Como lidar com as diferenças das gerações de pais e filhos

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De certa forma, ao longo da história da humanidade, pais e filhos sempre tiveram conflitos devido às diferenças das gerações. Porém, hoje, em um momento de completa mudança, pode parecer ainda mais complexo gerenciar essas questões geracionais. Então, como é possível lidar com essas diferenças e ter um convívio harmonioso? Como o comportamento das gerações influencia nos conflitos? Não existe um manual que determine qual é a melhor forma de agir como pais, cada família terá suas próprias regras, de acordo com o que dita o próprio momento social e até mesmo com a herança comportamental adquirida com as gerações anteriores. Mas, existe algo que é universal: os pais querem o melhor para os filhos, desejando sempre que estejam protegidos, saudáveis e cresçam preparados para ter sucesso. É justamente nesse momento que podem surgir os conflitos de gerações, porque a forma que os pais utilizam para chegar a esse resultado nem sempre agrada os filhos. É preciso entender que esse conflito surge porque, de acordo com suas próprias características, cada geração vai reagir de maneira diferente diante das pressões. O mundo que existia à época da adolescência dos pais não é o mesmo que existe na adolescência dos filhos e, muitas vezes, no momento atual, exige novas soluções. Gerações diferentes, diferentes soluções As gerações anteriores, Geração Silenciosa, Baby Boomers e X, vivenciaram muitas mudanças, mas que eram mais vagarosas, portanto, podem ter levado muito mais tempo para enxergar a transformação do mundo e, assim, adotaram certos padrões. Já dos Millennials para cá, a mudança tem sido assustadoramente rápida e até mesmo surgiram outras novas gerações de pessoas que nasceram em um mundo de mudanças ainda mais velozes: Z (1997 a 2020) e Alpha (nascidos a partir de 2010). Para entender melhor, é preciso um exemplo: na geração dos Baby Boomers, alguns comportamentos dos pais eram diferentes da geração dos filhos da geração X, e hoje muitos pais que são Millennials percebem que veem a vida de forma totalmente diferente dos seus próprios pais. Cada geração vai apresentar como forma “correta” de criação de filhos as características das pressões que moldaram seus próprios comportamentos até a fase adulta. Características das gerações Geração Silenciosa (nascidos entre 1927-1946): as pessoas viveram em um período de grande instabilidade econômica devido às guerras mundiais, o conceito de amor era trabalhar duro para sustentar os filhos, eram mais distantes e as crianças ficavam mais “soltas”. Baby Boomers (nascidos entre 1946-1964): nascidos no pós-guerra, essas pessoas passaram a gerenciar todos os aspectos da vida dos filhos, com um protecionismo muito maior. Geração X (nascidos entre 1965 a 1981): cresceram para serem adultos responsáveis e independentes, mas com uma certa aversão ao risco devido ao protecionismo que sofreram, no entanto, já começaram a mostrar aos filhos a necessidade da empatia e consciência social. Geração Y (Millenials, nascidos entre 1981 a 1996): em geral, esses pais, já vivenciam as muitas mudanças rápidas na sociedade, por isso, não têm medo de mudar, adotam uma abordagem mais responsiva para interagir com os filhos e os ensinam a ter uma mente mais aberta. Porém, precisam lidar agora com as demandas das novas gerações, que são nativas digitais, e adotam naturalmente o uso da tecnologia e são mais imediatistas. Porém, necessitam de equilíbrio neste uso (redes sociais e outras formas de relacionamento virtual) e um cuidado para desenvolver as competências socioemocionais. Como gerenciar as diferenças das gerações? As pressões emocionais e cognitivas das gerações anteriores na época da adolescência foram bem diferentes das pressões das gerações atuais, por isso, não é possível saber o que é melhor ou pior em cada momento, o que pode ser dito é que existem as questões que devem ser gerenciadas por competências necessárias em cada época. Muitas vezes, as diferenças de gerações podem gerar atrito quando os pais querem que os filhos respondam às questões da mesma forma que eles, porque foram ensinados daquele jeito. Com isso, estabelecem uma autoridade que pode ser interpretada pelos filhos como uma repressão, e eles, por sua vez, acabam adotando comportamentos para irritar os pais, especialmente, na adolescência. Os jovens podem buscar a companhia de outros amigos que também se sentem reprimidos, e acabam querendo ter mais privacidade, o que, muitas vezes, os pais não permitem pela necessidade de protegê-los. Então, pode ocorrer um distanciamento entre eles. Em muitas vezes, os pais e filhos podem sentir que se estabeleceu uma grande barreira em termos de objetivos, ideais, crenças ou valores. Para que isso não ocorra, é preciso que os pais tomem algumas iniciativas: Entenda que as gerações são diferentes e respeite essas diferenças; Abra espaço para o diálogo, para que o filho exponha o que o aflige. Faça um esforço para ter uma comunicação saudável, respeitosa e aberta, com uma escuta atenta e interessada; Acolha as dificuldades dos filhos e não se coloque em um papel de autoridade total; Apresente ao seus filhos as suas razões de forma serena e clara; Procure entender mais o mundo que o seu filho está inserido e como ele o enxerga; Valorize as competências do filho dentro desse novo mundo. Caso essa barreira não seja rompida, é preciso sim buscar ajuda de um terapeuta, que poderá estabelecer essa ponte de diálogo e de compreensão mútua. Conclusão No Colégio Planck, um dos pilares pedagógicos é o desenvolvimento das habilidades socioemocionais. Além disso, as questões relacionadas ao emocional do estudante e de suas famílias podem ser apresentadas para a Orientação Educacional, que faz o acolhimento e promove uma escuta ativa para estabelecer uma boa comunicação entre todos.

