Adolescência: como os pais podem ajudar a superar os desafios dessa fase?

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A adolescência é marcada por mudanças tão profundas que, eventualmente, os pais não conseguem lidar bem com os filhos quando chegam nesta fase. Neste post, veja algumas condutas que os pais podem buscar para melhorar o relacionamento com os jovens. Adolescência é fase de mudanças físicas e comportamentais Segundo a Organização Mundial da Saúde, a adolescência é o período compreendido entre os 10 e os 19 anos. Nesta longa fase, são inúmeras as mudanças físicas e até turbulências emocionais que ocorrem com os jovens.  Ao entrar na adolescência, muitos estudantes podem manifestar sintomas como ansiedade, irritabilidade, agressividade e ter queda no rendimento escolar. Outros sintomas físicos podem estar ligados a alterações na tireoide, acnes em excesso, sonolência e até dores de cabeça com mais frequência.  Com tudo o que ocorre dentro do corpo de um adolescente, é praticamente certo que os pais vão notar muitas mudanças comportamentais que podem deixá-los um tanto confusos. Afinal, a adolescência é uma fase de preparação para a vida adulta e pode, literalmente, transformar seus filhos em outras pessoas.  Muitos pais se vêem com dúvidas como: “Onde está aquela criança que me contava tudo e agora não quer dizer nada, nem mesmo como foi seu dia no Colégio?” ou “Como lidar agora com esse jovem apático e mal-humorado que já foi uma criança agitada e muito alegre?”. A situação contrária também pode acontecer: uma criança tranquila pode se transformar em um adolescente bastante frenético e rebelde. É certo que na adolescência o mundo cresce na visão desses jovens, que começam a descobrir seus gostos, preferências e criar novos relacionamentos. São diversas questões relacionadas à individualidade, que podem gerar expectativas e receios, e nem sempre eles buscam os pais para saná-los. Para a psicóloga de abordagem cognitivo comportamental, Isabela Guarnieri, mais do que nunca, nesta fase, o diálogo é a principal ferramenta de aproximação entre eles.  “A família deve procurar ser o mais comunicativa possível, para que o adolescente consiga expressar suas emoções e assim auxiliá-lo a buscar formas para resolver os conflitos e obstáculos dessa fase de uma forma mais saudável”, diz a psicóloga. Sobre autoridade Diante de tantas descobertas, é bastante possível que o adolescente passe a ter mais conflitos em relação à autoridade dos pais. Se rebelar é uma maneira que encontram para testar limites próprios e independência. Porém, é importante que os pais não sejam tão duros quando os filhos praticarem algo que não seja correto para eles, mas estabeleçam limites bem definidos. O diálogo deve entrar em cena novamente.  “É necessário criar um ambiente com limites reais, o qual os pais consigam inserir regras e limites que sejam coerentes, ou seja, que façam sentido serem impostos ao adolescente, regra não é igual a rigidez. A regra é a imposição de algo de uma forma assertiva, explicando a necessidade e os benefícios do por que ela está sendo imposta, fazendo com que o adolescente entenda que existem responsabilidades que precisam ser seguidas e os benefícios que isso proporcionará a ele serão altos. Não esquecendo que existem diversas formas para executar o que precisa ser feito, talvez a forma que funcione para os pais não seja a mesma que funcione para o filho, por isso, é necessário adequar para o jeito que o adolescente irá se adaptar melhor”, diz Isabela. Em razão disso, é importante que os pais busquem ser justos e compreensivos, ouvindo sempre o lado dos filhos de forma que as regras devem ser entendidas por esses jovens, para que se sintam seguros para dialogar.  Sobre amizades Buscar aceitação é um fato da adolescência, então é bastante comum que os jovens desenvolvam uma nova rede de amizades, que também pode apresentar altos e baixos.  Muitas amizades podem levar os estudantes a uma mudança de comportamento, porque vão passar a conviver com pessoas que vieram de formações diferentes. No entanto, os pais devem estar atentos se essa mudança é positiva ou não. Se o estudante se torna muito evasivo ou misterioso, manifesta explosões de raiva, ignora as regras e não permite que os pais se aproximem dos novos amigos, é hora de ficar bem mais atentos. Segundo a psicóloga, o ideal é fazer um “policiamento” adequado sem invadir a privacidade e a individualidade dos filhos, mas agir, se necessário. “Ao notar alguma mudança de comportamento que esteja prejudicando o adolescente, é necessário verificar o porquê dessa mudança, para que depois sejam feitas as intervenções necessárias. É importante ter cautela ao fazer isso, e buscar ajuda profissional para entender o motivo dessas mudanças de comportamentos”, diz. Sobre inserção social Enquanto muitos adolescentes sentem uma necessidade de estar com mais amigos, outros isolam-se e não querem fazer nenhuma inserção social, além do mínimo necessário. Revelam-se excessivamente tímidos. Nestes casos, a atuação dos pais também pode ser efetiva. “A timidez pode estar ligada à autoestima do adolescente. Os pais devem buscar manter diálogos construtivos para compreender o que faz a timidez se sobressair no temperamento do adolescente”, diz Isabela. Outro conselho da psicóloga é que pais contem experiências de sua própria vida para tentar ajudar. “Relatar exemplos de vivências que tiveram nessa fase também é uma boa intervenção para tentar se igualar a eles e se inserir um pouco nesse mundo de tantos medos e inseguranças. Incentivar a exposição e o enfrentamento dos medos é um papel fundamental dos cuidadores”, afirma. Sobre namoros Quando chega a adolescência, começam a surgir os namoros na vida dos jovens. Muitos pais ficam preocupados com essa nova dinâmica na vida do filho e não sabem qual deve ser a postura a ser tomada. São muitas as dúvidas: namoros podem atrapalhar os estudos? Qual é o limite e hora de intervir? Para a psicóloga, assim como ocorre com os adultos, quando é preciso compreender quais são os tipos de relacionamentos almejados, os pais devem orientar os seus filhos a se relacionarem com pessoas que acrescentam e não que atrapalhem os seus objetivos. “A partir do momento que isso (o namoro) começa a prejudicar o adolescente, os pais devem orientar os seus filhos a entender o quanto isso pode prejudicá-lo no presente e no futuro também”, diz. Por isso, a psicóloga revela que a psicoterapia é indicada nesta fase, porque o trabalho com a adolescência pode ser bastante complexo. “Com a psicoterapia, os pais irão receber as orientações necessárias de acordo com o caso específico do seu filho”, diz. Sobre escolha da profissão Quando os jovens entram no Ensino Médio, a escolha da profissão é outro divisor de águas em suas vidas. É a primeira decisão da vida adulta, que pode envolver também uma saída da casa dos pais e mudança para outras cidades, estados ou até países.  Muitos estudantes podem ter alguma preferência já neste período, outros sentem-se totalmente inseguros sobre qual caminho escolher. Nesta fase, os pais podem orientar as escolhas, porém, não devem interferir nelas. Os jovens precisam decidir qual carreira os fará mais felizes, baseados em seus próprios sonhos e expectativas. “É importante respeitar a escolha do adolescente. Os pais não podem achar que por serem os pais devem escolher pelos seus filhos, isso gera uma perda de identidade muito grande no indivíduo e acaba acarretando muitos problemas futuros”, diz. A psicóloga dá uma sugestão para ajudar: “Uma atividade interessante que os pais podem fazer com seus filhos é montar uma lista de profissões com as quais os filhos mais se interessam e pontuar com eles os prós e os contras de cada uma, encarregando e apoiando o adolescente a escolher aquilo que ele mais se interessa”, revela. É hora de caminhar junto Como se percebe, a adolescência não é uma fase repleta de desafios apenas para os jovens, mas os pais vão ter que surfar essa onda junto com eles.  Porém, o ideal é pesquisar sempre sobre todas as situações que podem ocorrer com os filhos nesta fase, desenvolver empatia pelo momento que eles estão vivenciando, e oferecer o suporte emocional necessário para que enfrentem as dificuldades e sigam para uma vida adulta bem-resolvida e saudável. No Colégio Planck, são trabalhadas constantemente as habilidades socioemocionais para que os estudantes lidem com os percalços da adolescência da forma mais suave possível. Todos são observados de forma individualizada e a parceria com os pais é constante, para que ambos os lados possam servir de suporte na construção positiva da personalidade de todos os estudantes.

