Tenho um pré-adolescente em casa como ajudá-lo no desempenho escolar?

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As imensas mudanças internas que ocorrem na pré-adolescência podem levar a um prejuízo no desempenho escolar. Como ajudar os estudantes que estão nesta fase? Leia esse post até o final para entender o que ocorre no corpo e na mente do pré-adolescente, seus sentimentos e descobertas, e dicas de como ajudá-los. Puberdade x desempenho escolar: existe relação? Parâmetros de algumas instituições ou documentos oficiais podem divergir sobre o início da adolescência. Para a Organização Mundial da Saúde, essa fase é compreendida dos 10 aos 19 anos, já o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) aponta que a adolescência vai dos 12 aos 18 anos. O maior consenso é que essa transição entre a infância e adolescência, conhecida como a pré-adolescência, começa por volta dos 10 anos e pode seguir até os 14 anos. A psicóloga Laira K. Batisteti da Costa explica que a puberdade é o período que marca essa transição trazendo grandes mudanças (físicas, emocionais e comportamentais) e modificando a relação desse estudante com o mundo e consigo mesmo. “Nessa fase do desenvolvimento, o cérebro passa por uma reorganização, eliminando aquilo que foi aprendido na primeira infância, mas que não é mais essencial, favorecendo assim novas conexões neurológicas. O córtex pré-frontal – que é responsável por ações como planejamento, organização, pensamentos sobre o futuro, raciocínio lógico e distinção entre risco e recompensa – fica mais maleável durante a adolescência. Uma grande dose de dopamina é produzida e injetada sempre que o adolescente faz algo em que se sente bem. É, por isso, que os adolescentes procuram experiências agradáveis, apesar dos riscos”, reforça a psicóloga. Segundo Laíra, se a relação com os estudos não for prazerosa e desafiadora, poderá sim ter queda em seu desempenho escolar: “Isso não é porque o adolescente é preguiçoso ou difícil, mas por estar passando por modificações físicas e emocionais, causadas pelos hormônios que estão entrando em ação para que ele possa iniciar a vida adulta”, explica. Pré-adolescentes passam a lidar com muitas questões emocionais Segundo a psicóloga, a produção dos hormônios sexuais altera não somente o corpo, mas também o humor e a percepção dos pré-adolescentes e adolescentes, fazendo com que tenham menos flexibilidade para negociar, assumindo posturas mais rígidas e extremistas diante de alguns assuntos, o que pode gerar conflitos de ideias com os adultos. “Os sentimentos são vividos com mais intensidade, podendo ter seu humor alterado de maneira brusca no decorrer do dia, com assuntos corriqueiros, estando muito feliz e eufórico ou triste com a sensação que o “mundo” não o aprova e que este é o pior dia de sua vida”, diz. Laíra revela que, além disso, as mudanças corporais e as comparações com amigos, podem inspirar curiosidade, ansiedade e medo, especialmente, se eles não sabem o que esperar ou o que é natural para esse período do desenvolvimento. Para o pré-adolescente, ocorre uma nova percepção do mundo Segundo a psicóloga, todas essas mudanças comportamentais ocorrem nessa fase porque a percepção de mundo dos pré-adolescentes é modificada, tanto pelas alterações físicas (produção hormonal e modificações no cérebro), como por aspectos psicológicos. “A formação de sua identidade está em pleno vapor e agora com olhar voltado para sua individualidade, pois há o desejo de se saber quem se é para além do espaço familiar. O pré-adolescente irá buscar descobrir quais são seus gostos e estilos (comida, música, roupas, filmes, etc). Tais descobertas podem causar alguns conflitos na família se os pais entenderem como uma afronta aos seus gostos e costumes e não aproveitarem a oportunidade para abordar temas como diversidade, respeito e os valores que a sua família pratica”. Querem mais privacidade A psicóloga revela que a privacidade é uma necessidade que irá surgir de maneira crescente, com comportamentos como fechar a porta do quarto e do banheiro, colocar fones de ouvido ou senha no celular e computador. “Nomearmos essa fase como a “aborrecência”, pode fazer com que o pré- adolescente sinta-se incompreendido e rejeitado. Menosprezar seus pensamentos e sentimentos também podem fazer com que ele se afaste ainda mais, buscando apoio em pessoas que talvez não tenham o esclarecimento necessário para ajudá-lo nessa transição”, revela. Segundo a psicóloga, é importante que a família e a equipe escolar coloquem-se na posição de praticar a escuta ativa, acolhendo os sentimentos e pensamentos, favorecendo a reflexão dos valores que se pratica e que juntos possam estabelecer os limites necessários para manter sua integridade biopsicossocial. Surgem novos interesses, inclusive, os amorosos Para a psicóloga, o surgimento dos interesses amorosos nessa faixa etária é natural, já que os hormônios que estão a pleno vapor são exatamente os sexuais. Diante disso, Laíra explica que é natural que o foco não seja mais somente os estudos. O pré-adolescente pode ter seu humor e estado de atenção e concentração alterados. “Não há idade certa para se permitir o namoro, mas sim um entendimento do que é mais adequado de acordo com valores da família, priorizando um diálogo afetivo”, aconselha. Como os pais podem observar o declínio do desempenho? Para a psicóloga, uma boa comunicação dos pais com o seu filho ou filha é fundamental para entender como tem sido sua experiência escolar. Ela sugere que os pais destinem um momento do dia para perguntar o que aprendeu de novo nas matérias, se algum tema despertou seu interesse, como foi o momento do intervalo, como estão os amigos e, principalmente, participe de sua vida acadêmica auxiliando nas tarefas escolares, aproximando-se da equipe pedagógica e participando de reuniões e eventos que a escola promova. “E se perceber algo que não está bem, procure entender com o estudante o que está acontecendo, o que está causando a desmotivação, evitando rótulos como adolescente não estuda porque é preguiçoso", alerta. Como driblar as distrações que prejudicam o desempenho? No mundo moderno e tecnológico, os pré-adolescentes não abrem mão dos smartphones e notebooks, onde podem ouvir músicas, jogar e assistir vídeos ou séries. São muitas distrações que podem tirar o foco do estudo. Para a psicóloga, para minimizar essas distrações, é importante que os estudantes escolham um local calmo e agradável, com boa iluminação e com menos ruído possível para a realização das tarefas escolares. Além disso, ela aponta que também vai ajudar a ter disponível todos os materiais que serão utilizados para o estudo daquele dia. Para isso, orienta uma prática muito apoiada pelo Colégio Planck que é estimular a autonomia na organização do material. “Pequenas interrupções para buscar uma borracha ou livro, podem prejudicar a concentração e foco na atividade e as telas (se não for o home school) devem permanecer desligadas neste momento”, diz. Como o Colégio pode ajudar nesse processo? Segundo a psicóloga, devido a reorganização cerebral do pré-adolescente, algumas iniciativas podem ajudar que ele tenha mais interesse e se sinta instigado pelas atividades escolares. “Mas isso não tem a ver com quantidade de atividades, mas com a complexidade e desafios propostos. O professor deve contemplar em seu planejamento semanal, pelo menos uma aula maker, onde os estudantes são convidados a “colocar as mãos na massa”, a partir de um tema proposto, refletir e construir soluções em um ambiente colaborativo, que favoreça a criatividade e a flexibilidade mental”, sugere. O Colégio Planck tem entre seus recursos pedagógicos o laboratório Design Maker no qual os estudantes são incentivados a criar, construir e a trabalhar de forma colaborativa, utilizando o design thinking e as habilidades de engenharia na construção de soluções. Outro projeto pedagógico do Planck é a Academia Sherlock que incentiva as propriedades investigativas dos estudantes para auxiliá-los na construção de conhecimento. Além disso, o desenvolvimento das competências socioemocionais também está entre os pilares do Colégio. Ajudar os estudantes a desenvolver essas habilidades vai auxiliá-los a lidar com emoções e prepará-los para muitas situações ao longo da vida. # Fica a dica da psicóloga 1 – Conheça seu pré-adolescente Tanto a família quanto o colégio, precisam conhecer seus pré-adolescentes: quais são seus gostos, seus interesses, os assuntos que estão em alta nas rodas de conversa e quais são seus valores. 2 – Mantenha uma comunicação empática e positiva Ter atitudes empáticas, uma escuta ativa e flexibilidade mental para refletir junto, é importante para manter uma boa comunicação e, com isso, favorecer, não só a motivação aos estudos, mas também considerar a vulnerabilidade peculiar a essa fase. Demonstre apoio e confiança, encorajando-o na realização das atividades, destacando seu engajamento e comprometimento. 3 – Mantenha a rotina Com a chegada da pré-adolescência, a maioria das famílias renuncia à rotina. Não existem mais horários para estudar, comer e, principalmente, dormir. É papel da família manter uma rotina saudável, com horários para todas as atividades, inclusive para os estudos. Isso não quer dizer que os pais devem impor a rotina, mas construir junto ao filho ou filha a rotina diária, dando autonomia para decidir a sequência e organização das atividades no cronograma, que deve, inclusive, contemplar momentos de lazer com amigos e familiares. 4 - Incentive uma atividade física Uma rotina totalmente dedicada aos estudos pode gerar um grande cansaço físico e complicações no processo de aprendizagem. A prática regular de uma atividade física promove inúmeros benefícios, como melhoria da memória, concentração, humor e do bem-estar; pois o organismo produz hormônios como a endorfina (que dá sensação de bem-estar e alegria) e a dopamina (que gera efeito analgésico e de relaxamento). Mas essa prática só fará sentido se o pré-adolescente encontrar aquilo que combine com seus interesses – seja natação, corrida, musculação, artes marciais, aulas de dança ou yoga.

