Estudos do Meio: Explorando o Conhecimento

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Valorizando o contato do estudante diretamente à fonte de informações, visitas a museus, parques, cidades históricas e espaços ricos em fauna e flora, são organizados em virtude dos temas estudados em sala de aula. Dessa forma, as turmas ampliam o repertório cultural e acadêmico, além de transformarem seu conhecimento. No primeiro trimestre de 2023, visitamos o Centro Histórico de São Paulo, o Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Picinguaba, as Terras Indígenas do Rio Silveira e também a vila histórica de Paranapiacaba.

Visitando São Paulo Histórica

No dia 13 de abril, nossos estudantes da 3ª Série do Ensino Médio saíram do Colégio com destino ao Centro Histórico de São Paulo, região em que a cidade de São Paulo foi fundada no ano de 1554. A visita foi iniciada no Mosteiro São Bento, composto pelo conjunto da Basílica Abacial Nossa Senhora da Assunção, do Colégio de São Bento e da Faculdade de São Bento. Entre a primeira e a segunda parada, observaram o Edifício Martinelli, primeiro arranha-céu da América do Sul e, em seguida, se direcionaram ao Farol Santander, onde uma bela vista a 160 metros do chão expõe os principais edifícios do centro de São Paulo.

Estudantes no Mirante do Farol Santander.

Depois disso, a turma caminhou em meio à Bolsa de Valores de São Paulo, em direção ao Pátio do Colégio, onde foi levantada a primeira construção da atual cidade de São Paulo e se encontra a Igreja São José de Anchieta, e finalizaram a manhã no Solar da Marquesa, local que abriga projetos desenvolvidos especialmente para o espaço por artistas contemporâneos e constitui um importante conjunto arquitetônico, histórico e cultural juntamente com os edifícios que o cercam, e integra o Museu da Cidade de São Paulo.

Após uma parada para o almoço no Mercado Municipal de São Paulo, nossos estudantes puderam conhecer o Museu da Imigração do Estado de São Paulo, que preserva a história das pessoas que chegaram ao Brasil por meio da Hospedaria de Imigrantes do Brás. E, recriando a experiência daqueles que faziam esse percurso, o roteiro foi finalizado com um passeio de Maria-fumaça, acompanhados por monitores que contaram um pouco da história da locomotiva e simularam algumas práticas típicas das antigas viagens de trem.

As estudantes Maria Clara Diniz e Sofia Toledo compartilharam sobre a experiência: “Foi muito legal e importante conhecer esse lugares que protagonizam a história do nosso país, sendo um conteúdo cobrado nos vestibulares e essencial para a cultura do Brasil.”. Através da experiência na cidade de São Paulo os estudantes puderam conhecer mais sobre o processo de imigração para o Brasil, seus impactos culturais e sociais, além de comparar o passado com a situação atual na qual vivem, estruturando pensamentos críticos e argumentativos úteis para sua formação.

Estudantes em frente ao Mosteiro São Bento.

Trilhas em Picinguaba

As turmas da 1ª Série do Ensino Médio se afastaram da realidade urbana e adentraram o Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Picinguaba, em Ubatuba. Na ocasião, os estudantes realizaram duas trilhas. A primeira, chamada “Trilha Saco das Taquaras com Costão Rochoso“, levou os grupos pela praia da fazenda até chegar em um costão rochoso, região de transição entre os meios terrestres e marinhos, podendo observar suas características: mata de encosta em uma trilha que seguia até o Saco das Taquaras e prainha de solo arenoso, tomada por rochas e conchas.

Na segunda trilha, “Trilha Picadão da Barra com Mangue”, foi possível observar em seu trajeto os impactos da ação humana: construção de estradas e exploração na vegetação local, que está se readaptando ao ambiente. A caminhada pelas áreas de restinga até chegar ao manguezal, onde, de barco, o grupo se locomoveu para a praia da fazenda e caminharam de volta ao Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Picinguaba.

Estudantes a caminho da Trilha Saco das Taquaras com Costão Rochoso.