A adolescência é marcada por mudanças tão profundas que, eventualmente, os pais não conseguem lidar bem com os filhos quando chegam nesta fase. Neste post, veja algumas condutas que os pais podem buscar para melhorar o relacionamento com os jovens.

Adolescência é fase de mudanças físicas e comportamentais

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a adolescência é o período compreendido entre os 10 e os 19 anos. Nesta longa fase, são inúmeras as mudanças físicas e até turbulências emocionais que ocorrem com os jovens. 

Ao entrar na adolescência, muitos estudantes podem manifestar sintomas como ansiedade, irritabilidade, agressividade e ter queda no rendimento escolar. Outros sintomas físicos podem estar ligados a alterações na tireoide, acnes em excesso, sonolência e até dores de cabeça com mais frequência. 

Com tudo o que ocorre dentro do corpo de um adolescente, é praticamente certo que os pais vão notar muitas mudanças comportamentais que podem deixá-los um tanto confusos. Afinal, a adolescência é uma fase de preparação para a vida adulta e pode, literalmente, transformar seus filhos em outras pessoas. 

Muitos pais se vêem com dúvidas como: “Onde está aquela criança que me contava tudo e agora não quer dizer nada, nem mesmo como foi seu dia no Colégio?” ou “Como lidar agora com esse jovem apático e mal-humorado que já foi uma criança agitada e muito alegre?”. A situação contrária também pode acontecer: uma criança tranquila pode se transformar em um adolescente bastante frenético e rebelde.

É certo que na adolescência o mundo cresce na visão desses jovens, que começam a descobrir seus gostos, preferências e criar novos relacionamentos. São diversas questões relacionadas à individualidade, que podem gerar expectativas e receios, e nem sempre eles buscam os pais para saná-los.

Para a psicóloga de abordagem cognitivo comportamental, Isabela Guarnieri, mais do que nunca, nesta fase, o diálogo é a principal ferramenta de aproximação entre eles. 

“A família deve procurar ser o mais comunicativa possível, para que o adolescente consiga expressar suas emoções e assim auxiliá-lo a buscar formas para resolver os conflitos e obstáculos dessa fase de uma forma mais saudável”, diz a psicóloga.