As imensas mudanças internas que ocorrem na pré-adolescência podem levar a um prejuízo no desempenho escolar. Como ajudar os estudantes que estão nesta fase?

Leia esse post até o final para entender o que ocorre no corpo e na mente do pré-adolescente, seus sentimentos e descobertas, e dicas de como ajudá-los.

Puberdade x desempenho escolar: existe relação?

Parâmetros de algumas instituições ou documentos oficiais podem divergir sobre o início da adolescência. Para a Organização Mundial da Saúde, essa fase é compreendida dos 10 aos 19 anos, já o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) aponta que a adolescência vai dos 12 aos 18 anos. 

O maior consenso é que essa transição entre a infância e adolescência, conhecida como a pré-adolescência, começa por volta dos 10 anos e pode seguir até os 14 anos. 

A psicóloga Laira K. Batisteti da Costa explica que a puberdade é o período que marca essa transição trazendo grandes mudanças (físicas, emocionais e comportamentais) e modificando a relação desse estudante com o mundo e consigo mesmo.

Nessa fase do desenvolvimento, o cérebro passa por uma reorganização, eliminando aquilo que foi aprendido na primeira infância, mas que não é mais essencial, favorecendo assim novas conexões neurológicas. O córtex pré-frontal – que é responsável por ações como planejamento, organização, pensamentos sobre o futuro, raciocínio lógico e distinção entre risco e recompensa – fica mais maleável durante a adolescência. Uma grande dose de dopamina é produzida e injetada sempre que o adolescente faz algo em que se sente bem. É, por isso, que os adolescentes procuram experiências agradáveis, apesar dos riscos”, reforça a psicóloga.

Segundo Laíra, se a relação com os estudos não for prazerosa e desafiadora, poderá sim ter queda em seu desempenho escolar: “Isso não é porque o adolescente é preguiçoso ou difícil, mas por estar passando por modificações físicas e emocionais, causadas pelos hormônios que estão entrando em ação para que ele possa iniciar a vida adulta”, explica. 

