Benefícios das Olimpíadas do Conhecimento para os Estudantes

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Benefícios das Olimpíadas do Conhecimento para os Estudantes

A importância da participação dos estudantes nas Olimpíadas de Conhecimento cresce cada vez mais. Além da ampliação de conhecimento, desenvolvimento de raciocínio e acréscimo de experiências, os estudantes agora também têm mais uma possibilidade de ingressar em cursos de graduação de algumas universidades.

Coordenador do Programa Planck de Preparação Olímpica, o professor Fernando Saraiva revela os benefícios de participar dessas competições científicas.

Olimpíadas do Conhecimento amplia visão do estudante

A primeira olimpíada brasileira foi a de Matemática, criada em 1979. De lá para cá, diversas outras disciplinas criaram seus torneios de conhecimento, ampliando o leque para os estudantes testarem e ampliarem seus conhecimentos. A mais recente competição criada foi a OBECON (Olimpíada Brasileira de Economia), lançada em 2018.

As Olimpíadas Científicas consistem na realização de provas que testam conhecimentos que vão bem além da sala de aula. Por isso, é fato que os estudantes que participam dessas competições abrem espaço para agregar uma gama bem maior de conteúdos e vivências, que vão além do estudo para o vestibular.

Além disso, agora os estudantes premiados nas Olimpíadas também começam a ver essa participação como uma forma de ingressar na universidade.

Exclusivamente para estudantes brasileiros que estavam concluindo o Ensino Médio, no ano passado, a USP já abriu 113 vagas em cursos de graduação para estudantes que se destacaram em Olimpíadas, a maioria em Ciências Exatas, mas também houve opção em Humanas e Biológicas, como Gestão de Políticas Públicas,  Design, Farmácia, Ciências Biológicas e Biomédicas.

A seleção foi efetuada a partir de um sistema de pontuação que teve como base a medalha obtida pelo estudante em cada competição.

Benefícios de participar de Olimpíadas

Para o professor, os benefícios que as olimpíadas do conhecimento trazem realmente são inúmeros, que passam também pelo desenvolvimento de novas amizades e ampliação da bagagem cultural. 

“Talvez, contraintuitivamente, a medalha em si, seja o menor dos prêmios. Estudantes que participam de olimpíadas podem ter oportunidades de viajar para novos lugares (até mesmo outros países), conhecer diversos estudantes que têm propósitos e valores semelhantes, desenvolver amizades e aumentar a própria cultura. Além disso, há todo o desenvolvimento socioemocional”, revela.

Segundo o professor, outro benefício é que a participação em olimpíadas também contribui significativamente para a aprovação em universidades estrangeiras e nacionais de grande renome.

Além de abrir as possibilidades de estudos para os estudantes em competições nacionais e levá-los a torneios internacionais, as Olimpíadas também podem abrir portas profissionais tanto para os premiados, como para os participantes.

“No mercado de trabalho, também, diversas empresas valorizam conquistas olímpicas, por entender que, durante sua vida estudantil, aquele profissional buscava ir além do mínimo necessário, buscando se desenvolver pessoalmente com desafios estimulantes.”