A adolescência é marcada por mudanças tão profundas que, eventualmente, os pais não conseguem lidar bem com os filhos quando chegam nesta fase. Neste post, veja algumas condutas que os pais podem buscar para melhorar o relacionamento com os jovens. Adolescência é fase de mudanças físicas e comportamentais Segundo a Organização Mundial da Saúde, a adolescência é o período compreendido entre os 10 e os 19 anos. Nesta longa fase, são inúmeras as mudanças físicas e até turbulências emocionais que ocorrem com os jovens.  Ao entrar na adolescência, muitos estudantes podem manifestar sintomas como ansiedade, irritabilidade, agressividade e ter queda no rendimento escolar. Outros sintomas físicos podem estar ligados a alterações na tireoide, acnes em excesso, sonolência e até dores de cabeça com mais frequência.  Com tudo o que ocorre dentro do corpo de um adolescente, é praticamente certo que os pais vão notar muitas mudanças comportamentais que podem deixá-los um tanto confusos. Afinal, a adolescência é uma fase de preparação para a vida adulta e pode, literalmente, transformar seus filhos em outras pessoas.  Muitos pais se vêem com dúvidas como: “Onde está aquela criança que me contava tudo e agora não quer dizer nada, nem mesmo como foi seu dia no Colégio?” ou “Como lidar agora com esse jovem apático e mal-humorado que já foi uma criança agitada e muito alegre?”. A situação contrária também pode acontecer: uma criança tranquila pode se transformar em um adolescente bastante frenético e rebelde. É certo que na adolescência o mundo cresce na visão desses jovens, que começam a descobrir seus gostos, preferências e criar novos relacionamentos. São diversas questões relacionadas à individualidade, que podem gerar expectativas e receios, e nem sempre eles buscam os pais para saná-los. Para a psicóloga de abordagem cognitivo comportamental, Isabela Guarnieri, mais do que nunca, nesta fase, o diálogo é a principal ferramenta de aproximação entre eles.  “A família deve procurar ser o mais comunicativa possível, para que o adolescente consiga expressar suas emoções e assim auxiliá-lo a buscar formas para resolver os conflitos e obstáculos dessa fase de uma forma mais saudável”, diz a psicóloga. Sobre autoridade Diante de tantas descobertas, é bastante possível que o adolescente passe a ter mais conflitos em relação à autoridade dos pais. Se rebelar é uma maneira que encontram para testar limites próprios e independência. Porém, é importante que os pais não sejam tão duros quando os filhos praticarem algo que não seja correto para eles, mas estabeleçam limites bem definidos. O diálogo deve entrar em cena novamente.  “É necessário criar um ambiente com limites reais, o qual os pais consigam inserir regras e limites que sejam coerentes, ou seja, que façam sentido serem impostos ao adolescente, regra não é igual a rigidez. A regra é a imposição de algo de uma forma assertiva, explicando a necessidade e os benefícios do por que ela está sendo imposta, fazendo com que o adolescente entenda que existem responsabilidades que precisam ser seguidas e os benefícios que isso proporcionará a ele serão altos. Não esquecendo que existem diversas formas para executar o que precisa ser feito, talvez a forma que funcione para os pais não seja a mesma que funcione para o filho, por isso, é necessário adequar para o jeito que o adolescente irá se adaptar melhor”, diz Isabela. Em razão disso, é importante que os pais busquem ser justos e compreensivos, ouvindo sempre o lado dos filhos de forma que as regras devem ser entendidas por esses jovens, para que se sintam seguros para dialogar.  Sobre amizades Buscar aceitação é um fato da adolescência, então é bastante comum que os jovens desenvolvam uma nova rede de amizades, que também pode apresentar altos e baixos.  Muitas amizades podem levar os estudantes a uma mudança de comportamento, porque vão passar a conviver com pessoas que vieram de formações diferentes. No entanto, os pais devem estar atentos se essa mudança é positiva ou não. Se o estudante se torna muito evasivo ou misterioso, manifesta explosões de raiva, ignora as regras e não permite que os pais se aproximem dos novos amigos, é hora de ficar bem mais atentos. Segundo a psicóloga, o ideal é fazer um “policiamento” adequado sem invadir a privacidade e a individualidade dos filhos, mas agir, se necessário. “Ao notar alguma mudança de comportamento que esteja prejudicando o adolescente, é necessário verificar o porquê dessa mudança, para que depois sejam feitas as intervenções necessárias. É importante ter cautela ao fazer isso, e buscar ajuda profissional para entender o motivo dessas mudanças de comportamentos”, diz. Sobre inserção social Enquanto muitos adolescentes sentem uma necessidade de estar com mais amigos, outros isolam-se e não querem fazer nenhuma inserção social, além do mínimo necessário. Revelam-se excessivamente tímidos. Nestes casos, a atuação dos pais também pode ser efetiva. “A timidez pode estar ligada à autoestima do adolescente. Os pais devem buscar manter diálogos construtivos para compreender o que faz a timidez se sobressair no temperamento do adolescente”, diz Isabela. Outro conselho da psicóloga é que pais contem experiências de sua própria vida para tentar ajudar. “Relatar exemplos de vivências que tiveram nessa fase também é uma boa intervenção para tentar se igualar a eles e se inserir um pouco nesse mundo de tantos medos e inseguranças. Incentivar a exposição e o enfrentamento dos medos é um papel fundamental dos cuidadores”, afirma. Sobre namoros Quando chega a adolescência, começam a surgir os namoros na vida dos jovens. Muitos pais ficam preocupados com essa nova dinâmica na vida do filho e não sabem qual deve ser a postura a ser tomada. São muitas as dúvidas: namoros podem atrapalhar os estudos? Qual é o limite e hora de intervir? Para a psicóloga, assim como ocorre com os adultos, quando é preciso compreender quais são os tipos de relacionamentos almejados, os pais devem orientar os seus filhos a se relacionarem com pessoas que acrescentam e não que atrapalhem os seus objetivos. “A partir do momento que isso (o namoro) começa a prejudicar o adolescente, os pais devem orientar os seus filhos a entender o quanto isso pode prejudicá-lo no presente e no futuro também”, diz. Por isso, a psicóloga revela que a psicoterapia é indicada nesta fase, porque o trabalho com a adolescência pode ser bastante complexo. “Com a psicoterapia, os pais irão receber as orientações necessárias de acordo com o caso específico do seu filho”, diz. Sobre escolha da profissão Quando os jovens entram no Ensino Médio, a escolha da profissão é outro divisor de águas em suas vidas. É a primeira decisão da vida adulta, que pode envolver também uma saída da casa dos pais e mudança para outras cidades, estados ou até países.  Muitos estudantes podem ter alguma preferência já neste período, outros sentem-se totalmente inseguros sobre qual caminho escolher. Nesta fase, os pais podem orientar as escolhas, porém, não devem interferir nelas. Os jovens precisam decidir qual carreira os fará mais felizes, baseados em seus próprios sonhos e expectativas. “É importante respeitar a escolha do adolescente. Os pais não podem achar que por serem os pais devem escolher pelos seus filhos, isso gera uma perda de identidade muito grande no indivíduo e acaba acarretando muitos problemas futuros”, diz. A psicóloga dá uma sugestão para ajudar: “Uma atividade interessante que os pais podem fazer com seus filhos é montar uma lista de profissões com as quais os filhos mais se interessam e pontuar com eles os prós e os contras de cada uma, encarregando e apoiando o adolescente a escolher aquilo que ele mais se interessa”, revela. É hora de caminhar junto Como se percebe, a adolescência não é uma fase repleta de desafios apenas para os jovens, mas os pais vão ter que surfar essa onda junto com eles.  Porém, o ideal é pesquisar sempre sobre todas as situações que podem ocorrer com os filhos nesta fase, desenvolver empatia pelo momento que eles estão vivenciando, e oferecer o suporte emocional necessário para que enfrentem as dificuldades e sigam para uma vida adulta bem-resolvida e saudável. No Colégio Planck, são trabalhadas constantemente as habilidades socioemocionais para que os estudantes lidem com os percalços da adolescência da forma mais suave possível. Todos são observados de forma individualizada e a parceria com os pais é constante, para que ambos os lados possam servir de suporte na construção positiva da personalidade de todos os estudantes.