As imensas mudanças internas que ocorrem na pré-adolescência podem levar a um prejuízo no desempenho escolar. Como ajudar os estudantes que estão nesta fase? Leia esse post até o final para entender o que ocorre no corpo e na mente do pré-adolescente, seus sentimentos e descobertas, e dicas de como ajudá-los. Puberdade x desempenho escolar: existe relação? Parâmetros de algumas instituições ou documentos oficiais podem divergir sobre o início da adolescência. Para a Organização Mundial da Saúde, essa fase é compreendida dos 10 aos 19 anos, já o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) aponta que a adolescência vai dos 12 aos 18 anos. O maior consenso é que essa transição entre a infância e adolescência, conhecida como a pré-adolescência, começa por volta dos 10 anos e pode seguir até os 14 anos. A psicóloga Laira K. Batisteti da Costa explica que a puberdade é o período que marca essa transição trazendo grandes mudanças (físicas, emocionais e comportamentais) e modificando a relação desse estudante com o mundo e consigo mesmo. “Nessa fase do desenvolvimento, o cérebro passa por uma reorganização, eliminando aquilo que foi aprendido na primeira infância, mas que não é mais essencial, favorecendo assim novas conexões neurológicas. O córtex pré-frontal – que é responsável por ações como planejamento, organização, pensamentos sobre o futuro, raciocínio lógico e distinção entre risco e recompensa – fica mais maleável durante a adolescência. Uma grande dose de dopamina é produzida e injetada sempre que o adolescente faz algo em que se sente bem. É, por isso, que os adolescentes procuram experiências agradáveis, apesar dos riscos”, reforça a psicóloga. Segundo Laíra, se a relação com os estudos não for prazerosa e desafiadora, poderá sim ter queda em seu desempenho escolar: “Isso não é porque o adolescente é preguiçoso ou difícil, mas por estar passando por modificações físicas e emocionais, causadas pelos hormônios que estão entrando em ação para que ele possa iniciar a vida adulta”, explica. Pré-adolescentes passam a lidar com muitas questões emocionais Segundo a psicóloga, a produção dos hormônios sexuais altera não somente o corpo, mas também o humor e a percepção dos pré-adolescentes e adolescentes, fazendo com que tenham menos flexibilidade para negociar, assumindo posturas mais rígidas e extremistas diante de alguns assuntos, o que pode gerar conflitos de ideias com os adultos. “Os sentimentos são vividos com mais intensidade, podendo ter seu humor alterado de maneira brusca no decorrer do dia, com assuntos corriqueiros, estando muito feliz e eufórico ou triste com a sensação que o “mundo” não o aprova e que este é o pior dia de sua vida”, diz. Laíra revela que, além disso, as mudanças corporais e as comparações com amigos, podem inspirar curiosidade, ansiedade e medo, especialmente, se eles não sabem o que esperar ou o que é natural para esse período do desenvolvimento. Para o pré-adolescente, ocorre uma nova percepção do mundo Segundo a psicóloga, todas essas mudanças comportamentais ocorrem nessa fase porque a percepção de mundo dos pré-adolescentes é modificada, tanto pelas alterações físicas (produção hormonal e modificações no cérebro), como por aspectos psicológicos. “A formação de sua identidade está em pleno vapor e agora com olhar voltado para sua individualidade, pois há o desejo de se saber quem se é para além do espaço familiar. O pré-adolescente irá buscar descobrir quais são seus gostos e estilos (comida, música, roupas, filmes, etc). Tais descobertas podem causar alguns conflitos na família se os pais entenderem como uma afronta aos seus gostos e costumes e não aproveitarem a oportunidade para abordar temas como diversidade, respeito e os valores que a sua família pratica”. Querem mais privacidade A psicóloga revela que a privacidade é uma necessidade que irá surgir de maneira crescente, com comportamentos como fechar a porta do quarto e do banheiro, colocar fones de ouvido ou senha no celular e computador. “Nomearmos essa fase como a “aborrecência”, pode fazer com que o pré- adolescente sinta-se incompreendido e rejeitado. Menosprezar seus pensamentos e sentimentos também podem fazer com que ele se afaste ainda mais, buscando apoio em pessoas que talvez não tenham o esclarecimento necessário para ajudá-lo nessa transição”, revela. Segundo a psicóloga, é importante que a família e a equipe escolar coloquem-se na posição de praticar a escuta ativa, acolhendo os sentimentos e pensamentos, favorecendo a reflexão dos valores que se pratica e que juntos possam estabelecer os limites necessários para manter sua integridade biopsicossocial. Surgem novos interesses, inclusive, os amorosos Para a psicóloga, o surgimento dos interesses amorosos nessa faixa etária é natural, já que os hormônios que estão a pleno vapor são exatamente os sexuais. Diante disso, Laíra explica que é natural que o foco não seja mais somente os estudos. O pré-adolescente pode ter seu humor e estado de atenção e concentração alterados. “Não há idade certa para se permitir o namoro, mas sim um entendimento do que é mais adequado de acordo com valores da família, priorizando um diálogo afetivo”, aconselha. Como os pais podem observar o declínio do desempenho? Para a psicóloga, uma boa comunicação dos pais com o seu filho ou filha é fundamental para entender como tem sido sua experiência escolar. Ela sugere que os pais destinem um momento do dia para perguntar o que aprendeu de novo nas matérias, se algum tema despertou seu interesse, como foi o momento do intervalo, como estão os amigos e, principalmente, participe de sua vida acadêmica auxiliando nas tarefas escolares, aproximando-se da equipe pedagógica e participando de reuniões e eventos que a escola promova. “E se perceber algo que não está bem, procure entender com o estudante o que está acontecendo, o que está causando a desmotivação, evitando rótulos como adolescente não estuda porque é preguiçoso", alerta. Como driblar as distrações que prejudicam o desempenho? No mundo moderno e tecnológico, os pré-adolescentes não abrem mão dos smartphones e notebooks, onde podem ouvir músicas, jogar e assistir vídeos ou séries. São muitas distrações que podem tirar o foco do estudo. Para a psicóloga, para minimizar essas distrações, é importante que os estudantes escolham um local calmo e agradável, com boa iluminação e com menos ruído possível para a realização das tarefas escolares. Além disso, ela aponta que também vai ajudar a ter disponível todos os materiais que serão utilizados para o estudo daquele dia. Para isso, orienta uma prática muito apoiada pelo Colégio Planck que é estimular a autonomia na organização do material. “Pequenas interrupções para buscar uma borracha ou livro, podem prejudicar a concentração e foco na atividade e as telas (se não for o home school) devem permanecer desligadas neste momento”, diz. Como o Colégio pode ajudar nesse processo? Segundo a psicóloga, devido a reorganização cerebral do pré-adolescente, algumas iniciativas podem ajudar que ele tenha mais interesse e se sinta instigado pelas atividades escolares. “Mas isso não tem a ver com quantidade de atividades, mas com a complexidade e desafios propostos. O professor deve contemplar em seu planejamento semanal, pelo menos uma aula maker, onde os estudantes são convidados a “colocar as mãos na massa”, a partir de um tema proposto, refletir e construir soluções em um ambiente colaborativo, que favoreça a criatividade e a flexibilidade mental”, sugere. O Colégio Planck tem entre seus recursos pedagógicos o laboratório Design Maker no qual os estudantes são incentivados a criar, construir e a trabalhar de forma colaborativa, utilizando o design thinking e as habilidades de engenharia na construção de soluções. Outro projeto pedagógico do Planck é a Academia Sherlock que incentiva as propriedades investigativas dos estudantes para auxiliá-los na construção de conhecimento. Além disso, o desenvolvimento das competências socioemocionais também está entre os pilares do Colégio. Ajudar os estudantes a desenvolver essas habilidades vai auxiliá-los a lidar com emoções e prepará-los para muitas situações ao longo da vida. # Fica a dica da psicóloga 1 – Conheça seu pré-adolescente Tanto a família quanto o colégio, precisam conhecer seus pré-adolescentes: quais são seus gostos, seus interesses, os assuntos que estão em alta nas rodas de conversa e quais são seus valores. 2 – Mantenha uma comunicação empática e positiva Ter atitudes empáticas, uma escuta ativa e flexibilidade mental para refletir junto, é importante para manter uma boa comunicação e, com isso, favorecer, não só a motivação aos estudos, mas também considerar a vulnerabilidade peculiar a essa fase. Demonstre apoio e confiança, encorajando-o na realização das atividades, destacando seu engajamento e comprometimento. 3 – Mantenha a rotina Com a chegada da pré-adolescência, a maioria das famílias renuncia à rotina. Não existem mais horários para estudar, comer e, principalmente, dormir. É papel da família manter uma rotina saudável, com horários para todas as atividades, inclusive para os estudos. Isso não quer dizer que os pais devem impor a rotina, mas construir junto ao filho ou filha a rotina diária, dando autonomia para decidir a sequência e organização das atividades no cronograma, que deve, inclusive, contemplar momentos de lazer com amigos e familiares. 4 - Incentive uma atividade física Uma rotina totalmente dedicada aos estudos pode gerar um grande cansaço físico e complicações no processo de aprendizagem. A prática regular de uma atividade física promove inúmeros benefícios, como melhoria da memória, concentração, humor e do bem-estar; pois o organismo produz hormônios como a endorfina (que dá sensação de bem-estar e alegria) e a dopamina (que gera efeito analgésico e de relaxamento). Mas essa prática só fará sentido se o pré-adolescente encontrar aquilo que combine com seus interesses – seja natação, corrida, musculação, artes marciais, aulas de dança ou yoga.

Pré-adolescentes passam a lidar com muitas questões emocionais

Segundo a psicóloga, a produção dos hormônios sexuais na pré-adolescência altera não somente o corpo, mas também o humor e a percepção dos pré-adolescentes e adolescentes, fazendo com que tenham menos flexibilidade para negociar, assumindo posturas mais rígidas e extremistas diante de alguns assuntos, o que pode gerar conflitos de ideias com os adultos.

