Desafio dos Vestibulares em 2020: uma análise do Enem e dos Principais Exames

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Análise realizada durante live com diretor de Ensino e Inovações do SAS, Ademar Celedônio, sobre o desafio dos vestibulares em 2020.

A decretação da pandemia e a suspensão das aulas presenciais gerou grandes incertezas nas instituições de Ensino, inclusive no que se refere às datas de realização do ENEM e demais vestibulares em 2020.

Neste post, veja uma análise realizada durante uma live com o professor Ademar Celedônio, diretor de Ensino e Inovações do SAS.

INEP define datas da aplicação do ENEM

O isolamento social impôs diversos desafios às instituições de ensino, que foram forçadas a se planejar para transmitir conteúdos e manter os estudantes de todas as séries em ritmo normal, com recebimento de matéria nova mesmo com aulas remotas.

Se esse novo jeito de estudar gerou um verdadeiro cenário de incertezas para  muitos estudantes, para os vestibulandos, a situação ficou um pouco mais complicada diante da indefinição sobre a data para a realização do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) e dos demais vestibulares.

Porém, em 8 de julho, o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) anunciou a realização dos ENEM nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021, para os 5,7 milhões de alunos que escolheram a prova impressa; e nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro, para os outros 96 mil inscritos que optaram pela versão digital.

Essa data contrariou uma enquete realizada pelo governo com os estudantes que definiram que o mês de maio seria a preferência de 49% deles para a aplicação das provas. No entanto, o governo justificou a data escolhida para atender 51% dos estudantes que optaram pelas provas nos meses de dezembro de 2020 e janeiro de 2021.

Para a realização das provas, o governo precisou de um investimento a mais de R$ 70 milhões, que vão assegurar a realização das provas impressas de forma mais segura, como o aluguel de mais salas para possibilitar o distanciamento entre os estudantes na hora da aplicação do exame, compra de máscaras e EPIs, álcool gel e novos protocolos de identificação e segurança.

Janeiro é o mês adequado para a realização do ENEM?

O professor Ademar Celedônio considerou o mês de janeiro como uma escolha de bom senso do INEP, porque se as provas fossem realizadas em maio poderiam prejudicar os alunos mais carentes, que dependem também de programas como o Pró-Uni e Fies para o financiamento de seus estudos. Além disso, com essa data haveria um prejuízo no ano letivo dos novos universitários.

Outro aspecto importante é que a definição das datas também diminui a ansiedade dos estudantes, que agora já sabem para quando exatamente devem estar preparados.

Segundo professor, além disso, para o caso da pandemia evoluir, o INEP também deverá estar sensível e alterar novamente o calendário de forma que as aulas das universidades possam começar ainda no primeiro semestre.

Ele crê que a pandemia pode sim gerar um impacto nos resultados desses vestibulares, que poderão apresentar notas menores de modo geral.

Cenário vai influenciar nas temáticas do ENEM e Fuvest?

Para o professor Ademar Celedônio é muito pouco provável que o tema Covid-19 esteja presente nas provas do ENEM. Isso porque o exame nacional é realizado pela metodologia TRI (Teoria de Resposta ao Item), que prevê que todas as questões da prova sejam trabalhadas e testadas para permitir a coerência das respostas dos estudantes.

Com a indefinição sobre a data da realização do exame, não haveria tempo hábil para colocar o tema Covid-19 dentro de questões calibradas e testadas.

É com base nesse aspecto também que as provas impressas e digitais tenham similaridade de comparabilidade. O professor Celedônio aponta que os próprios testadores do INEP já declaram que as questões, tanto no meio físico como no meio digital, resultaram nos mesmos parâmetros. Essa medida diminui a possibilidade de suspensão da aplicação das provas.

Por essa metodologia são avaliadas aspectos como: 

  • Acerto ao acaso (chute);
  • Dificuldade da questão;
  • Discriminação (quem fez com coerência e quem não fez).

Fuvest

Por outro lado, a prova da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular), que deve ficar pronta por volta do mês de setembro, é baseada em análise de teoria clássica. Assim, é bastante possível que o tema Covid-19 esteja presente na temática como um todo da prova, porque a instituição não tem a prerrogativa de pré-testar índices para uma análise estatística. As aprovações ocorrem pelos números de acertos.

Por isso, o professor Celedônio alerta que os estudantes conheçam bastante sobre cada exame que vão prestar, seja ENEM, Fuvest, Unicamp ou outros vestibulares em 2020 ou em qualquer outro ano.