Sobre autoridade

Diante de tantas descobertas, é bastante possível que o adolescente passe a ter mais conflitos em relação à autoridade dos pais. Se rebelar é uma maneira que encontram para testar limites próprios e independência. Porém, é importante que os pais não sejam tão duros quando os filhos praticarem algo que não seja correto para eles, mas estabeleçam limites bem definidos. O diálogo deve entrar em cena novamente. 

“É necessário criar um ambiente com limites reais, o qual os pais consigam inserir regras e limites que sejam coerentes, ou seja, que façam sentido serem impostos ao adolescente, regra não é igual a rigidez. A regra é a imposição de algo de uma forma assertiva, explicando a necessidade e os benefícios do por que ela está sendo imposta, fazendo com que o adolescente entenda que existem responsabilidades que precisam ser seguidas e os benefícios que isso proporcionará a ele serão altos. Não esquecendo que existem diversas formas para executar o que precisa ser feito, talvez a forma que funcione para os pais não seja a mesma que funcione para o filho, por isso, é necessário adequar para o jeito que o adolescente irá se adaptar melhor”, diz Isabela.

Em razão disso, é importante que os pais busquem ser justos e compreensivos, ouvindo sempre o lado dos filhos de forma que as regras devem ser entendidas por esses jovens, para que se sintam seguros para dialogar. 

Sobre amizades

Buscar aceitação é um fato da adolescência, então é bastante comum que os jovens desenvolvam uma nova rede de amizades, que também pode apresentar altos e baixos. 

Muitas amizades podem levar os estudantes a uma mudança de comportamento, porque vão passar a conviver com pessoas que vieram de formações diferentes. No entanto, os pais devem estar atentos se essa mudança é positiva ou não.

Se o estudante se torna muito evasivo ou misterioso, manifesta explosões de raiva, ignora as regras e não permite que os pais se aproximem dos novos amigos, é hora de ficar bem mais atentos.

Segundo a psicóloga, o ideal é fazer um “policiamento” adequado sem invadir a privacidade e a individualidade dos filhos, mas agir, se necessário. “Ao notar alguma mudança de comportamento que esteja prejudicando o adolescente, é necessário verificar o porquê dessa mudança, para que depois sejam feitas as intervenções necessárias. É importante ter cautela ao fazer isso, e buscar ajuda profissional para entender o motivo dessas mudanças de comportamentos”, diz.

