamentos positivos e efetivos, com mecanismos de enfrentamento que apoiam o desenvolvimento e o sucesso saudáveis. Pesquisas apontam que alunos que têm tais competências mais desenvolvidas apresentam maior facilidade de aprender os conteúdos acadêmicos.

Mas tal desenvolvimento ou a falta de direcionamento de trabalho para tal, não impede a aprendizagem das competências conhecidas como cognitivas (interpretar, refletir, pensar abstratamente, generalizar aprendizados), que até poucos anos atrás eram essas as únicas preocupações das escolas.

A questão é que a formação cognitiva não tem sido mais suficiente para preparar os alunos de hoje, que cada vez mais enfrentarão o novo, fruto da complexidade, globalização e automação que o mundo tem passado e continuará passando.

Aprendizagem socioemocional na escola é pilar fundamental

Excesso de tecnologia pode prejudicar a aprendizagem social?

Tablets, smartphones e aparelhos digitais já fazem parte da rotina de entretenimento e educação das crianças. Seja de maneira intencional ou não, na escola ou em casa, elas aprendem a manusear esses aparelhos eletrônicos desde muito cedo. 

Tais recursos não são bons nem maus, depende do uso que os estudantes fazem deles. O excesso não é saudável e pode acarretar alguns prejuízos significativos na vida escolar, social e familiar.

Um estudo do Children’s Digital Media Center, de cientistas da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, publicado na revista Computers in Human Behavior,  revelou que as habilidades sociais das crianças estão diminuindo por conta do uso muito frequente desses recursos tecnológicos. Mas conforme apontou os pesquisadores, os alunos que passaram cinco dias sem acesso aos dispositivos eletrônicos apresentaram um maior desempenho para decifrar as emoções de outras pessoas.

Então, se há dificuldades ao expressar sentimentos, respeitar o outro e emitir opiniões sem agressividade, é possível sim que tais habilidades sociais estejam fragilizadas pelo excesso da tecnologia. 

E  não há como negar que a habilidade de reconhecer o que o outro está sentido é essencial não só na vida do adolescentes, mas também na vida adulta, em situações de negócios ou até relacionamentos.

Porém, como o próprio estudo comprovou, uma pausa no uso dos eletrônicos pode melhorar o desempenho dessas habilidades relacionadas aos aspectos emocionais. Para tanto, é indicado que os pais sejam atenciosos nesse controle a fim de que a aprendizagem socioemocional do filho não seja prejudicada.

Prof. André Guadalupe
Diretor e Cofundador do Colégio Planck

 

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