A importância da participação dos estudantes nas Olimpíadas de Conhecimento cresce cada vez mais. Além da ampliação de conhecimento, desenvolvimento de raciocínio e acréscimo de experiências, os estudantes agora também têm mais uma possibilidade de ingressar em cursos de graduação de algumas universidades. Coordenador do Programa Planck de Preparação Olímpica, o professor Fernando Saraiva revela os benefícios de participar dessas competições científicas. Olimpíadas do Conhecimento amplia visão do estudante A primeira olimpíada brasileira foi a de Matemática, criada em 1979. De lá para cá, diversas outras disciplinas criaram seus torneios de conhecimento, ampliando o leque para os estudantes testarem e ampliarem seus conhecimentos. A mais recente competição criada foi a OBECON (Olimpíada Brasileira de Economia), lançada em 2018. As Olimpíadas Científicas consistem na realização de provas que testam conhecimentos que vão bem além da sala de aula. Por isso, é fato que os estudantes que participam dessas competições abrem espaço para agregar uma gama bem maior de conteúdos e vivências, que vão além do estudo para o vestibular. Além disso, agora os estudantes premiados nas Olimpíadas também começam a ver essa participação como uma forma de ingressar na universidade. Exclusivamente para estudantes brasileiros que estavam concluindo o Ensino Médio, no ano passado, a USP já abriu 113 vagas em cursos de graduação para estudantes que se destacaram em Olimpíadas, a maioria em Ciências Exatas, mas também houve opção em Humanas e Biológicas, como Gestão de Políticas Públicas, Design, Farmácia, Ciências Biológicas e Biomédicas. A seleção foi efetuada a partir de um sistema de pontuação que teve como base a medalha obtida pelo estudante em cada competição. Benefícios de participar de Olimpíadas Para o professor, os benefícios que as olimpíadas do conhecimento trazem realmente são inúmeros, que passam também pelo desenvolvimento de novas amizades e ampliação da bagagem cultural. “Talvez, contraintuitivamente, a medalha em si, seja o menor dos prêmios. Estudantes que participam de olimpíadas podem ter oportunidades de viajar para novos lugares (até mesmo outros países), conhecer diversos estudantes que têm propósitos e valores semelhantes, desenvolver amizades e aumentar a própria cultura. Além disso, há todo o desenvolvimento socioemocional”, revela. Segundo o professor, outro benefício é que a participação em olimpíadas também contribui significativamente para a aprovação em universidades estrangeiras e nacionais de grande renome. Além de abrir as possibilidades de estudos para os estudantes em competições nacionais e levá-los a torneios internacionais, as Olimpíadas também podem abrir portas profissionais tanto para os premiados, como para os participantes. “No mercado de trabalho, também, diversas empresas valorizam conquistas olímpicas, por entender que, durante sua vida estudantil, aquele profissional buscava ir além do mínimo necessário, buscando se desenvolver pessoalmente com desafios estimulantes.” Desenvolvimento de habilidades socioemocionais Para o professor Fernando, participar de Olimpíadas pode ser, de fato, um grande potencializador do desenvolvimento de habilidades socioemocionais, por desenvolver a tolerância à frustração. “É extremamente comum um estudante ter resultados ruins, especialmente nas primeiras tentativas, devido ao fato de o nível dos conteúdos ser muito superior ao que é ensinado nas aulas regulares. Desde cedo, estudantes são levados a aprender que, para se tornarem bem-sucedidos, é necessário lidar com o fato de que, muitas vezes, o resultado esperado não virá na primeira tentativa”, diz. Para ele, associado ao aprimoramento dessa tolerância, o estudante também aprende a desenvolver perseverança, a curto e a longo prazo. “A curto prazo, ao perceber que, às vezes, precisará passar muitos minutos ou até mesmo horas, para resolver um único problema. A longo prazo, ao perceber que poderá levar anos para alcançar a tão sonhada medalha em alguma competição específica”, revela. Segundo o professor, há mais pontos positivos para o socioemocional: “É também