A adolescência é marcada por mudanças tão profundas que, eventualmente, os pais não conseguem lidar bem com os filhos quando chegam nesta fase. Neste post, veja algumas condutas que os pais podem buscar para melhorar o relacionamento com os jovens. Adolescência é fase de mudanças físicas e comportamentais Segundo a Organização Mundial da Saúde, a adolescência é o período compreendido entre os 10 e os 19 anos. Nesta longa fase, são inúmeras as mudanças físicas e até turbulências emocionais que ocorrem com os jovens.  Ao entrar na adolescência, muitos estudantes podem manifestar sintomas como ansiedade, irritabilidade, agressividade e ter queda no rendimento escolar. Outros sintomas físicos podem estar ligados a alterações na tireoide, acnes em excesso, sonolência e até dores de cabeça com mais frequência.  Com tudo o que ocorre dentro do corpo de um adolescente, é praticamente certo que os pais vão notar muitas mudanças comportamentais que podem deixá-los um tanto confusos. Afinal, a adolescência é uma fase de preparação para a vida adulta e pode, literalmente, transformar seus filhos em outras pessoas.  Muitos pais se vêem com dúvidas como: “Onde está aquela criança que me contava tudo e agora não quer dizer nada, nem mesmo como foi seu dia no Colégio?” ou “Como lidar agora com esse jovem apático e mal-humorado que já foi uma criança agitada e muito alegre?”. A situação contrária também pode acontecer: uma criança tranquila pode se transformar em um adolescente bastante frenético e rebelde. É certo que na adolescência o mundo cresce na visão desses jovens, que começam a descobrir seus gostos, preferências e criar novos relacionamentos. São diversas questões relacionadas à individualidade, que podem gerar expectativas e receios, e nem sempre eles buscam os pais para saná-los. Para a psicóloga de abordagem cognitivo comportamental, Isabela Guarnieri, mais do que nunca, nesta fase, o diálogo é a principal ferramenta de aproximação entre eles.  “A família deve procurar ser o mais comunicativa possível, para que o adolescente consiga expressar suas emoções e assim auxiliá-lo a buscar formas para resolver os conflitos e obstáculos dessa fase de uma forma mais saudável”, diz a psicóloga. Sobre autoridade Diante de tantas descobertas, é bastante possível que o adolescente passe a ter mais conflitos em relação à autoridade dos pais. Se rebelar é uma maneira que encontram para testar limites próprios e independência. Porém, é importante que os pais não sejam tão duros quando os filhos praticarem algo que não seja correto para eles, mas estabeleçam limites bem definidos. O diálogo deve entrar em cena novamente.  “É necessário criar um ambiente com limites reais, o qual os pais consigam inserir regras e limites que sejam coerentes, ou seja, que façam sentido serem impostos ao adolescente, regra não é igual a rigidez. A regra é a imposição de algo de uma forma assertiva, explicando a necessidade e os benefícios do por que ela está sendo imposta, fazendo com que o adolescente entenda que existem responsabilidades que precisam ser seguidas e os benefícios que isso proporcionará a ele serão altos. Não esquecendo que existem diversas formas para executar o que precisa ser feito, talvez a forma que funcione para os pais não seja a mesma que funcione para o filho, por isso, é necessário adequar para o jeito que o adolescente irá se adaptar melhor”, diz Isabela. Em razão disso, é importante que os pais busquem ser justos e compreensivos, ouvindo sempre o lado dos filhos de forma que as regras devem ser entendidas por esses jovens, para que se sintam seguros para dialogar.  Sobre amizades Buscar aceitação é um fato da adolescência, então é bastante comum que os jovens desenvolvam uma nova rede de amizades, que também pode apresentar altos e baixos.  Muitas amizades podem levar os estudantes a uma mudança de comportamento, porque vão passar a conviver com pessoas que vieram de formações diferentes. No entanto, os pais devem estar atentos se essa mudança é positiva ou não. Se o estudante se torna muito evasivo ou misterioso, manifesta explosões de raiva, ignora as regras e não permite que os pais se aproximem dos novos amigos, é hora de ficar bem mais atentos. Segundo a psicóloga, o ideal é fazer um “policiamento” adequado sem invadir a privacidade e a individualidade dos filhos, mas agir, se necessário. “Ao notar alguma mudança de comportamento que esteja prejudicando o adolescente, é necessário verificar o porquê dessa mudança, para que depois sejam feitas as intervenções necessárias. É importante ter cautela ao fazer isso, e buscar ajuda profissional para entender o motivo dessas mudanças de comportamentos”, diz. Sobre inserção social Enquanto muitos adolescentes sentem uma necessidade de estar com mais amigos, outros isolam-se e não querem fazer nenhuma inserção social, além do mínimo necessário. Revelam-se excessivamente tímidos. Nestes casos, a atuação dos pais também pode ser efetiva. “A timidez pode estar ligada à autoestima do adolescente. Os pais devem buscar manter diálogos construtivos para compreender o que faz a timidez se sobressair no temperamento do adolescente”, diz Isabela. Outro conselho da psicóloga é que pais contem experiências de sua própria vida para tentar ajudar. “Relatar exemplos de vivências que tiveram nessa fase também é uma boa intervenção para tentar se igualar a eles e se inserir um pouco nesse mundo de tantos medos e inseguranças. Incentivar a exposição e o enfrentamento dos medos é um papel fundamental dos cuidadores”, afirma. Sobre namoros Quando chega a adolescência, começam a surgir os namoros na vida dos jovens. Muitos pais ficam preocupados com essa nova dinâmica na vida do filho e não sabem qual deve ser a postura a ser tomada. São muitas as dúvidas: namoros podem atrapalhar os estudos? Qual é o limite e hora de intervir? Para a psicóloga, assim como ocorre com os adultos, quando é preciso compreender quais são os tipos de relacionamentos almejados, os pais devem orientar os seus filhos a se relacionarem com pessoas que acrescentam e não que atrapalhem os seus objetivos. “A partir do momento que isso (o namoro) começa a prejudicar o adolescente, os pais devem orientar os seus filhos a entender o quanto isso pode prejudicá-lo no presente e no futuro também”, diz. Por isso, a psicóloga revela que a psicoterapia é indicada nesta fase, porque o trabalho com a adolescência pode ser bastante complexo. “Com a psicoterapia, os pais irão receber as orientações necessárias de acordo com o caso específico do seu filho”, diz. Sobre escolha da profissão Quando os jovens entram no Ensino Médio, a escolha da profissão é outro divisor de águas em suas vidas. É a primeira decisão da vida adulta, que pode envolver também uma saída da casa dos pais e mudança para outras cidades, estados ou até países.  Muitos estudantes podem ter alguma preferência já neste período, outros sentem-se totalmente inseguros sobre qual caminho escolher. Nesta fase, os pais podem orientar as escolhas, porém, não devem interferir nelas. Os jovens precisam decidir qual carreira os fará mais felizes, baseados em seus próprios sonhos e expectativas. “É importante respeitar a escolha do adolescente. Os pais não podem achar que por serem os pais devem escolher pelos seus filhos, isso gera uma perda de identidade muito grande no indivíduo e acaba acarretando muitos problemas futuros”, diz. A psicóloga dá uma sugestão para ajudar: “Uma atividade interessante que os pais podem fazer com seus filhos é montar uma lista de profissões com as quais os filhos mais se interessam e pontuar com eles os prós e os contras de cada uma, encarregando e apoiando o adolescente a escolher aquilo que ele mais se interessa”, revela. É hora de caminhar junto Como se percebe, a adolescência não é uma fase repleta de desafios apenas para os jovens, mas os pais vão ter que surfar essa onda junto com eles.  Porém, o ideal é pesquisar sempre sobre todas as situações que podem ocorrer com os filhos nesta fase, desenvolver empatia pelo momento que eles estão vivenciando, e oferecer o suporte emocional necessário para que enfrentem as dificuldades e sigam para uma vida adulta bem-resolvida e saudável. No Colégio Planck, são trabalhadas constantemente as habilidades socioemocionais para que os estudantes lidem com os percalços da adolescência da forma mais suave possível. Todos são observados de forma individualizada e a parceria com os pais é constante, para que ambos os lados possam servir de suporte na construção positiva da personalidade de todos os estudantes.

Sobre inserção social

Enquanto muitos adolescentes sentem uma necessidade de estar com mais amigos, outros isolam-se e não querem fazer nenhuma inserção social, além do mínimo necessário. Revelam-se excessivamente tímidos.