Além disso, outra dica do professor Celedônio é que os estudantes estejam bastante antenados com as atualidades da imprensa, especialmente, a científica, que traz boas referências e dados confiáveis. Ele ressalta que  tanto o ENEM, como a Fuvest, gostam de dados publicados na Revista Pesquisa da Fapesp.

O que esperar da prova digital do ENEM?

Para o professor, os processos digitais são mais rápidos e geram mais confiança, porém, ele acredita que a prova do ENEM ainda será apenas digitalizada sem os recursos próprios de uma prova em tela, como gifs ou cores.

Esse processo, segundo ele, poderá ocorrer apenas nos exames dos anos posteriores. Até 2026, a ideia do INEP é que não haja mais provas impressas.

Análise realizada durante live com diretor de Ensino e Inovações do SAS, Ademar Celedônio, sobre o desafio dos vestibulares em 2020.

#FicaaDica: fazer simulados é fundamental

Além de estudar e cumprir os exercícios, fazer os simulados é fundamental para estar nas mesmas condições da prova real.

A regularidade nos seis simulados ENEM oferecidos pelo SAS ao longo do ano, vai permitir que os estudantes conheçam a nota real que vão obter nos exames pra valer. Esse cálculo será feito com a média aritmética dos 6 Simulados SAS ENEM que realizou, com margem de erro de 2%. 

Essa metodologia é possível devido a um algoritmo de TRI construído especificamente para o SAS, que foi sendo aprimorado ao longo dos anos. Com uma base de 30 mil estudantes no sistema SAS, os simulados permitem cada vez mais que as provas tenham similaridade de comparabilidade com o exame ENEM real.

Para ele, é importante cumprir todos os simulados porque vai dar confiança e permitir a correção de erros de percurso. Se o estudante não foi bem em um simulado, terá os outros para usar como parâmetro e melhorar o seu desempenho. Além disso, ao participar do simulados, emocionalmente, o estudante também estará mais preparado no momento de realizar o exame real.

Dicas para as redações

O professor Celedônio alerta que as Redações do ENEM e da Fuvest são diferentes. Enquanto no primeiro, a Redação é um recorte social, envolvendo uma tema sobre um problema que vai atingir as 5 regiões do Brasil; na Fuvest, o tema poderá envolver questões internacionais.

Para realizar uma boa redação, no ENEM, os estudantes vão precisar escrever um texto com domínio gramatical, compreendendo o tema e não tangenciar o assunto (fugir do tema). Além disso, ter uma linha argumentativa com seleção, organização e hierarquia das ideias apresentadas para sustentar uma linha analítica de forma fundamentada, e conhecer os mecanismos linguísticos para enriquecer essa argumentação. O último ponto é a proposta de solução que precisa ser apresentada como conclusão do texto.

Já na Fuvest, os recursos gramaticais são igualmente importantes, a introdução precisa defender a tese, assim como as argumentações que vão sustentá-la e que vão demonstrar habilidade de articulação escrita. A coesão textual ( frases,  parágrafos e períodos) será avaliada e também será necessário terminar o texto com uma conclusão. 

Para produzir uma boa redação, o professor alerta sobre a necessidade de escrever constantemente. A dica é começar com uma redação por semana no começo do ano letivo, mais próximo dos vestibulares serão pelo menos 3 por semana.

Além disso, é importante que os estudantes leiam muito, jornais, livros, revistas e estejam muito antenado com os acontecimento como forma de construir o seu repertório cultural, que darão muito mais base para uma Redação eficiente.

O professor alerta que se o estudante tiver aquela típica dúvida se estuda para o ENEM ou para a Fuvest, não há problema porque 95% dos conteúdos serão semelhantes. 