comum que estudantes que participam de olimpíadas tenham a mente aberta ao novo e desenvolvam bastante a criatividade, na medida em que são constantemente expostos a problemas diferentes e inovadores, que não requerem apenas a mera aplicação de fórmulas e substituição de números, mas sim, uma significativa dose de criatividade e raciocínio abstrato”, revela. Núcleo de Preparação Olímpica do Planck O professor Fernando Saraiva vê com grande importância o fato de o Colégio Planck abrigar um núcleo dedicado às Olimpíadas do Conhecimento, por duas razões principais: preparação e inspiração. “Em geral, o nível dos conteúdos cobrados em competições científicas vai bem além daquele visto nas aulas regulares. Por isso, depender apenas do conteúdo programático do colégio para ter bons resultados nas Olimpíadas não é uma boa estratégia. Ter aulas com professores focados nos assuntos cobrados nas competições, e no nível em que eles são cobrados, faz total diferença para a obtenção de resultados positivos. Além disso, um núcleo dedicado exclusivamente às Olimpíadas do Conhecimento tem também como função constantemente divulgar as competições e reforçar para os alunos a importância de se preparar e de participar dessas oportunidades, tendo em vista as inúmeras portas que elas podem abrir”, afirma. Além disso, o professor também vê como outro ponto positivo já citado, a tendência de as universidades utilizarem esses resultados para compor a aprovação dos estudantes nos seus cursos universitários. “Seguindo o modelo americano, de renomadas universidades, que já têm praticado isso há muitos anos, como MIT, Harvard, Princeton, Stanford, Yale, importantes universidades brasileiras também estão seguindo esse caminho, como USP, Unicamp e UNESP. Em vagas olímpicas, por vezes, estudantes medalhistas não precisam nem mesmo prestar vestibular. Há pouco tempo, a FGV passou a oferecer bolsas de estudos para os vencedores da Olimpíada Brasileira de Economia. Inspirados por essas grandes universidades, acredito que outras possam adotar também vagas olímpicas. A Unicamp, em especial, é profundamente envolvida com a realização de diversas Olimpíadas Científicas, como a OBI (Olimpíada Brasileira de Informática), ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil), OMU (Olimpíada de Matemática da Unicamp) e TVQ (Torneio Virtual de Química)”, revela. Colégio traz aulas semanais No Núcleo de Preparação Olímpica, o Planck oferece aulas semanais de matemática, física, astronomia, robótica, química e xadrez. Além disso, também traz aulas de economia, história e biologia, em épocas mais próximas às provas dessas competições. Outra preparação importante são os simulados, que também permitem que os estudantes treinem seus conhecimentos, tempo e controle emocional para as provas que são realizadas nas Olimpíadas. Segundo o professor, a participação nas aulas e nas competições não é obrigatória. No geral, os estudantes que participam das Olimpíadas já entendem os inúmeros benefícios que esses torneios podem trazer. “É um caminho natural ter mais motivação para estudar ao perceber bons resultados aparecendo. Resultados que podem ser do próprio estudante ou de amigos. Ao perceber que pessoas ao seu redor conseguem e que não é necessário ser nenhum ‘gênio’, os estudantes tendem a ficar naturalmente encorajados a tentar também”, diz. Para o professor, o gostar de estudar pode ser desenvolvido em qualquer estudante que seja exposto à beleza do conhecimento, especialmente, no contexto olímpico, no qual são cultivados valores de amizade, determinação, esforço e recompensa. # Dica do Professor Fernando O professor, que costuma dizer que Olimpíadas são oportunidades, deixa um recado para os estudantes” “Se você procura oportunidades nas quais possa se desenvolver como ser humano, aumentar sua criatividade e capacidade de raciocínio, desenvolver novas amizades, conhecer novos lugares e abrir portas no mundo acadêmico e no mercado de trabalho, você precisa participar das Olimpíadas Científicas! São oportunidades muito ricas nas quais não se tem nada a perder, pelo contrário, tem-se muito a ganhar”, reforça.