Nestes casos, a atuação dos pais também pode ser efetiva. “A timidez pode estar ligada à autoestima do adolescente. Os pais devem buscar manter diálogos construtivos para compreender o que faz a timidez se sobressair no temperamento do adolescente”, diz Isabela.

Outro conselho da psicóloga é que pais contem experiências de sua própria vida para tentar ajudar. “Relatar exemplos de vivências que tiveram nessa fase também é uma boa intervenção para tentar se igualar a eles e se inserir um pouco nesse mundo de tantos medos e inseguranças. Incentivar a exposição e o enfrentamento dos medos é um papel fundamental dos cuidadores”, afirma.

Adolescência Como Os Pais Podem Ajudar A Superar Os Desafios Dessa Fase

Sobre namoros

Quando chega a adolescência, começam a surgir os namoros na vida dos jovens. Muitos pais ficam preocupados com essa nova dinâmica na vida do filho e não sabem qual deve ser a postura a ser tomada. São muitas as dúvidas: namoros podem atrapalhar os estudos? Qual é o limite e hora de intervir?

Para a psicóloga, assim como ocorre com os adultos, quando é preciso compreender quais são os tipos de relacionamentos almejados, os pais devem orientar os seus filhos a se relacionarem com pessoas que acrescentam e não que atrapalhem os seus objetivos. “A partir do momento que isso (o namoro) começa a prejudicar o adolescente, os pais devem orientar os seus filhos a entender o quanto isso pode prejudicá-lo no presente e no futuro também”, diz.

Por isso, a psicóloga revela que a psicoterapia é indicada nesta fase, porque o trabalho com a adolescência pode ser bastante complexo. “Com a psicoterapia, os pais irão receber as orientações necessárias de acordo com o caso específico do seu filho”, diz.

Sobre escolha da profissão

Quando os jovens entram no Ensino Médio, a escolha da profissão é outro divisor de águas em suas vidas. É a primeira decisão da vida adulta, que pode envolver também uma saída da casa dos pais e mudança para outras cidades, estados ou até países. 

Muitos estudantes podem ter alguma preferência já neste período, outros sentem-se totalmente inseguros sobre qual caminho escolher.

Nesta fase, os pais podem orientar as escolhas, porém, não devem interferir nelas. Os jovens precisam decidir qual carreira os fará mais felizes, baseados em seus próprios sonhos e expectativas.

“É importante respeitar a escolha do adolescente. Os pais não podem achar que por serem os pais devem escolher pelos seus filhos, isso gera uma perda de identidade muito grande no indivíduo e acaba acarretando muitos problemas futuros”, diz.

A psicóloga dá uma sugestão para ajudar: “Uma atividade interessante que os pais podem fazer com seus filhos é montar uma lista de profissões com as quais os filhos mais se interessam e pontuar com eles os prós e os contras de cada uma, encarregando e apoiando o adolescente a escolher aquilo que ele mais se interessa”, revela.