“Os sentimentos são vividos com mais intensidade, podendo ter seu humor alterado de maneira brusca no decorrer do dia, com assuntos corriqueiros, estando muito feliz e eufórico ou triste com a sensação que o “mundo” não o aprova e que este é o pior dia de sua vida”, diz.

Laíra revela que, além disso, as mudanças corporais e as comparações com amigos, podem inspirar curiosidade, ansiedade e medo, especialmente, se eles não sabem o que esperar ou o que é natural para esse período do desenvolvimento.

As imensas mudanças internas que ocorrem na pré-adolescência podem levar a um prejuízo no desempenho escolar. Como ajudar os estudantes que estão nesta fase? Leia esse post até o final para entender o que ocorre no corpo e na mente do pré-adolescente, seus sentimentos e descobertas, e dicas de como ajudá-los. Puberdade x desempenho escolar: existe relação? Parâmetros de algumas instituições ou documentos oficiais podem divergir sobre o início da adolescência. Para a Organização Mundial da Saúde, essa fase é compreendida dos 10 aos 19 anos, já o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) aponta que a adolescência vai dos 12 aos 18 anos. O maior consenso é que essa transição entre a infância e adolescência, conhecida como a pré-adolescência, começa por volta dos 10 anos e pode seguir até os 14 anos. A psicóloga Laira K. Batisteti da Costa explica que a puberdade é o período que marca essa transição trazendo grandes mudanças (físicas, emocionais e comportamentais) e modificando a relação desse estudante com o mundo e consigo mesmo. “Nessa fase do desenvolvimento, o cérebro passa por uma reorganização, eliminando aquilo que foi aprendido na primeira infância, mas que não é mais essencial, favorecendo assim novas conexões neurológicas. O córtex pré-frontal – que é responsável por ações como planejamento, organização, pensamentos sobre o futuro, raciocínio lógico e distinção entre risco e recompensa – fica mais maleável durante a adolescência. Uma grande dose de dopamina é produzida e injetada sempre que o adolescente faz algo em que se sente bem. É, por isso, que os adolescentes procuram experiências agradáveis, apesar dos riscos”, reforça a psicóloga. Segundo Laíra, se a relação com os estudos não for prazerosa e desafiadora, poderá sim ter queda em seu desempenho escolar: “Isso não é porque o adolescente é preguiçoso ou difícil, mas por estar passando por modificações físicas e emocionais, causadas pelos hormônios que estão entrando em ação para que ele possa iniciar a vida adulta”, explica. Pré-adolescentes passam a lidar com muitas questões emocionais Segundo a psicóloga, a produção dos hormônios sexuais altera não somente o corpo, mas também o humor e a percepção dos pré-adolescentes e adolescentes, fazendo com que tenham menos flexibilidade para negociar, assumindo posturas mais rígidas e extremistas diante de alguns assuntos, o que pode gerar conflitos de ideias com os adultos. “Os sentimentos são vividos com mais intensidade, podendo ter seu humor alterado de maneira brusca no decorrer do dia, com assuntos corriqueiros, estando muito feliz e eufórico ou triste com a sensação que o “mundo” não o aprova e que este é o pior dia de sua vida”, diz. Laíra revela que, além disso, as mudanças corporais e as comparações com amigos, podem inspirar curiosidade, ansiedade e medo, especialmente, se eles não sabem o que esperar ou o que é natural para esse período do desenvolvimento. Para o pré-adolescente, ocorre uma nova percepção do mundo Segundo a psicóloga, todas essas mudanças comportamentais ocorrem nessa fase porque a percepção de mundo dos pré-adolescentes é modificada, tanto pelas alterações físicas (produção hormonal e modificações no cérebro), como por aspectos psicológicos. “A formação de sua identidade está em pleno vapor e agora com olhar voltado para sua individualidade, pois há o desejo de se saber quem se é para além do espaço familiar. O pré-adolescente irá buscar descobrir quais são seus gostos e estilos (comida, música, roupas, filmes, etc). Tais descobertas podem causar alguns conflitos na família se os pais entenderem como uma afronta aos seus gostos e costumes e não aproveitarem a oportunidade para abordar temas como diversidade, respeito e os valores que a sua família pratica”. Querem mais privacidade A psicóloga revela que a privacidade é uma necessidade que irá surgir de maneira crescente, com comportamentos como fechar a porta do quarto e do banheiro, colocar fones de ouvido ou senha no celular e computador. “Nomearmos essa fase como a “aborrecência”, pode fazer com que o pré- adolescente sinta-se incompreendido e rejeitado. Menosprezar seus pensamentos e sentimentos também podem fazer com que ele se afaste ainda mais, buscando apoio em pessoas que talvez não tenham o esclarecimento necessário para ajudá-lo nessa transição”, revela. Segundo a psicóloga, é importante que a família e a equipe escolar coloquem-se na posição de praticar a escuta ativa, acolhendo os sentimentos e pensamentos, favorecendo a reflexão dos valores que se pratica e que juntos possam estabelecer os limites necessários para manter sua integridade biopsicossocial. Surgem novos interesses, inclusive, os amorosos Para a psicóloga, o surgimento dos interesses amorosos nessa faixa etária é natural, já que os hormônios que estão a pleno vapor são exatamente os sexuais. Diante disso, Laíra explica que é natural que o foco não seja mais somente os estudos. O pré-adolescente pode ter seu humor e estado de atenção e concentração alterados. “Não há idade certa para se permitir o namoro, mas sim um entendimento do que é mais adequado de acordo com valores da família, priorizando um diálogo afetivo”, aconselha. Como os pais podem observar o declínio do desempenho? Para a psicóloga, uma boa comunicação dos pais com o seu filho ou filha é fundamental para entender como tem sido sua experiência escolar. Ela sugere que os pais destinem um momento do dia para perguntar o que aprendeu de novo nas matérias, se algum tema despertou seu interesse, como foi o momento do intervalo, como estão os amigos e, principalmente, participe de sua vida acadêmica auxiliando nas tarefas escolares, aproximando-se da equipe pedagógica e participando de reuniões e eventos que a escola promova. “E se perceber algo que não está bem, procure entender com o estudante o que está acontecendo, o que está causando a desmotivação, evitando rótulos como adolescente não estuda porque é preguiçoso", alerta. Como driblar as distrações que prejudicam o desempenho? No mundo moderno e tecnológico, os pré-adolescentes não abrem mão dos smartphones e notebooks, onde podem ouvir músicas, jogar e assistir vídeos ou séries. São muitas distrações que podem tirar o foco do estudo. Para a psicóloga, para minimizar essas distrações, é importante que os estudantes escolham um local calmo e agradável, com boa iluminação e com menos ruído possível para a realização das tarefas escolares. Além disso, ela aponta que também vai ajudar a ter disponível todos os materiais que serão utilizados para o estudo daquele dia. Para isso, orienta uma prática muito apoiada pelo Colégio Planck que é estimular a autonomia na organização do material. “Pequenas interrupções para buscar uma borracha ou livro, podem prejudicar a concentração e foco na atividade e as telas (se não for o home school) devem permanecer desligadas neste momento”, diz. Como o Colégio pode ajudar nesse processo? Segundo a psicóloga, devido a reorganização cerebral do pré-adolescente, algumas iniciativas podem ajudar que ele tenha mais interesse e se sinta instigado pelas atividades escolares. “Mas isso não tem a ver com quantidade de atividades, mas com a complexidade e desafios propostos. O professor deve contemplar em seu planejamento semanal, pelo menos uma aula maker, onde os estudantes são convidados a “colocar as mãos na massa”, a partir de um tema proposto, refletir e construir soluções em um ambiente colaborativo, que favoreça a criatividade e a flexibilidade mental”, sugere. O Colégio Planck tem entre seus recursos pedagógicos o laboratório Design Maker no qual os estudantes são incentivados a criar, construir e a trabalhar de forma colaborativa, utilizando o design thinking e as habilidades de engenharia na construção de soluções. Outro projeto pedagógico do Planck é a Academia Sherlock que incentiva as propriedades investigativas dos estudantes para auxiliá-los na construção de conhecimento. Além disso, o desenvolvimento das competências socioemocionais também está entre os pilares do Colégio. Ajudar os estudantes a desenvolver essas habilidades vai auxiliá-los a lidar com emoções e prepará-los para muitas situações ao longo da vida. # Fica a dica da psicóloga 1 – Conheça seu pré-adolescente Tanto a família quanto o colégio, precisam conhecer seus pré-adolescentes: quais são seus gostos, seus interesses, os assuntos que estão em alta nas rodas de conversa e quais são seus valores. 2 – Mantenha uma comunicação empática e positiva Ter atitudes empáticas, uma escuta ativa e flexibilidade mental para refletir junto, é importante para manter uma boa comunicação e, com isso, favorecer, não só a motivação aos estudos, mas também considerar a vulnerabilidade peculiar a essa fase. Demonstre apoio e confiança, encorajando-o na realização das atividades, destacando seu engajamento e comprometimento. 3 – Mantenha a rotina Com a chegada da pré-adolescência, a maioria das famílias renuncia à rotina. Não existem mais horários para estudar, comer e, principalmente, dormir. É papel da família manter uma rotina saudável, com horários para todas as atividades, inclusive para os estudos. Isso não quer dizer que os pais devem impor a rotina, mas construir junto ao filho ou filha a rotina diária, dando autonomia para decidir a sequência e organização das atividades no cronograma, que deve, inclusive, contemplar momentos de lazer com amigos e familiares. 4 - Incentive uma atividade física Uma rotina totalmente dedicada aos estudos pode gerar um grande cansaço físico e complicações no processo de aprendizagem. A prática regular de uma atividade física promove inúmeros benefícios, como melhoria da memória, concentração, humor e do bem-estar; pois o organismo produz hormônios como a endorfina (que dá sensação de bem-estar e alegria) e a dopamina (que gera efeito analgésico e de relaxamento). Mas essa prática só fará sentido se o pré-adolescente encontrar aquilo que combine com seus interesses – seja natação, corrida, musculação, artes marciais, aulas de dança ou yoga.