De certa forma, ao longo da história da humanidade, pais e filhos sempre tiveram conflitos devido às diferenças das gerações. Porém, hoje, em um momento de completa mudança, pode parecer ainda mais complexo gerenciar essas questões geracionais.

Então, como é possível lidar com essas diferenças e ter um convívio harmonioso?

Como o comportamento das gerações influencia nos conflitos?

Não existe um manual que determine qual é a melhor forma de agir como pais, cada família terá suas próprias regras, de acordo com o que dita o próprio momento social e até mesmo com a herança comportamental adquirida com as gerações anteriores.

Mas, existe algo que é universal: os pais querem o melhor para os filhos, desejando sempre que estejam protegidos, saudáveis e cresçam preparados para ter sucesso. É justamente nesse momento que podem surgir os conflitos de gerações, porque a forma que os pais utilizam para chegar a esse resultado nem sempre agrada os filhos.

É preciso entender que esse conflito surge porque, de acordo com suas próprias características, cada geração vai reagir de maneira diferente diante das pressões. O mundo que existia à época da adolescência dos pais não é o mesmo que existe na adolescência dos filhos e, muitas vezes, no momento atual, exige novas soluções.

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Gerações diferentes, diferentes soluções

As gerações anteriores, Geração Silenciosa, Baby Boomers e X, vivenciaram muitas mudanças, mas que eram mais vagarosas, portanto, podem ter levado muito mais tempo para enxergar a transformação do mundo e, assim, adotaram certos padrões. 

Já dos Millennials para cá, a mudança tem sido assustadoramente rápida e até mesmo surgiram outras novas gerações de pessoas que nasceram em um mundo de mudanças ainda mais velozes:  Z (1997 a 2020) e Alpha (nascidos a partir de 2010).

Para entender melhor, é preciso um exemplo: na geração dos Baby Boomers, alguns comportamentos dos pais eram diferentes da geração dos filhos da geração X, e hoje muitos pais que são Millennials percebem que veem a vida de forma totalmente diferente dos seus próprios pais.

Cada geração vai apresentar como forma “correta” de criação de filhos as características das pressões que moldaram seus próprios comportamentos até a fase adulta.

