Você precisa falar 1.000 vezes a mesma coisa para seu filho: entenda o porquê

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É comum a sensação entre os pais que é preciso falar 1.000 vezes a mesma coisa para tentar fazer o filho entender. Será que isso é aleatório? Veja nesse texto, qual é o motivo de você ter que falar sempre o mesmo para as crianças. Ouvir por um ouvido e sair pelo outro Quem nunca ouviu ou falou essa expressão acima? Aliás, não faltam ditados populares sobre o “não ouvir”, outro bom exemplo é: “É como se eu tivesse falando com uma parede de tijolos”. Quando se trata dos filhos, essas expressões são assustadoramente verdadeiras. Muitos pais chegam a relatar que estão cansados de dizer o mesmo e os filhos não entenderem ou não atenderem um pedido ou instrução. Apesar de ser mesmo muito exaustivo, a repetição faz parte do processo do desenvolvimento intelectual e emocional dos filhos, especialmente nos primeiros anos de vida. Leva um tempo até que reconheçam as próprias necessidades e a dos outros. É por meio dos desenhos repetidos à exaustão ou brincadeiras que eles pedem para fazer “de novo” sem pausas que sentem uma sensação de segurança e vão desenvolvendo hábitos como a atenção. Segundo diversos estudos, as falas ou atitudes repetidas consolidam o que a criança aprendeu e gera um estado de conforto emocional. Assim, a repetição passa a ser base para a própria aprendizagem e o desenvolvimento de várias competências socioemocionais. É normal ter que falar 1.000 vezes a mesma coisa também na adolescência? Será que na adolescência esse padrão continua? Será que também é preciso falar 1.000 vezes a mesma coisa se você quer que seu filho entenda? Quem tem filho adolescente e nunca se ouviu repetindo 1.000 vezes a mesma coisa: “Arrume o seu quarto!” ou “Se você não arrumar o seu quarto, eu não te deixo fazer tal coisa…”? Segundo o psicoterapeuta, orientador profissional e supervisor clínico Leo Fraiman, assim como as crianças, os adolescentes ainda não têm o cérebro completamente desenvolvido, ainda são impulsivos, egocêntricos e não entendem o impacto a longo prazo de suas decisões. Fraiman revela que, na adolescência, a mente dos estudantes ainda não têm a capacidade de fixar todos os comandos de uma vez, então, repetir as mesmas orientações é muito importante para fixá-las. Além disso, ele também ressalta em suas redes sociais um conceito que surgiu a partir de pesquisas científicas que estão em um livro de Malcolm Gladwell, “Fora de Série - Outliers”, que as pessoas, no geral, precisam de 10.000 horas de prática para ficar incrivelmente boas em uma atividade. Portanto, aí a repetição entra também como um bom recurso de fixação. Mas nesta fase da adolescência, outras pesquisas também sugerem que os filhos tendem muito mais a repetir as condutas dos pais e não o que ouvem deles. Mesmo que os pais e responsáveis não percebam, eles estão sendo observados constantemente. Por exemplo, se os pais vivem falando para um adolescente que ele deve arrumar a cama quando acorda, mas eles mesmos não arrumam a própria cama, nem adianta repetir 1.000 vezes a mesma coisa, porque os filhos não atenderão essa instrução. Na adolescência, os filhos estão passando por intensas transformações em sua mente e corpos. Nesta fase, é comum que eles queiram encontrar o seu próprio espaço e se encaixar no ambiente em que estão, assim, passam, muitas vezes, a um estado de rebeldia com os pais nesta busca. Se eles percebem que as instruções dos pais são vazias, porque nem eles fazem o que orientam, passam a não respeitá-los e até afrontá-los. Como os pais devem falar para serem ouvidos? Para serem ouvidos, os pais também devem deixar claro que, em muitos casos, não estão fazendo um pedido – o que daria aos adolescentes ou crianças a possibilidade de escolha–, mas sim dando uma instrução que deve ser atendida. Para ter mais sucesso nesta empreitada, é válido tentar algumas técnicas: Esteja certo de que está sendo ouvido, assim procure chegar perto do seu filho ou filha e falar olhando nos olhos deles. Se forem crianças, desça ao nível dos olhos delas e as chame pelo nome; Use uma linguagem bastante clara, deixando bem explícito que a instrução não se trata de uma escolha, portanto, não fale frases que remetem a interpretações ambíguas; Compartilhe os seus motivos para dar aquela instrução; Seja positivo ao dar instruções; Se achar que ainda não está claro, peça para o filho repetir o que você disse, para ter certeza que ele entendeu; Quando quiser que algo seja realizado, dê um aviso e estipule um prazo. Pode deixar bilhetes também; Ainda assim, esteja preparado para repetir novamente as mesmas palavras e relembrá-los do que foi instruído, porque esse, sem dúvida, é um dos papéis dos pais. Habilidades socioemocionais no Colégio Planck Assim como o alto desempenho, o desenvolvimento das habilidades socioemocionais é um dos pilares da metodologia pedagógica do Colégio Planck. Assim, habilidades como foco, atenção e colaboração estão entre as competências que são estimulados nos estudantes durante as várias atividades pedagógicas do Colégio. Por meio da Orientação Pedagógica, o Colégio também desenvolve uma parceria muito próxima com as famílias, para que elas se sintam amparadas no estímulo de um melhor diálogo com os filhos.