Imersão Cultural em Terras Indígenas

A 2ª Série do Ensino Médio, por sua vez, viveu uma experiência imersiva na cultura e tradição dos povos originários do nosso país ao visitarem as Terras Indígenas do Rio Silveira, em Bertioga. O primeiro contato com os nativos foi na Escola Estadual Nhembo ‘e’ á porã, a qual forma turmas desde o Ensino Infantil ao Ensino Médio, e o guia Wesley foi o responsável por levar nossos estudantes até seu primeiro destino: uma cachoeira em meio às vegetações da Mata Atlântica, um espaço preservado pela tribo, bem como seus arredores.

A trilha até o local oportuniza que os visitantes passeiem pela tribo, observando as moradias, a convivência e o modo de vida das mais de 120 famílias que vivem na aldeia. “É bem legal e interessante aprender sobre o ambiente, sobre a vegetação da Mata Atlântica e observar moradias tradicionais, com a oportunidade de conhecer mais sobre os costumes desse grupo importante para a história do nosso país”, compartilhou a estudante Heloísa Nakagawa durante o trajeto até o próximo destino, onde os estudantes se reuniram com o Cacique Mauro, líder da comunidade, para um bate-papo sobre a realidade do povo indígena que ali vive. 

Estudantes reunidos no pátio da escola Nhembo ‘e’ á porã com o nativo Wesley.

O diálogo proporcionou um momento de perguntas e respostas, esclarecendo dúvidas levantadas pelos estudantes. “Nosso objetivo ao receber visitantes é apresentar mais de nossa cultura, explicando nossos valores e tradições, para continuar preservando nossa tribo e toda a natureza”, contou Mauro ao introduzir uma apresentação musical preparada pelos nativos. Em seguida, uma degustação de comidas típicas e exposição de artesanato foram as últimas atrações apresentadas aos nossos estudantes antes de se despedirem com muita satisfação da oportunidade sociocultural promovida durante toda a excursão. 

Famílias indígenas da Aldeia Guarani do Rio Silveira fazendo apresentação de canto e dança.

A vila histórica, Paranapiacaba

No dia 2 de maio a histórica vila Paranapiacaba, distrito de Santo André, foi o destino dos estudantes do 9º Ano do Ensino Fundamental Anos Finais. De grande importância para a Revolução Industrial no Brasil, a vila foi cenário histórico e socioeconômico com a construção da ferrovia inaugurada em 1874, que capacitou o avanço tecnológico e facilitou o transporte de cargas pelo país.

Os trabalhadores ingleses, que migraram para a vila, trouxeram sua cultura aplicada nas cores e nos materiais das moradias, fatores observados no tour pelo Museu Castelinho, antiga casa do engenheiro chefe da ferrovia, preservada com móveis e demais detalhes da época. Ao conhecer o Museu Funicular, antigo galpão da mecânica dos tempos dos ingleses, os estudantes aprenderam mais sobre as máquinas, as peças e as ferramentas que hoje são parte do acervo do museu.

O ponto final da excursão foi a Trilha da Pontinha, oportunizando uma caminhada em ambiente natural até um lago de águas límpidas onde os estudantes se divertiram, como conta a estudante Rafaela Colus: “Achei o passeio muito legal, agregou muito em nossa vida escolar ao conhecer sobre a história da cidade. A trilha nos mostrou a natureza que não vemos normalmente no cotidiano na cidade, além de ser importante sair um pouco da sala de aula para viver um momento descontraído.

Estudantes ao final da Trilha da Pontinha.

Os Estudos do Meio trabalham diretamente o eixo de Abertura ao Novo, presente em nossa Matriz Socioemocional, oportunizando experiências indicadas à idade e relacionadas aos assuntos estudados em sala de aula. Momentos como esses despertam a curiosidade dos estudantes, incentivando-os, através da imersão cultural e social, à aprofundar o conhecimento a respeito dos temas tratados de maneira teórica no dia a dia.

Confira fotos de cada Estudos do Meio realizados!

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