De certa forma, ao longo da história da humanidade, pais e filhos sempre tiveram conflitos devido às diferenças das gerações. Porém, hoje, em um momento de completa mudança, pode parecer ainda mais complexo gerenciar essas questões geracionais. Então, como é possível lidar com essas diferenças e ter um convívio harmonioso? Como o comportamento das gerações influencia nos conflitos? Não existe um manual que determine qual é a melhor forma de agir como pais, cada família terá suas próprias regras, de acordo com o que dita o próprio momento social e até mesmo com a herança comportamental adquirida com as gerações anteriores. Mas, existe algo que é universal: os pais querem o melhor para os filhos, desejando sempre que estejam protegidos, saudáveis e cresçam preparados para ter sucesso. É justamente nesse momento que podem surgir os conflitos de gerações, porque a forma que os pais utilizam para chegar a esse resultado nem sempre agrada os filhos. É preciso entender que esse conflito surge porque, de acordo com suas próprias características, cada geração vai reagir de maneira diferente diante das pressões. O mundo que existia à época da adolescência dos pais não é o mesmo que existe na adolescência dos filhos e, muitas vezes, no momento atual, exige novas soluções. Gerações diferentes, diferentes soluções As gerações anteriores, Geração Silenciosa, Baby Boomers e X, vivenciaram muitas mudanças, mas que eram mais vagarosas, portanto, podem ter levado muito mais tempo para enxergar a transformação do mundo e, assim, adotaram certos padrões. Já dos Millennials para cá, a mudança tem sido assustadoramente rápida e até mesmo surgiram outras novas gerações de pessoas que nasceram em um mundo de mudanças ainda mais velozes: Z (1997 a 2020) e Alpha (nascidos a partir de 2010). Para entender melhor, é preciso um exemplo: na geração dos Baby Boomers, alguns comportamentos dos pais eram diferentes da geração dos filhos da geração X, e hoje muitos pais que são Millennials percebem que veem a vida de forma totalmente diferente dos seus próprios pais. Cada geração vai apresentar como forma “correta” de criação de filhos as características das pressões que moldaram seus próprios comportamentos até a fase adulta. Características das gerações Geração Silenciosa (nascidos entre 1927-1946): as pessoas viveram em um período de grande instabilidade econômica devido às guerras mundiais, o conceito de amor era trabalhar duro para sustentar os filhos, eram mais distantes e as crianças ficavam mais “soltas”. Baby Boomers (nascidos entre 1946-1964): nascidos no pós-guerra, essas pessoas passaram a gerenciar todos os aspectos da vida dos filhos, com um protecionismo muito maior. Geração X (nascidos entre 1965 a 1981): cresceram para serem adultos responsáveis e independentes, mas com uma certa aversão ao risco devido ao protecionismo que sofreram, no entanto, já começaram a mostrar aos filhos a necessidade da empatia e consciência social. Geração Y (Millenials, nascidos entre 1981 a 1996): em geral, esses pais, já vivenciam as muitas mudanças rápidas na sociedade, por isso, não têm medo de mudar, adotam uma abordagem mais responsiva para interagir com os filhos e os ensinam a ter uma mente mais aberta. Porém, precisam lidar agora com as demandas das novas gerações, que são nativas digitais, e adotam naturalmente o uso da tecnologia e são mais imediatistas. Porém, necessitam de equilíbrio neste uso (redes sociais e outras formas de relacionamento virtual) e um cuidado para desenvolver as competências socioemocionais. Como gerenciar as diferenças das gerações? As pressões emocionais e cognitivas das gerações anteriores na época da adolescência foram bem diferentes das pressões das gerações atuais, por isso, não é possível saber o que é melhor ou pior em cada momento, o que pode ser dito é que existem as questões que devem ser gerenciadas por competências necessárias em cada época. Muitas vezes, as diferenças de gerações podem gerar atrito quando os pais querem que os filhos respondam às questões da mesma forma que eles, porque foram ensinados daquele jeito. Com isso, estabelecem uma autoridade que pode ser interpretada pelos filhos como uma repressão, e eles, por sua vez, acabam adotando comportamentos para irritar os pais, especialmente, na adolescência. Os jovens podem buscar a companhia de outros amigos que também se sentem reprimidos, e acabam querendo ter mais privacidade, o que, muitas vezes, os pais não permitem pela necessidade de protegê-los. Então, pode ocorrer um distanciamento entre eles. Em muitas vezes, os pais e filhos podem sentir que se estabeleceu uma grande barreira em termos de objetivos, ideais, crenças ou valores. Para que isso não ocorra, é preciso que os pais tomem algumas iniciativas: Entenda que as gerações são diferentes e respeite essas diferenças; Abra espaço para o diálogo, para que o filho exponha o que o aflige. Faça um esforço para ter uma comunicação saudável, respeitosa e aberta, com uma escuta atenta e interessada; Acolha as dificuldades dos filhos e não se coloque em um papel de autoridade total; Apresente ao seus filhos as suas razões de forma serena e clara; Procure entender mais o mundo que o seu filho está inserido e como ele o enxerga; Valorize as competências do filho dentro desse novo mundo. Caso essa barreira não seja rompida, é preciso sim buscar ajuda de um terapeuta, que poderá estabelecer essa ponte de diálogo e de compreensão mútua. Conclusão No Colégio Planck, um dos pilares pedagógicos é o desenvolvimento das habilidades socioemocionais. Além disso, as questões relacionadas ao emocional do estudante e de suas famílias podem ser apresentadas para a Orientação Educacional, que faz o acolhimento e promove uma escuta ativa para estabelecer uma boa comunicação entre todos.