É comum a sensação entre os pais que é preciso falar 1.000 vezes a mesma coisa para tentar fazer o filho entender. Será que isso é aleatório?

Veja nesse texto, qual é o motivo de você ter que falar sempre o mesmo para as crianças.

“Ouvir por um ouvido e sair pelo outro”

Quem nunca ouviu ou falou essa expressão acima? Aliás, não faltam ditados populares sobre o “não ouvir”, outro bom exemplo é: “É como se eu tivesse falando com uma parede de tijolos”.

Quando se trata dos filhos, essas expressões são assustadoramente verdadeiras. Muitos pais chegam a relatar que estão cansados de dizer o mesmo e os filhos não entenderem ou não atenderem um pedido ou instrução.

Apesar de ser mesmo muito exaustivo, a repetição faz parte do processo do desenvolvimento intelectual e emocional dos filhos, especialmente nos primeiros anos de vida. Leva um tempo até que reconheçam as próprias necessidades e a dos outros.

É por meio dos desenhos repetidos à exaustão ou brincadeiras que eles pedem para fazer “de novo” sem pausas que sentem uma sensação de segurança e vão desenvolvendo hábitos como a atenção.

Segundo diversos estudos, as falas ou atitudes repetidas consolidam o que a criança aprendeu e gera um estado de conforto emocional. Assim, a repetição passa a ser base para a própria aprendizagem e o desenvolvimento de várias competências socioemocionais.

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É normal ter que falar 1.000 vezes a mesma coisa também na adolescência? 

Será que na adolescência esse padrão continua? Será que também é preciso falar 1.000 vezes a mesma coisa se você quer que seu filho entenda? 

Quem tem filho adolescente e nunca se ouviu repetindo 1.000 vezes a mesma coisa: “Arrume o seu quarto!” ou “Se você  não arrumar o seu quarto, eu não te deixo fazer tal coisa…”?

Segundo o psicoterapeuta, orientador profissional e supervisor clínico Leo Fraiman, assim como as crianças, os adolescentes ainda não têm o cérebro completamente desenvolvido, ainda são impulsivos, egocêntricos e não entendem o impacto a longo prazo de suas decisões.

Fraiman revela que, na adolescência, a mente dos estudantes ainda não têm a capacidade de fixar todos os comandos de uma vez, então, repetir as mesmas orientações é muito importante para fixá-las.

Além disso, ele também ressalta em suas redes sociais um conceito que surgiu a partir de pesquisas científicas que estão em um livro de Malcolm Gladwell, “Fora de Série – Outliers”, que as pessoas, no geral, precisam de 10.000 horas de prática para ficar incrivelmente boas em uma atividade. Portanto, aí a repetição entra também como um bom recurso de fixação.

Mas nesta fase da adolescência, outras pesquisas também sugerem que os filhos tendem muito mais a repetir as condutas dos pais e não o que ouvem deles. Mesmo que os pais e responsáveis não percebam, eles estão sendo observados constantemente. 

Por exemplo, se os pais vivem falando para um adolescente que ele deve arrumar a cama quando acorda, mas eles mesmos não arrumam a própria cama, nem adianta repetir 1.000 vezes a mesma coisa, porque os filhos não atenderão essa instrução.

Na adolescência, os filhos estão passando por intensas transformações em sua mente e corpos. Nesta fase, é comum que eles queiram encontrar o seu próprio espaço e se encaixar no ambiente em que estão, assim, passam, muitas vezes, a um estado de rebeldia com os pais nesta busca.

Se eles percebem que as instruções dos pais são vazias, porque nem eles fazem o que orientam, passam a não respeitá-los e até afrontá-los.

Como os pais devem falar para serem ouvidos?

Para serem ouvidos, os pais também devem deixar claro que, em muitos casos, não estão fazendo um pedido – o que daria aos adolescentes ou crianças a possibilidade de escolha–, mas sim dando uma instrução que deve ser atendida.

Para ter mais sucesso nesta empreitada, é válido tentar algumas técnicas:

  • Esteja certo de que está sendo ouvido, assim procure chegar perto do seu filho ou filha e falar olhando nos olhos deles. Se forem crianças, desça ao nível dos olhos delas e as chame pelo nome;
  • Use uma linguagem bastante clara, deixando bem explícito que a instrução não se trata de uma escolha, portanto, não fale frases que remetem a interpretações ambíguas;
  • Compartilhe os seus motivos para dar aquela instrução;
  • Seja positivo ao dar instruções;
  • Se achar que ainda não está claro, peça para o filho repetir o que você disse, para ter certeza que ele entendeu;
  • Quando quiser que algo seja realizado, dê um aviso e estipule um prazo. Pode deixar bilhetes também;
  • Ainda assim, esteja preparado para repetir novamente as mesmas palavras e relembrá-los do que foi instruído, porque esse, sem dúvida, é um dos papéis dos pais.

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Habilidades socioemocionais no Colégio Planck

Assim como o alto desempenho, o desenvolvimento das habilidades socioemocionais é um dos pilares da metodologia pedagógica do Colégio Planck.

Assim, habilidades como foco, atenção e colaboração estão entre as competências que são estimulados nos estudantes durante as várias atividades pedagógicas do Colégio.

Por meio da Orientação Pedagógica, o Colégio também desenvolve uma parceria muito próxima com as famílias, para que elas se sintam amparadas no estímulo de um melhor diálogo com os filhos, mesmo que tenham que falar 1.000 vezes a mesma coisa.

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