Veja mais análises na live abaixo: 

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Um tema que vem levantando muitas dúvidas em pais e estudantes sobre cronograma, estrutura e até conteúdos, é o Novo Ensino Médio, que entra em vigor a partir de 2022 . Veja nesse texto o que muda no Colégio Planck para quem está ingressando nesta etapa escolar. Novo Ensino Médio: quais são os principais tópicos? Foi a Lei nº 13.415/2017 que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, para estabelecer uma mudança na estrutura do Ensino Médio. Nesta alteração ficou definida uma ampliação do tempo mínimo dos estudantes na escola e uma nova organização curricular. A primeira grande alteração para 2022 é que a estrutura pedagógica no Ensino Médio será dividida em 2 partes: a formação geral básica (FGB) e os itinerários formativos e unidades eletivas. O primeiro tem foco nas áreas de conhecimento (Ciências Humanas, Matemática, Linguagens e Ciências da Natureza), que serão obrigatórias para todos os estudantes. Nos itinerários formativos e unidades eletivas estão previstas disciplinas que terão a ver com os seus interesses, acadêmicos e ou profissionais. Essa mudança também oferece um maior protagonismo ao estudante, ao escolher suas áreas eletivas, e também dá a ele uma oportunidade de desenvolver seu projeto de vida, que é uma competência já prevista pela BNCC. Contextualizando a mudança O Colégio Planck já nasceu com um viés contemporâneo, com um DNA tecnológico, e oferece a seus estudantes uma carga eletiva intensa, com mais de 38 disciplinas, divididas em 6 núcleos, que atraem os mais diferentes perfis. Desde o Ensino Fundamental Anos Finais, a bagagem diversificada oferecida pelo Colégio é diferenciada. São aulas como Laboratório Maker, Academia Sherlock, idiomas que apresentam uma carga horária maior, assim como outros projetos que visam a ampliação dos horizontes dos estudantes. A carga extracurricular do Ensino Médio no Colégio Planck conta com disciplinas eletivas como Startup & Empreendedorismo, Maker, Olimpíadas de Conhecimento, PGG, etc. Além disso, o terceiro ano é direcionado também às áreas de conhecimento focadas no vestibular e na definição de carreira, com um processo intenso de simulados e orientação educacional individualizada . Porém, o novo Ensino Médio vai permitir que uma ampliação dessa grade diversificada traga uma outra perspectiva para os estudantes das primeiras e segundas séries. Neste momento, entram novas palavras no vocabulário deles, como itinerários e trilhas. Atualmente, os estudantes da 1ª e 2ª séries do Ensino Médio têm 6 aulas pela manhã (segunda a sexta); provas e atividades complementares e eletivas, que são realizadas no período da tarde. São 30 aulas semanais. A carga atual, então, é de 1.200 horas/aulas por ano, o que também acontece para o 9º ano do Ensino Fundamental. 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Será uma nova carga com estudo de curadoria. A essência de alto desempenho do Colégio será mantida. Essa nova carga horária vai continuar proporcionando aos estudantes a compreensão dos conteúdos pedagógicos e científicos. Além disso, serão garantidos todos os conteúdos básicos para ENEM, vestibulares do Brasil e applications para universidades internacionais. O que ocorre é que, no formato atual, muitas vezes, os estudantes têm um conteúdo muito detalhado de cada área de conhecimento, mas, nem sempre, essas informações estão associadas aos interesses pessoais de cada um. A mudança do Ensino Médio dá essa liberdade de escolha ao estudante. Nesse novo formato, os estudantes terão uma aula de Projeto de Vida, que será direcionado por profissionais da Orientação Pedagógica e/ou outros profissionais convidados. A aula será desenvolvida em 3 dimensões: Pessoal (autoconhecimento, autoaceitação e autoestima); Social (relações interpessoais); Profissional (mundo profissional). Matriz socioemocional do Planck ganha mais destaque Além do eixo acadêmico e rigor pedagógico, o desenvolvimento socioemocional é um dos pilares do Colégio Planck. Com esse novo formato para o Ensino Médio, essas habilidades e competências, que estão dispostas em 4 eixos, ganham destaque: abertura ao novo, resiliência emocional, autogestão e amabilidade e engajamento. Esse desenvolvimento vai ganhar muita presença nos itinerários formativos e no Projeto de Vida. Para se ter uma ideia de como será esse processo, o Projeto de Vida, que entra na grade da 1ª e 2ª séries do Ensino Médio, será uma aula que tem 3 grandes objetivos, que são: trabalhar o autoconhecimento, desenvolvimento da autonomia e escolhas profissionais e escolhas de futuro. Ao se conhecer, acreditar no próprio potencial