Para o pré-adolescente, ocorre uma nova percepção do mundo

Segundo a psicóloga, todas essas mudanças comportamentais ocorrem nessa fase porque a percepção de mundo dos pré-adolescentes é modificada,  tanto pelas alterações físicas (produção hormonal e modificações no cérebro), como por aspectos psicológicos.

“A formação de sua identidade está em pleno vapor e agora com olhar voltado para sua individualidade, pois há o desejo de se saber quem se é para além do espaço familiar. O pré-adolescente irá buscar descobrir quais são seus gostos e estilos (comida, música, roupas, filmes, etc). Tais descobertas podem causar alguns conflitos na família se os pais entenderem como uma afronta aos seus gostos e costumes e não aproveitarem a oportunidade para abordar temas como diversidade, respeito e os valores que a sua família pratica”.

Querem mais privacidade

A psicóloga revela que a privacidade é uma necessidade que irá surgir de maneira crescente na pré-adolescência, com comportamentos como fechar a porta do quarto e do banheiro, colocar fones de ouvido ou senha no celular e computador.

“Nomearmos essa fase como a “aborrecência”, pode fazer com que o pré- adolescente sinta-se incompreendido e rejeitado. Menosprezar seus pensamentos e sentimentos também podem fazer com que ele se afaste ainda mais, buscando apoio em pessoas que talvez não tenham o esclarecimento necessário para ajudá-lo nessa transição”, revela.

Segundo a psicóloga, é importante que a família e a equipe escolar coloquem-se na posição de praticar a escuta ativa, acolhendo os sentimentos e pensamentos, favorecendo a reflexão dos valores que se pratica e que juntos possam estabelecer os limites necessários para manter sua integridade biopsicossocial.  

Como ocorre em todo fim de ano, o Colégio Planck realizou o evento Percursos & Conquistas na última semana de novembro. Essa atividade de encerramento, especialmente neste ano, mostrou que muitas conquistas foram realizadas nesse percurso tão desafiador de 2020. Evento Percursos & Conquistas traz fechamento de ciclo O evento “Percursos & Conquistas” reúne os estudantes e famílias para uma Mostra de Ciências e Projetos de Humanidades, para apresentar a concretização de parte do que foi construído ao longo do ano letivo. Neste ano, especialmente devido à pandemia, as famílias assistiram à atividade pela internet, nas redes sociais do Colégio Planck. A finalidade do evento anual é celebrar as conquistas, mas também envolve a realização de atividades diversificadas para proporcionar um dia especial a todos. Neste período, totalmente atípico da vida escolar, o professor e diretor Marcelo Pelisson reforça que muito foi conquistado. “Esse não foi um ano perdido e esse evento consegue mostrar isso para os pais, que ficaram em casa assistindo”, diz. Durante o sábado, dia 28 de novembro, os estudantes mostraram todo o talento e conhecimento adquirido em apresentações de música, mostras de artes plásticas, fotografia e ciências. Uma boa parte de todos os trabalhos foi realizada enquanto os estudantes ainda estavam no formato de aulas remotas. Saldo para lá de positivo Professores, coordenadores e diretores avaliaram o saldo positivo da atividade, que exigiu mais criatividade, engajamento, comprometimento, disciplina e confiança dos estudantes tanto no período remoto como na volta às atividades presenciais. Todas essas habilidades socioemocionais são sempre estimuladas no projeto pedagógico do Colégio Planck e desenvolvem o estudante para a vida. Já os próprios estudantes, com muitos sorrisos nos rostos e brilho nos olhos, reconheceram o tamanho dos desafios, do aprendizado e da superação ao concluir o ano e apresentar suas conquistas. Por isso, o sentimento apresentado por todos foi o da vitória. O professor e diretor André Guadalupe reafirmou que, apesar de todos os contratempos e dificuldades, foi sim um ano de muito aprendizado e muito crescimento. Assim, o sentimento de agradecimento foi geral para os estudantes e equipe Planck.

Surgem novos interesses, inclusive, os amorosos

Para a psicóloga, o surgimento dos interesses amorosos nessa faixa etária é natural, já que os hormônios que estão a pleno vapor são exatamente os sexuais. 