Características das gerações

Geração Silenciosa (nascidos entre 1927-1946): as pessoas viveram em um período de grande instabilidade econômica devido às guerras mundiais, o conceito de amor era trabalhar duro para sustentar os filhos, eram mais distantes e as crianças ficavam mais “soltas”.

Baby Boomers (nascidos entre 1946-1964): nascidos no pós-guerra, essas pessoas passaram a gerenciar todos os aspectos da vida dos filhos, com um protecionismo muito maior. 

Geração X (nascidos entre 1965 a 1981): cresceram para serem adultos responsáveis e independentes, mas com uma certa aversão ao risco devido ao protecionismo que sofreram, no entanto, já começaram a mostrar aos filhos a necessidade da empatia e consciência social.

Geração Y (Millenials, nascidos entre 1981 a 1996): em geral, esses pais, já vivenciam as muitas mudanças rápidas na sociedade, por isso, não têm medo de mudar, adotam uma abordagem mais responsiva para interagir com os filhos e os ensinam a ter uma mente mais aberta. Porém, precisam lidar agora com as demandas das novas gerações, que são nativas digitais, e adotam naturalmente o uso da tecnologia e são mais imediatistas. Porém, necessitam de equilíbrio neste uso (redes sociais e outras formas de relacionamento virtual) e um cuidado para desenvolver as competências socioemocionais. 

infografico aprendizagem socioemocional

Como administrar as diferenças das gerações?

As pressões emocionais e cognitivas das gerações anteriores na época da adolescência foram bem diferentes das pressões das gerações atuais, por isso, não é possível saber o que é melhor ou pior em cada momento, o que pode ser dito é que existem as questões que devem ser gerenciadas por competências necessárias em cada época.

Muitas vezes, as diferenças de gerações podem gerar atrito quando os pais querem que os filhos respondam às questões da mesma forma que eles, porque foram ensinados daquele jeito. 

Com isso, estabelecem uma autoridade que pode ser interpretada pelos filhos como uma repressão, e eles, por sua vez, acabam adotando comportamentos para irritar os pais, especialmente, na adolescência.

Os jovens podem buscar a companhia de outros amigos que também se sentem reprimidos, e acabam querendo ter mais privacidade, o que, muitas vezes, os pais não permitem pela necessidade de protegê-los. Então, pode ocorrer um distanciamento entre eles.

Colégio Planck - Como lidar com as diferenças das gerações de pais e filhos (4) - Autores Grupo S2 Marketing - Divulgação

Em muitas vezes, os pais e filhos podem sentir que se estabeleceu uma grande barreira em termos de objetivos, ideais, crenças ou valores.

Para que isso não ocorra, é preciso que os pais tomem algumas iniciativas:

  • Entenda que as gerações são diferentes e respeite essas diferenças;
  • Abra espaço para o diálogo, para que o filho exponha o que o aflige. Faça um esforço para ter uma comunicação saudável, respeitosa e aberta, com uma escuta atenta e interessada;
  • Acolha as dificuldades dos filhos e não se coloque em um papel de autoridade total;
  • Apresente ao seus filhos as suas razões de forma serena e clara;
  • Procure entender mais o mundo que o seu filho está inserido e como ele o enxerga;
  • Valorize as competências do filho dentro desse novo mundo. 

Caso essa barreira não seja rompida, é preciso sim buscar ajuda de um terapeuta, que poderá estabelecer essa ponte de diálogo e de compreensão mútua.

Conclusão

No Colégio Planck, um dos pilares pedagógicos é o desenvolvimento das habilidades socioemocionais.

Além disso, as questões relacionadas ao emocional do estudante e de suas famílias podem ser apresentadas para a Orientação Educacional, que faz o acolhimento e promove uma escuta ativa para estabelecer uma boa comunicação entre todos.

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