Bullying na escola

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No Colégio Planck, os estudantes são acolhidos emocionalmente e têm um ambiente seguro e cuidadoso para que se sintam respeitados e valorizados como indivíduos.

Esse texto é sobre um assunto muito sério e importante: o bullying na escola. Infelizmente, essa prática ainda está presente em muitos ambientes escolares.

O bullying pode gerar consequências graves para a saúde mental de crianças e adolescentes, como baixa autoestima, ansiedade, depressão e, até mesmo, ao suicídio.

Vamos entender melhor o que é o bullying e como podemos combatê-lo.

O que é o bullying?

O bullying é um comportamento agressivo e repetitivo, no qual uma pessoa ou grupo de pessoas usa sua força física, poder ou influência para intimidar, ameaçar, humilhar ou manipular outras pessoas.

Isso pode acontecer tanto de forma presencial quanto online, pelas redes sociais e mensagens virtuais. 

Devido à gravidade do bullying, foi criada a Lei 13.185/2015, que considera “intimidação sistemática (bullying) todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas”, entre outros parágrafos.

São vários crimes que se podem cometer relacionados ao bullying, porém, é preciso lembrar que os estudantes até o ensino médio, ou seja, menores de 18 anos, não cometem crimes, mas sim infrações penais, para as quais estão previstas medidas socioeducativas.

Conheça os tipos de bullying 

Existem diferentes formas de bullying. Vamos dar uma olhada em algumas delas:

  • Bullying verbal: envolve insultos, xingamentos e apelidos ofensivos; 
  • Bullying físico: são agressões físicas, como empurrões, chutes, socos e puxões de cabelo; 
  • Bullying social: acontece quando um grupo exclui, espalha boatos e fofocas sobre alguém; 
  • Bullying virtual: também conhecido como cyberbullying, acontece por meio da internet e redes sociais com exposição digital. Mensagens de ódio, compartilhamento de fotos ou vídeos constrangedores e ameaças são algumas das formas mais comuns.

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Como combater o bullying?

É importante lembrar que todos nós temos um papel fundamental no combate ao bullying. 

Aqui estão algumas dicas: 

Conscientização

É fundamental falar sobre o bullying, para que todos saibam o que é e como identificar. Conversar sobre o assunto cria um ambiente onde as vítimas se sentem mais seguras para buscar ajuda. 

Empatia

Colocar-se no lugar do outro é essencial. Se você testemunhar um episódio de bullying, não fique calado. Apoie a vítima, mostre que ela não está sozinha e que você está ali para ajudar. 

Denunciar

Se você é vítima de bullying ou conhece alguém que está sendo, não tenha medo de pedir ajuda. Converse com um professor, orientador educacional, seus pais ou responsáveis. Denunciar é o primeiro passo para acabar com essa prática.

Respeito ao próximo 

Celebre as diferenças e promova um ambiente inclusivo. Cada um de nós é único e especial à sua maneira. Respeitar e valorizar as diferenças é uma forma poderosa de prevenir o bullying.

Assista ao episódio sobre o tema “Bullying e preconceito: como preparar os filhos para o mundo” disponível no podcast Planck Talks no canal do Colégio Planck do Youtube. 

O perigo do cyberbullying 

Diferente do bullying tradicional, que acontece no ambiente físico, o cyberbullying se utiliza das ferramentas digitais para intimidar, ameaçar, humilhar ou difamar uma pessoa.

As vítimas são alvo de boatos e fofocas, de mensagens ofensivas, difamatórias ou ameaçadoras, tem suas fotos ou vídeos compartilhados, além de outros tipos de agressões virtuais.

Essas ações podem ter um alcance muito maior do que o bullying presencial, uma vez que tudo pode ser compartilhado rapidamente pela internet e atinge mais pessoas.

Infelizmente, o cyberbullying não tem fronteiras e pode acontecer em qualquer lugar com qualquer um. Isso significa que as vítimas podem ser perseguidas dentro e fora da escola, afetando profundamente sua qualidade de vida e seu bem-estar.

Para combater o cyberbullying, é necessário promover a conscientização sobre os danos causados, incentivar a empatia e o respeito no ambiente virtual, além de estimular a denúncia e o apoio às vítimas. 

É fundamental que pais, educadores e sociedade se engajem na criação de um ambiente online seguro e saudável, onde todos possam se expressar livremente, sem medo de sofrerem agressões ou perseguições virtuais. 

Qual o perfil de quem pratica o bullying na escola? 

O perfil pode variar bastante, pois não existe somente um estereótipo. No entanto, há algumas características comuns que podem estar presentes nos agressores:

Busca de poder e controle

Muitos agressores usam o bullying como uma forma de exercer poder e controle sobre os outros. Eles se sentem superiores quando intimidam ou humilham seus colegas. 

Baixa empatia e habilidades sociais

Alguns agressores têm dificuldade em se colocar no lugar dos outros e compreender o impacto de suas ações. Eles podem ter habilidades sociais limitadas e encontram no bullying uma maneira de interagir com os outros, mesmo que de maneira negativa. 

Necessidade de validação

Alguns agressores podem ter baixa autoestima e buscam validação ou atenção por meio do bullying. Eles acreditam que, ao diminuir ou ferir os outros, eles se sentirão mais poderosos ou importantes. 

Influência do ambiente

O ambiente em que o agressor está inserido pode desempenhar um papel significativo no desenvolvimento de suas atitudes. Se eles são expostos a comportamentos agressivos ou bullying em casa, na escola ou na mídia, podem ser influenciados a reproduzir esse comportamento.

Problemas familiares ou sociais

Alguns agressores podem estar passando por dificuldades familiares, como violência doméstica, negligência, divórcio, abuso, que pode afetar o comportamento na escola. 

O papel da família

É necessário que os pais estejam abertos às emoções de seus filhos e ofereçam um ambiente seguro e acolhedor para que consigam expressar seus sentimentos sem medo de serem julgados e rejeitados.

Mas também é fundamental responsabilizar um filho por suas atitudes. O que significa ensiná-lo a se comprometer por suas ações. É importante que entendam que suas escolhas têm consequências e que ele deve ser responsável pelo que faz. 

O papel do Colégio

No Colégio, acolhemos emocionalmente os estudantes, oferecendo um ambiente seguro e cuidadoso para que se sintam respeitados e valorizados como indivíduos.

Este acolhimento acontece por meio da Orientação Educacional, que tem um olhar atento às necessidades dos estudantes, estando sempre de portas abertas para ouvi-los, seja nas suas dificuldades ou nos erros que cometem ao longo do caminho. 

A Matriz Socioemocional do Planck

Ela norteia o trabalho da Orientação Educacional com muito afeto, ensinando e cobrando a responsabilidade dos estudantes pelas suas ações dentro do Colégio.

Neste programa, os estudantes desenvolvem autoconsciência, autocontrole, consciência social, habilidades interpessoais e tomada de decisão responsável.

O time Planck procura encontrar um equilíbrio entre acolher emocionalmente os estudantes e responsabilizá-los por suas atitudes, adaptando sua abordagem às necessidades individuais de cada um.

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