Diante disso, Laíra explica que é natural que o foco não seja mais somente os estudos. O pré-adolescente pode ter seu humor e estado de atenção e concentração alterados.

“Não há idade certa para se permitir o namoro, mas sim um entendimento do que é mais adequado de acordo com valores da família, priorizando um diálogo afetivo”, aconselha.

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Como os pais podem observar o declínio do desempenho?

Para a psicóloga, uma boa comunicação dos pais com o  filho ou filha na pré-adolescência e adolescência é fundamental para entender como tem sido sua experiência escolar. 

Ela sugere que os pais destinem um momento do dia para perguntar o que aprendeu de novo nas matérias, se algum tema despertou seu interesse, como foi o momento do intervalo, como estão os amigos e, principalmente, participe de sua vida acadêmica auxiliando nas tarefas escolares, aproximando-se da equipe pedagógica e participando de reuniões e eventos que a escola promova.

“E se perceber algo que não está bem, procure entender com o estudante o que está acontecendo, o que está causando a desmotivação, evitando rótulos como adolescente não estuda porque é preguiçoso”, alerta.

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Como driblar as distrações que prejudicam o desempenho?

No mundo moderno e tecnológico, os pré-adolescentes não abrem mão dos smartphones e notebooks, onde podem ouvir músicas, jogar e assistir vídeos ou séries. São muitas distrações que podem tirar o foco do estudo.

Para a psicóloga, para minimizar essas distrações, é importante que os estudantes escolham um local calmo e agradável, com boa iluminação e com menos ruído possível para a realização das tarefas escolares. 

Além disso, ela aponta que também vai ajudar a ter disponível todos os materiais que serão utilizados para o estudo daquele dia. 

Para isso, orienta uma prática muito apoiada pelo Colégio Planck que é  estimular a autonomia na organização do material. “Pequenas interrupções para buscar uma borracha ou livro, podem prejudicar a concentração e foco na atividade e as telas (se não for o home school) devem permanecer desligadas neste momento”, diz.

As imensas mudanças internas que ocorrem na pré-adolescência podem levar a um prejuízo no desempenho escolar. Como ajudar os estudantes que estão nesta fase? Leia esse post até o final para entender o que ocorre no corpo e na mente do pré-adolescente, seus sentimentos e descobertas, e dicas de como ajudá-los. Puberdade x desempenho escolar: existe relação? Parâmetros de algumas instituições ou documentos oficiais podem divergir sobre o início da adolescência. Para a Organização Mundial da Saúde, essa fase é compreendida dos 10 aos 19 anos, já o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) aponta que a adolescência vai dos 12 aos 18 anos. O maior consenso é que essa transição entre a infância e adolescência, conhecida como a pré-adolescência, começa por volta dos 10 anos e pode seguir até os 14 anos. A psicóloga Laira K. Batisteti da Costa explica que a puberdade é o período que marca essa transição trazendo grandes mudanças (físicas, emocionais e comportamentais) e modificando a relação desse estudante com o mundo e consigo mesmo. “Nessa fase do desenvolvimento, o cérebro passa por uma reorganização, eliminando aquilo que foi aprendido na primeira infância, mas que não é mais essencial, favorecendo assim novas conexões neurológicas. O córtex pré-frontal – que é responsável por ações como planejamento, organização, pensamentos sobre o futuro, raciocínio lógico e distinção entre risco e recompensa – fica mais maleável durante a adolescência. Uma grande dose de dopamina é produzida e injetada sempre que o adolescente faz algo em que se sente bem. É, por isso, que os adolescentes procuram experiências agradáveis, apesar dos riscos”, reforça a psicóloga. Segundo Laíra, se a relação com os estudos não for prazerosa e desafiadora, poderá sim ter queda em seu desempenho escolar: “Isso não é porque o adolescente é preguiçoso ou difícil, mas por estar passando por modificações físicas e emocionais, causadas pelos hormônios que estão entrando em ação para que ele possa iniciar a vida adulta”, explica. Pré-adolescentes passam a lidar com muitas questões emocionais Segundo a psicóloga, a produção dos hormônios sexuais altera não somente o corpo, mas também o humor e a percepção dos pré-adolescentes e adolescentes, fazendo com que tenham menos flexibilidade para negociar, assumindo posturas mais rígidas e extremistas diante de alguns assuntos, o que pode gerar conflitos de ideias com os adultos. “Os sentimentos são vividos com mais intensidade, podendo ter seu humor alterado de maneira brusca no decorrer do dia, com assuntos corriqueiros, estando muito feliz e eufórico ou triste com a sensação que o “mundo” não o aprova e que este é o pior dia de sua vida”, diz. Laíra revela que, além disso, as mudanças corporais e as comparações com amigos, podem inspirar curiosidade, ansiedade e medo, especialmente, se eles não sabem o que esperar ou o que é natural para esse período do desenvolvimento. Para o pré-adolescente, ocorre uma nova percepção do mundo Segundo a psicóloga, todas essas mudanças comportamentais ocorrem nessa fase porque a percepção de mundo dos pré-adolescentes é modificada, tanto pelas alterações físicas (produção hormonal e modificações no cérebro), como por aspectos psicológicos. “A formação de sua identidade está em pleno vapor e agora com olhar voltado para sua individualidade, pois há o desejo de se saber quem se é para além do espaço familiar. O pré-adolescente irá buscar descobrir quais são seus gostos e estilos (comida, música, roupas, filmes, etc). Tais descobertas podem causar alguns conflitos na família se os pais entenderem como uma afronta aos seus gostos e costumes e não aproveitarem a oportunidade para abordar temas como diversidade, respeito e os valores que a sua família pratica”. Querem mais privacidade A psicóloga revela que a privacidade é uma necessidade que irá surgir de maneira crescente, com comportamentos como fechar a porta do quarto e do banheiro, colocar fones de ouvido ou senha no celular e computador. “Nomearmos essa fase como a “aborrecência”, pode fazer com que o pré- adolescente sinta-se incompreendido e rejeitado. Menosprezar seus pensamentos e sentimentos também podem fazer com que ele se afaste ainda mais, buscando apoio em pessoas que talvez não tenham o esclarecimento necessário para ajudá-lo nessa transição”, revela. Segundo a psicóloga, é importante que a família e a equipe escolar coloquem-se na posição de praticar a escuta ativa, acolhendo os sentimentos e pensamentos, favorecendo a reflexão dos valores que se pratica e que juntos possam estabelecer os limites necessários para manter sua integridade biopsicossocial. Surgem novos interesses, inclusive, os amorosos Para a psicóloga, o surgimento dos interesses amorosos nessa faixa etária é natural, já que os hormônios que estão a pleno vapor são exatamente os sexuais. Diante disso, Laíra explica que é natural que o foco não seja mais somente os estudos. O pré-adolescente pode ter seu humor e estado de atenção e concentração alterados. “Não há idade certa para se permitir o namoro, mas sim um entendimento do que é mais adequado de acordo com valores da família, priorizando um diálogo afetivo”, aconselha. Como os pais podem observar o declínio do desempenho? Para a psicóloga, uma boa comunicação dos pais com o seu filho ou filha é fundamental para entender como tem sido sua experiência escolar. Ela sugere que os pais destinem um momento do dia para perguntar o que aprendeu de novo nas matérias, se algum tema despertou seu interesse, como foi o momento do intervalo, como estão os amigos e, principalmente, participe de sua vida acadêmica auxiliando nas tarefas escolares, aproximando-se da equipe pedagógica e participando de reuniões e eventos que a escola promova. “E se perceber algo que não está bem, procure entender com o estudante o que está acontecendo, o que está causando a desmotivação, evitando rótulos como adolescente não estuda porque é preguiçoso", alerta. Como driblar as distrações que prejudicam o desempenho? No mundo moderno e tecnológico, os pré-adolescentes não abrem mão dos smartphones e notebooks, onde podem ouvir músicas, jogar e assistir vídeos ou séries. São muitas distrações que podem tirar o foco do estudo. Para a psicóloga, para minimizar essas distrações, é importante que os estudantes escolham um local calmo e agradável, com boa iluminação e com menos ruído possível para a realização das tarefas escolares. Além disso, ela aponta que também vai ajudar a ter disponível todos os materiais que serão utilizados para o estudo daquele dia. Para isso, orienta uma prática muito apoiada pelo Colégio Planck que é estimular a autonomia na organização do material. “Pequenas interrupções para buscar uma borracha ou livro, podem prejudicar a concentração e foco na atividade e as telas (se não for o home school) devem permanecer desligadas neste momento”, diz. Como o Colégio pode ajudar nesse processo? Segundo a psicóloga, devido a reorganização cerebral do pré-adolescente, algumas iniciativas podem ajudar que ele tenha mais interesse e se sinta instigado pelas atividades escolares. “Mas isso não tem a ver com quantidade de atividades, mas com a complexidade e desafios propostos. O professor deve contemplar em seu planejamento semanal, pelo menos uma aula maker, onde os estudantes são convidados a “colocar as mãos na massa”, a partir de um tema proposto, refletir e construir soluções em um ambiente colaborativo, que favoreça a criatividade e a flexibilidade mental”, sugere. O Colégio Planck tem entre seus recursos pedagógicos o laboratório Design Maker no qual os estudantes são incentivados a criar, construir e a trabalhar de forma colaborativa, utilizando o design thinking e as habilidades de engenharia na construção de soluções. Outro projeto pedagógico do Planck é a Academia Sherlock que incentiva as propriedades investigativas dos estudantes para auxiliá-los na construção de conhecimento. Além disso, o desenvolvimento das competências socioemocionais também está entre os pilares do Colégio. Ajudar os estudantes a desenvolver essas habilidades vai auxiliá-los a lidar com emoções e prepará-los para muitas situações ao longo da vida. # Fica a dica da psicóloga 1 – Conheça seu pré-adolescente Tanto a família quanto o colégio, precisam conhecer seus pré-adolescentes: quais são seus gostos, seus interesses, os assuntos que estão em alta nas rodas de conversa e quais são seus valores. 2 – Mantenha uma comunicação empática e positiva Ter atitudes empáticas, uma escuta ativa e flexibilidade mental para refletir junto, é importante para manter uma boa comunicação e, com isso, favorecer, não só a motivação aos estudos, mas também considerar a vulnerabilidade peculiar a essa fase. Demonstre apoio e confiança, encorajando-o na realização das atividades, destacando seu engajamento e comprometimento. 3 – Mantenha a rotina Com a chegada da pré-adolescência, a maioria das famílias renuncia à rotina. Não existem mais horários para estudar, comer e, principalmente, dormir. É papel da família manter uma rotina saudável, com horários para todas as atividades, inclusive para os estudos. Isso não quer dizer que os pais devem impor a rotina, mas construir junto ao filho ou filha a rotina diária, dando autonomia para decidir a sequência e organização das atividades no cronograma, que deve, inclusive, contemplar momentos de lazer com amigos e familiares. 4 - Incentive uma atividade física Uma rotina totalmente dedicada aos estudos pode gerar um grande cansaço físico e complicações no processo de aprendizagem. A prática regular de uma atividade física promove inúmeros benefícios, como melhoria da memória, concentração, humor e do bem-estar; pois o organismo produz hormônios como a endorfina (que dá sensação de bem-estar e alegria) e a dopamina (que gera efeito analgésico e de relaxamento). Mas essa prática só fará sentido se o pré-adolescente encontrar aquilo que combine com seus interesses – seja natação, corrida, musculação, artes marciais, aulas de dança ou yoga.