A adolescência é marcada por mudanças tão profundas que, eventualmente, os pais não conseguem lidar bem com os filhos quando chegam nesta fase. Neste post, veja algumas condutas que os pais podem buscar para melhorar o relacionamento com os jovens. Adolescência é fase de mudanças físicas e comportamentais Segundo a Organização Mundial da Saúde, a adolescência é o período compreendido entre os 10 e os 19 anos. Nesta longa fase, são inúmeras as mudanças físicas e até turbulências emocionais que ocorrem com os jovens.  Ao entrar na adolescência, muitos estudantes podem manifestar sintomas como ansiedade, irritabilidade, agressividade e ter queda no rendimento escolar. Outros sintomas físicos podem estar ligados a alterações na tireoide, acnes em excesso, sonolência e até dores de cabeça com mais frequência.  Com tudo o que ocorre dentro do corpo de um adolescente, é praticamente certo que os pais vão notar muitas mudanças comportamentais que podem deixá-los um tanto confusos. Afinal, a adolescência é uma fase de preparação para a vida adulta e pode, literalmente, transformar seus filhos em outras pessoas.  Muitos pais se vêem com dúvidas como: “Onde está aquela criança que me contava tudo e agora não quer dizer nada, nem mesmo como foi seu dia no Colégio?” ou “Como lidar agora com esse jovem apático e mal-humorado que já foi uma criança agitada e muito alegre?”. A situação contrária também pode acontecer: uma criança tranquila pode se transformar em um adolescente bastante frenético e rebelde. É certo que na adolescência o mundo cresce na visão desses jovens, que começam a descobrir seus gostos, preferências e criar novos relacionamentos. São diversas questões relacionadas à individualidade, que podem gerar expectativas e receios, e nem sempre eles buscam os pais para saná-los. Para a psicóloga de abordagem cognitivo comportamental, Isabela Guarnieri, mais do que nunca, nesta fase, o diálogo é a principal ferramenta de aproximação entre eles.  “A família deve procurar ser o mais comunicativa possível, para que o adolescente consiga expressar suas emoções e assim auxiliá-lo a buscar formas para resolver os conflitos e obstáculos dessa fase de uma forma mais saudável”, diz a psicóloga. Sobre autoridade Diante de tantas descobertas, é bastante possível que o adolescente passe a ter mais conflitos em relação à autoridade dos pais. Se rebelar é uma maneira que encontram para testar limites próprios e independência. Porém, é importante que os pais não sejam tão duros quando os filhos praticarem algo que não seja correto para eles, mas estabeleçam limites bem definidos. O diálogo deve entrar em cena novamente.  “É necessário criar um ambiente com limites reais, o qual os pais consigam inserir regras e limites que sejam coerentes, ou seja, que façam sentido serem impostos ao adolescente, regra não é igual a rigidez. A regra é a imposição de algo de uma forma assertiva, explicando a necessidade e os benefícios do por que ela está sendo imposta, fazendo com que o adolescente entenda que existem responsabilidades que precisam ser seguidas e os benefícios que isso proporcionará a ele serão altos. Não esquecendo que existem diversas formas para executar o que precisa ser feito, talvez a forma que funcione para os pais não seja a mesma que funcione para o filho, por isso, é necessário adequar para o jeito que o adolescente irá se adaptar melhor”, diz Isabela. Em razão disso, é importante que os pais busquem ser justos e compreensivos, ouvindo sempre o lado dos filhos de forma que as regras devem ser entendidas por esses jovens, para que se sintam seguros para dialogar.  Sobre amizades Buscar aceitação é um fato da adolescência, então é bastante comum que os jovens desenvolvam uma nova rede de amizades, que também pode apresentar altos e baixos.  Muitas amizades podem levar os estudantes a uma mudança de comportamento, porque vão passar a conviver com pessoas que vieram de formações diferentes. No entanto, os pais devem estar atentos se essa mudança é positiva ou não. Se o estudante se torna muito evasivo ou misterioso, manifesta explosões de raiva, ignora as regras e não permite que os pais se aproximem dos novos amigos, é hora de ficar bem mais atentos. Segundo a psicóloga, o ideal é fazer um “policiamento” adequado sem invadir a privacidade e a individualidade dos filhos, mas agir, se necessário. “Ao notar alguma mudança de comportamento que esteja prejudicando o adolescente, é necessário verificar o porquê dessa mudança, para que depois sejam feitas as intervenções necessárias. É importante ter cautela ao fazer isso, e buscar ajuda profissional para entender o motivo dessas mudanças de comportamentos”, diz. Sobre inserção social Enquanto muitos adolescentes sentem uma necessidade de estar com mais amigos, outros isolam-se e não querem fazer nenhuma inserção social, além do mínimo necessário. Revelam-se excessivamente tímidos. Nestes casos, a atuação dos pais também pode ser efetiva. “A timidez pode estar ligada à autoestima do adolescente. Os pais devem buscar manter diálogos construtivos para compreender o que faz a timidez se sobressair no temperamento do adolescente”, diz Isabela. Outro conselho da psicóloga é que pais contem experiências de sua própria vida para tentar ajudar. “Relatar exemplos de vivências que tiveram nessa fase também é uma boa intervenção para tentar se igualar a eles e se inserir um pouco nesse mundo de tantos medos e inseguranças. Incentivar a exposição e o enfrentamento dos medos é um papel fundamental dos cuidadores”, afirma. Sobre namoros Quando chega a adolescência, começam a surgir os namoros na vida dos jovens. Muitos pais ficam preocupados com essa nova dinâmica na vida do filho e não sabem qual deve ser a postura a ser tomada. São muitas as dúvidas: namoros podem atrapalhar os estudos? Qual é o limite e hora de intervir? Para a psicóloga, assim como ocorre com os adultos, quando é preciso compreender quais são os tipos de relacionamentos almejados, os pais devem orientar os seus filhos a se relacionarem com pessoas que acrescentam e não que atrapalhem os seus objetivos. “A partir do momento que isso (o namoro) começa a prejudicar o adolescente, os pais devem orientar os seus filhos a entender o quanto isso pode prejudicá-lo no presente e no futuro também”, diz. Por isso, a psicóloga revela que a psicoterapia é indicada nesta fase, porque o trabalho com a adolescência pode ser bastante complexo. “Com a psicoterapia, os pais irão receber as orientações necessárias de acordo com o caso específico do seu filho”, diz. Sobre escolha da profissão Quando os jovens entram no Ensino Médio, a escolha da profissão é outro divisor de águas em suas vidas. É a primeira decisão da vida adulta, que pode envolver também uma saída da casa dos pais e mudança para outras cidades, estados ou até países.  Muitos estudantes podem ter alguma preferência já neste período, outros sentem-se totalmente inseguros sobre qual caminho escolher. Nesta fase, os pais podem orientar as escolhas, porém, não devem interferir nelas. Os jovens precisam decidir qual carreira os fará mais felizes, baseados em seus próprios sonhos e expectativas. “É importante respeitar a escolha do adolescente. Os pais não podem achar que por serem os pais devem escolher pelos seus filhos, isso gera uma perda de identidade muito grande no indivíduo e acaba acarretando muitos problemas futuros”, diz. A psicóloga dá uma sugestão para ajudar: “Uma atividade interessante que os pais podem fazer com seus filhos é montar uma lista de profissões com as quais os filhos mais se interessam e pontuar com eles os prós e os contras de cada uma, encarregando e apoiando o adolescente a escolher aquilo que ele mais se interessa”, revela. É hora de caminhar junto Como se percebe, a adolescência não é uma fase repleta de desafios apenas para os jovens, mas os pais vão ter que surfar essa onda junto com eles.  Porém, o ideal é pesquisar sempre sobre todas as situações que podem ocorrer com os filhos nesta fase, desenvolver empatia pelo momento que eles estão vivenciando, e oferecer o suporte emocional necessário para que enfrentem as dificuldades e sigam para uma vida adulta bem-resolvida e saudável. No Colégio Planck, são trabalhadas constantemente as habilidades socioemocionais para que os estudantes lidem com os percalços da adolescência da forma mais suave possível. Todos são observados de forma individualizada e a parceria com os pais é constante, para que ambos os lados possam servir de suporte na construção positiva da personalidade de todos os estudantes.