e ter um repertório amplo, ele terá um alicerce que vai ajudá-lo a desenvolver os seus sonhos. Essa aula vai ajudar o estudante a conhecer e esclarecer suas dúvidas sobre áreas, aprender a pesquisar sobre carreiras, mercado de trabalho e tendências, para entender mais sobre esses tópicos e para ir ao encontro dos seus sonhos. O trabalho individual da Orientação Educacional permanece, porém, a aula vai trazer soluções de forma coletiva. Como serão os itinerários informativos por áreas de conhecimento? Em relação às aulas que serão oferecidas às sextas, sobre os itinerários informativos, nas áreas de conhecimento, o estudante poderá escolher conteúdos de Matemática, Linguagens, Ciências da Natureza e Ciências Humanas, de acordo com a área que mais se identificar. Os eixos estruturantes dos itinerários formativos não visam ter mais aulas de uma determinada disciplina, não se tratam apenas de mais aulas teóricas, mas sim usar determinadas áreas de conhecimento como alicerce. São aulas que vão responder ao estudante onde ele vai empregar aquele determinado conhecimento em sua vida. Essas trilhas irão estimular o protagonismo dos estudantes e possibilitar o desenvolvimento de aspectos importantes, como: Investigação científica, que vai aprofundar os principais conceitos de cada área; Estimular os processos criativos; Realizar uma mediação e intervenção sociocultural; Empreendedorismo. Focando nestes 4 principais aspectos, esses conteúdos foram criados, em sua maioria, pela equipe pedagógica interna do Planck, e também com um material de apoio do SAS. Nestas aulas não haverá provas, recuperação ou repetência, mas sim a entrega semestral de um projeto, com 3 marcadores de entrega. Essas notas irão compor o histórico do estudante. A cada semestre, o estudante irá escolher uma das áreas de conhecimento, e fazer inscrições em cada um dos pacotes de aulas. Cada área é composta por 3 trilhas, cada uma com 2 horas-aulas. O Planck vai oferecer 24 opções de trilhas anuais e multisseriadas, que vão complementar as diferentes áreas de conhecimento. São: 1º Semestre Matemáticas e suas tecnologias Fechando a conta: desenvolvendo a consciência financeira; Design gráfico; A Matemática da Inteligência Artificial. Humanidades e suas tecnologias Mundo em movimento: explorando fatos e contextos; Cidadania e direitos fundamentais; História do pensamento humano. Ciências da Natureza e suas tecnologias Ambiente-se: escolhas de hoje para viver o amanhã; Sustentabilidade e desenvolvimento de materiais; Circuito elétricos na prática. Linguagens e suas tecnologias Muito além da influência: argumentação na linguagem; Design de interiores; Revelando mais que a escrita. 2º Semestre Matemáticas e suas tecnologias Problemas em cheque: táticas de resoluções; Processo de decisão e lógicas cotidianas; Funções no mundo: métricas e relações. Humanidades e suas tecnologias Empreendedores Under 20; Constituição e poderes; Políticas públicas (Unesco). Ciências da Natureza e suas tecnologias Investigação forense; Química dos alimentos; História da Ciência. Linguagens e suas tecnologias Strike a pose: nossa vida em rede; Escrita criativa; Sustentabilidade maker (design de móveis). Inscrições para as trilhas começam em novembro Para que os estudantes saibam mais sobre os conteúdos de cada trilha, o Colégio Planck fará uma campanha de divulgação. As inscrições para os itinerários formativos para o primeiro semestre do ano que vem começam já em novembro deste ano. Para o segundo semestre, as inscrições serão em junho de 2022. Cada estudante pode realizar duas áreas iguais ou distintas por ano. No entanto, a escolha precisa ser bem pensada, porque ele não poderá mudar de trilha ao longo do semestre. Vale lembrar que todos os projetos pedagógicos do Colégio Planck, inclusive as atividades eletivas, seguem com sua realização normal, no contraturno das aulas. Conclusão As mudanças que vão ocorrer para o Novo Ensino Médio prometem uma nova dinâmica, porém, com um clima mais leve e descontraído para as sextas-feiras do Colégio. Dentro dessa nova rotina, ocorrerá também maior interação entre as séries, porque durante as trilhas, os estudantes das turmas do 1o e 2o anos estarão em turmas mistas. Além disso, o Novo Ensino Médio do Planck trará mais oportunidades de gerar encantamento nos estudantes, mais colaboração e engajamento nas atividades que norteiam escolhas profissionais e o Colégio vai atuar também como um instrumento de integração com a realidade. Em qualquer mudança no Colégio, o objetivo da equipe Planck é sempre trazer a inovação que vai proporcionar o melhor desenvolvimento de seus estudantes.

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