Como o Colégio pode ajudar nesse processo?

Segundo a psicóloga, devido a reorganização cerebral no pré-adolescência, algumas iniciativas podem ajudar que os estudantes tenham mais interesse e se sintam instigados pelas atividades escolares.

“Mas isso não tem a ver com quantidade de atividades, mas com a complexidade e desafios propostos. O professor deve contemplar em seu planejamento semanal, pelo menos uma aula maker, onde os estudantes são convidados a “colocar as mãos na massa”, a partir de um tema proposto, refletir e construir soluções em um ambiente colaborativo, que favoreça a criatividade e a flexibilidade mental”, sugere.

O Colégio Planck tem entre seus recursos pedagógicos o laboratório Design Maker no qual os estudantes são incentivados a criar, construir e a trabalhar de forma colaborativa, utilizando o design thinking e as habilidades de engenharia na construção de soluções.

Outro projeto pedagógico do Planck é a Academia Sherlock que incentiva as propriedades investigativas dos estudantes para auxiliá-los na construção de conhecimento.

Além disso, o desenvolvimento das competências socioemocionais também está entre os pilares do Colégio. Ajudar os estudantes a desenvolver essas habilidades vai auxiliá-los a lidar com emoções e prepará-los para muitas situações ao longo da vida.

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# Fica a dica da psicóloga

1 – Conheça seu pré-adolescente 

Tanto a família quanto o colégio, precisam conhecer seus pré-adolescentes: quais são seus gostos, seus interesses, os assuntos que estão em alta nas rodas de conversa e quais são seus valores.

2 – Mantenha uma comunicação empática e positiva

Ter atitudes empáticas, uma escuta ativa e flexibilidade mental para refletir junto, é importante para manter uma boa comunicação na pré-adolescência dos filhos e filhas e, com isso, favorecer, não só a motivação aos estudos, mas também considerar a vulnerabilidade peculiar a essa fase. Demonstre apoio e confiança, encorajando-o na realização das atividades, destacando seu engajamento e comprometimento.

3 – Mantenha a rotina

Com a chegada da pré-adolescência, a maioria das famílias renuncia à rotina. Não existem mais horários para estudar, comer e, principalmente, dormir. É papel da família manter uma rotina saudável, com horários para todas as atividades, inclusive para os estudos.

Isso não quer dizer que os pais devem impor a rotina, mas construir junto ao filho ou filha a rotina diária, dando autonomia para decidir a sequência e organização das atividades no cronograma, que deve, inclusive, contemplar momentos de lazer com amigos e familiares.