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Dicas para exercitar a memória são muito importantes para ajudar os estudantes a guardar uma imensa quantidade de informações que são parte da grade curricular de cada fase. Veja nesse texto alguns truques que vão auxiliar a reter melhor os conteúdos recebidos. Como o cérebro e a memória funcionam? A Ciência já demonstrou que o desenvolvimento cerebral das crianças e adolescentes é realizado em etapas. Na primeira infância, está mais desenvolvido o sistema límbico, que é responsável pelas emoções e impulsos, e o hipocampo, que atua na memória, que é formada pelas conexões entre as células nervosas e os neurônios, e permite armazenar informações e recuperá-las sempre que necessário para todos os processos da vida. Só com o passar da idade é que o córtex pré-frontal vai se desenvolvendo e apresentando melhores condições para possibilitar o controle das emoções, organização, planejamento, pensamento crítico, atenção, etc. Esse desenvolvimento vai ocorrer até os 25 anos. Com aproximadamente 86 bilhões de estruturas que vão captar, repassar, guardar e resgatar, o cérebro funciona como um arquivo gigantesco de informações. No entanto, o cérebro também tem um importante recurso de economia de energia e potencialização do seu uso: ele desliga áreas que não estão sendo devidamente usadas. Por isso, quanto mais estímulo a pessoa dá a uma determinada área cerebral, mais ativa ela fica, isso inclui a memória. Portanto, conhecer algumas dicas para exercitar a memória é muito importante em todas as fases da vida, inclusive, na escolar, quando os estudantes estão mergulhados em conhecimentos das diversas disciplinas, e precisam entendê-los, retê-los e recuperá-los para as provas, simulados ou exames de vestibular. Tipos de memórias Além das informações retidas relativas à temporalidade (curto e longo prazo) e a memória sensorial, que está relacionada com associação aos estímulos recebidos pelos nossos 5 sentidos, que é citada na obra “Em Busca do Tempo Perdido”, de Marcel Proust, a memória também está dividida em tipos que vão captar determinadas nuances das informações, de forma a classificar e processar as informações: Memória episódica: de longa duração, é a lembrança de acontecimentos específicos, como a refeição do dia anterior ou a recordação de outros momentos vividos no passado. Memória semântica: é o armazenamento de informações relativas ao mundo, como o significado das palavras ou datas de acontecimentos. Memória processual: também é de longa duração da memória, são aqueles conteúdos que aprendemos e nunca esquecemos, como andar de bicicleta. As fases da memória A memória de uma pessoa começa a atuar já no despertar de seu relógio biológico, quando o cérebro envia substâncias, como a adrenalina, para que ela tenha mais foco e concentração em suas tarefas na fase beta (enquanto está acordada). Esse relógio biológico vai indicar que é hora de estudar, trabalhar, se alimentar ou praticar atividades físicas. Essa memória aciona todo um ciclo de funções corporais que vão ocorrer ao longo do dia até que chegue o período noturno. Neste momento, começa a diminuir a adrenalina e o cortisol no organismo, acionando outras substâncias, como a melatonina, que indicam que é a hora do corpo repousar. Dentro desse processo corporal, a memória também terá as suas fases: Memorização Nesta fase, é necessária atenção, um estado de alerta total, para que a pessoa consiga memorizar as informações. Compreensão O estado de atenção também vai favorecer que a pessoa faça conexões para proporcionar um melhor entendimento da informação recebida. Assim, será mais fácil memorizar. Armazenamento Quando a pessoa entende o significado daquela informação, o conteúdo será retido no cérebro. Recuperação O cérebro organiza as informações de acordo com sua hierarquização. São as lembranças, que podem vir à tona a partir de estímulos diversos, como um som, um cheiro ou outras dicas que podem dar pistas daquela informação. Conheça dicas para exercitar a memória É certo que o cérebro funciona como um poderoso computador que faz milhões de conexões e ajuda no funcionamento corporal. Porém, às vezes, parece que a memória dele falha, e nem todos os conteúdos são rememorados com facilidade. Onde foi parar todas aquelas informações das aulas de matemática e biologia do dia anterior? E quem eram mesmo aqueles personagens do livro que você leu e foi indicado para o vestibular? Essa “perda” das informações também é comum para o cérebro, por isso, as dicas para exercitar a memória são importantes para fazer uma “atualização” do nosso sistema interno. Para consolidar a memória é sempre necessário um treino do que foi aprendido, para que o conteúdo não caia na memória de curto prazo. Treinar o cérebro constantemente vai ajudar a evitar essas falhas em sua memória, é como se fosse uma espécie de ginástica cerebral. Conheça alguns truques para treinar a sua memória, alguns desses são dicas que estão no livro “Técnicas de Estudo para Adolescentes”, de Antonio Gonzáles (Editora Vozes): Ative sua memória Abra mão de certos facilitadores, como agendas de celular ou blocos de notas, e tente sempre memorizar números de telefone, senhas, listas, datas ou lembretes de eventos. Associe informações com imagens Muitos estudantes são mais visuais e precisam associar os conteúdos a imagens ou símbolos para facilitar a memorização. Faça cálculos mentais Ao longo do dia faça operações aritméticas simples, somando as placas dos veículos, números de telefones em placas ou os números dos prédios e casas onde passar. Dê atenção aos detalhes Quando damos atenção a um assunto atribuímos importância a ele. Então, foque no tema, capture os detalhes e assim a memorização será facilitada. Invista em jogos de memorização Fazer quebra-cabeças ou jogos de memória vão ajudar muito nessa ginástica cerebral. As pessoas também podem investir em palavras cruzadas, Sudoku, dominó ou até jogos de cartas. Além disso, jogar xadrez é um importante recurso para trabalhar o cérebro. Leia e repita as citações Outra dica para exercitar a memória é a leitura porque essa é uma atividade que vai ajudar a trabalhar diversas áreas cerebrais. Além disso, repetir as frases e citações de personagens históricos também é uma excelente forma de trabalhar a memória. Anote esses enunciados e trechos de obras e repita o quanto puder. Aliás, falar em voz alta para si mesmo vale para lembrar de qualquer coisa, até mesmo para lembrar onde colocou a chave de casa. Procure lembrar os detalhes do dia Quando for deitar, antes de dormir, faça uma revisão de tudo o que aconteceu no dia, tentando lembrar alguns detalhes desde o momento que acordou, como suas roupas, o que comeu, onde foi, quem encontrou ou algum outro aspecto interessante. Conclusão É importante lembrar que a emoção está ligada à formação de novas memórias, portanto, investir em processos lúdicos e divertidos, que acionam produção e interação de hormônios do bem-estar, que paralelamente intensificam a comunicação entre neurônios, também vai dar o devido estímulo cerebral aos adolescentes para consolidação da memória.

Dicas para exercitar a memória

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