4 – Incentive uma atividade física

Uma rotina totalmente dedicada aos estudos pode gerar um grande cansaço físico e complicações no processo de aprendizagem. A prática regular de uma atividade física promove inúmeros benefícios, como melhoria da memória, concentração, humor e do bem-estar; pois o organismo produz hormônios como a endorfina (que dá sensação de bem-estar e alegria) e a dopamina (que gera efeito analgésico e de relaxamento). Mas essa prática só fará sentido se o pré-adolescente encontrar aquilo que combine com seus interesses – seja natação, corrida, musculação, artes marciais, aulas de dança ou yoga. 

 Incentive uma atividade física Uma rotina totalmente dedicada aos estudos pode gerar um grande cansaço físico e complicações no processo de aprendizagem. A prática regular de uma atividade física promove inúmeros benefícios, como melhoria da memória, concentração, humor e do bem-estar; pois o organismo produz hormônios como a endorfina (que dá sensação de bem-estar e alegria) e a dopamina (que gera efeito analgésico e de relaxamento). Mas essa prática só fará sentido se o pré-adolescente encontrar aquilo que combine com seus interesses – seja natação, corrida, musculação, artes marciais, aulas de dança ou yoga.

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Nem todos os adolescentes têm facilidade de socialização. Especialmente quando há uma mudança de escola, os pais sempre se perguntam como ajudar os próprios filhos a interagir no novo ambiente. Se os seus filhos também são tímidos e manifestam um pouco mais de dificuldades em fazer novas amizades, continue lendo esse texto e veja aqui algumas dicas do Colégio Planck. Por que alguns adolescentes não conseguem interagir? Quando os estudantes passam por uma mudança de escola ou apenas são tímidos, eles podem demonstrar uma certa dificuldade de interação com os colegas. Esse comportamento pode ter muitas causas que podem ser desde um traço de personalidade, até o surgimento de complexos físicos, que são tradicionais na adolescência. Quando todas essas questões são somadas à passagem para o 6० ano, outras situações também podem angustiá-los e dificultar a interação, como a perda da professora única, alteração nos horários e no número de disciplinas, maior complexidade dos conteúdos, etc. Com isso, muitos pais se veem às voltas com uma nova questão: “Como ajudar meu filho a interagir?” Vale ressaltar aos pais que essa dificuldade de interagir é bastante normal na adolescência porque esse é um tempo de muitos novos desafios e descobertas, que podem gerar uma mudança de comportamento. Prova disso, é que essa é uma época em que muitos jovens começam a querer ficar mais reclusos, especialmente em casa, quando preferem ficar em seus quartos do que desfrutando da companhia dos pais ou de irmãos. Como ajudar os filhos a interagir? Se essa dificuldade de socialização dentro e fora de casa está gerando sofrimentos, é preciso buscar soluções para ajudá-los. Em primeiro lugar, os pais precisam ter um pouco mais de paciência, compreensão com o momento e até marcar uma reunião com a equipe pedagógica para buscar soluções, se for necessário. Seguem algumas dicas para ajudá-los neste processo: Converse muito com os filhos e dê suporte emocional Nesta fase, os estudantes estão precisando de muito carinho e atenção, portanto, manter um diálogo aberto vai ajudá-los a entender que não estão sozinhos nesta jornada. Muitas vezes, os estudantes passam por certas situações na escola que podem mexer com a autoestima, como a postagem de um foto em grupo que não saiu bem ou até mesmo um comentário sobre sua forma física. Situações assim podem levá-los a se isolar, portanto, seja proativo e pergunte sobre a rotina, se tem algo que os aflige, como eles acreditam que os pais podem ajudá-los e, se necessário, agende uma conversa no Colégio também. Além disso, crie espaços seguros para essas conversas, de modo que não pareçam cobranças. Os pais podem aproveitar para conversar com eles durante uma pequena caminhada, no carro na ida ou volta da escola, etc. Não perca a oportunidade de buscar a opinião deles sobre assuntos diversos, por exemplo, comentando sobre uma notícia, uma determinada moda ou gíria nova. O importante é não perder os vínculos que possam ajudar a iniciar e manter os diálogos. Evite ser muito protecionista Muitas vezes, um adolescente pode ter dificuldade em interagir devido à forma que foi criado. Muitos pais, por um excesso de protecionismo, podem impedir que os filhos frequentem outros ambientes, como festas de amigos, e isso pode estimulá-los a um comportamento antissocial. Uma dica para os pais é analisar se o próprio estilo de criação não está favorecendo que o filho busque o isolamento na adolescência. Procure proteger sempre, conhecendo as companhias e os espaços que o filho frequenta, mas abra um pouco mais a guarda, dando a eles a oportunidade de ter mais responsabilidade sobre si mesmos. Limite o tempo das atividades de lazer solitárias e estimule a interação Quando um adolescente é tímido ou não quer interagir no Colégio, pode querer fugir para passatempos solitários como os games ou outros eletrônicos. Os pais devem estipular um limite para essas atividades para não estimulá-los à solidão. Não é necessário proibi-las, mas sempre apresente boas razões para que o adolescente queira realizar também atividades em conjunto com outras pessoas e de forma presencial, com os colegas de sala de aula, para adquirir experiências na vida real. Abrir espaço para que ele convide amigos para estudar em casa e matriculá-lo em atividades coletivas também pode ajudá-lo na socialização. Analise de qual grupo ele pode fazer parte A falta de interação pode ser motivada porque os estudantes não se sentem à vontade em fazer parte de um certo grupo. Por exemplo, não adianta matriculá-los em eletivas de esportes coletivos, se eles gostam mesmo é de música ou artes. Procure entender o mundo e os gostos dos seus filhos, assim fica mais fácil incentivá-los na socialização. Procure ajudá-lo a se comunicar melhor Alguns adolescentes não interagem porque não conseguem se comunicar bem. Por isso, é preciso que os pais fiquem atentos às características dos filhos para ajudá-los a superar suas fragilidades desde cedo. Ainda criança, é possível ensiná-los como iniciar uma conversa, um pequeno diálogo que ajude a quebrar o gelo com os futuros amigos. Mas lembre-se que orientar é sempre melhor que ordenar. Tenha tranquilidade ao passar essas dicas. Quando entram na adolescência, uma alternativa é matriculá-los em cursos que favoreçam a comunicação, como teatro, por exemplo. Colégio Planck e a socialização Um dos pilares do Colégio Planck é o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Para isso, a instituição investe em várias atividades pedagógicas e extracurriculares que estimulam o convívio. Um desses projetos pedagógicos especiais que incentivam a interação é o Clube de Debates, que ajuda o estudante a falar fluentemente e com confiança. Nessas atividades, eles vão interagir uns com os outros e aprender a comunicar-se, ter empatia, ouvir e reconhecer outros pontos de vista, lidar com situações desconfortáveis, etc. Além de alcançar uma melhor comunicação, no exercício constante dessas habilidades socioemocionais no Colégio, os adolescentes vão aprender a desenvolver também inteligência emocional. Caso os pais percebam que os filhos estão tendo dificuldades de interagir com os colegas, o Colégio Planck está de braços abertos para acolher suas dificuldades por meio da Orientação Educacional. Com o time da Orientação Educacional, as famílias podem estabelecer um diálogo aberto e de confiança para proporcionar o melhor ambiente para o estudante. O objetivo é que todos descubram suas potencialidades e superem suas fragilidades, para ficarem aptos ao convívio social na vida pessoal e nos ambientes acadêmicos e profissionais.

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