A importância da participação dos estudantes nas Olimpíadas de Conhecimento cresce cada vez mais. Além da ampliação de conhecimento, desenvolvimento de raciocínio e acréscimo de experiências, os estudantes agora também têm mais uma possibilidade de ingressar em cursos de graduação de algumas universidades. Coordenador do Programa Planck de Preparação Olímpica, o professor Fernando Saraiva revela os benefícios de participar dessas competições científicas. Olimpíadas do Conhecimento amplia visão do estudante A primeira olimpíada brasileira foi a de Matemática, criada em 1979. De lá para cá, diversas outras disciplinas criaram seus torneios de conhecimento, ampliando o leque para os estudantes testarem e ampliarem seus conhecimentos. A mais recente competição criada foi a OBECON (Olimpíada Brasileira de Economia), lançada em 2018. As Olimpíadas Científicas consistem na realização de provas que testam conhecimentos que vão bem além da sala de aula. Por isso, é fato que os estudantes que participam dessas competições abrem espaço para agregar uma gama bem maior de conteúdos e vivências, que vão além do estudo para o vestibular. Além disso, agora os estudantes premiados nas Olimpíadas também começam a ver essa participação como uma forma de ingressar na universidade. Exclusivamente para estudantes brasileiros que estavam concluindo o Ensino Médio, no ano passado, a USP já abriu 113 vagas em cursos de graduação para estudantes que se destacaram em Olimpíadas, a maioria em Ciências Exatas, mas também houve opção em Humanas e Biológicas, como Gestão de Políticas Públicas, Design, Farmácia, Ciências Biológicas e Biomédicas. A seleção foi efetuada a partir de um sistema de pontuação que teve como base a medalha obtida pelo estudante em cada competição. Benefícios de participar de Olimpíadas Para o professor, os benefícios que as olimpíadas do conhecimento trazem realmente são inúmeros, que passam também pelo desenvolvimento de novas amizades e ampliação da bagagem cultural. “Talvez, contraintuitivamente, a medalha em si, seja o menor dos prêmios. Estudantes que participam de olimpíadas podem ter oportunidades de viajar para novos lugares (até mesmo outros países), conhecer diversos estudantes que têm propósitos e valores semelhantes, desenvolver amizades e aumentar a própria cultura. Além disso, há todo o desenvolvimento socioemocional”, revela. Segundo o professor, outro benefício é que a participação em olimpíadas também contribui significativamente para a aprovação em universidades estrangeiras e nacionais de grande renome. Além de abrir as possibilidades de estudos para os estudantes em competições nacionais e levá-los a torneios internacionais, as Olimpíadas também podem abrir portas profissionais tanto para os premiados, como para os participantes. “No mercado de trabalho, também, diversas empresas valorizam conquistas olímpicas, por entender que, durante sua vida estudantil, aquele profissional buscava ir além do mínimo necessário, buscando se desenvolver pessoalmente com desafios estimulantes.” Desenvolvimento de habilidades socioemocionais Para o professor Fernando, participar de Olimpíadas pode ser, de fato, um grande potencializador do desenvolvimento de habilidades socioemocionais, por desenvolver a tolerância à frustração. “É extremamente comum um estudante ter resultados ruins, especialmente nas primeiras tentativas, devido ao fato de o nível dos conteúdos ser muito superior ao que é ensinado nas aulas regulares. Desde cedo, estudantes são levados a aprender que, para se tornarem bem-sucedidos, é necessário lidar com o fato de que, muitas vezes, o resultado esperado não virá na primeira tentativa”, diz. Para ele, associado ao aprimoramento dessa tolerância, o estudante também aprende a desenvolver perseverança, a curto e a longo prazo. “A curto prazo, ao perceber que, às vezes, precisará passar muitos minutos ou até mesmo horas, para resolver um único problema. A longo prazo, ao perceber que poderá levar anos para alcançar a tão sonhada medalha em alguma competição específica”, revela. Segundo o professor, há mais pontos positivos para o socioemocional: “É também comum que estudantes que participam de olimpíadas tenham a mente aberta ao novo e desenvolvam bastante a criatividade, na medida em que são constantemente expostos a problemas diferentes e inovadores, que não requerem apenas a mera aplicação de fórmulas e substituição de números, mas sim, uma significativa dose de criatividade e raciocínio abstrato”, revela. Núcleo de Preparação Olímpica do Planck O professor Fernando Saraiva vê com grande importância o fato de o Colégio Planck abrigar um núcleo dedicado às Olimpíadas do Conhecimento, por duas razões principais: preparação e inspiração. “Em geral, o nível dos conteúdos cobrados em competições científicas vai bem além daquele visto nas aulas regulares. Por isso, depender apenas do conteúdo programático do colégio para ter bons resultados nas Olimpíadas não é uma boa estratégia. Ter aulas com professores focados nos assuntos cobrados nas competições, e no nível em que eles são cobrados, faz total diferença para a obtenção de resultados positivos. Além disso, um núcleo dedicado exclusivamente às Olimpíadas do Conhecimento tem também como função constantemente divulgar as competições e reforçar para os alunos a importância de se preparar e de participar dessas oportunidades, tendo em vista as inúmeras portas que elas podem abrir”, afirma. Além disso, o professor também vê como outro ponto positivo já citado, a tendência de as universidades utilizarem esses resultados para compor a aprovação dos estudantes nos seus cursos universitários. “Seguindo o modelo americano, de renomadas universidades, que já têm praticado isso há muitos anos, como MIT, Harvard, Princeton, Stanford, Yale, importantes universidades brasileiras também estão seguindo esse caminho, como USP, Unicamp e UNESP. Em vagas olímpicas, por vezes, estudantes medalhistas não precisam nem mesmo prestar vestibular. Há pouco tempo, a FGV passou a oferecer bolsas de estudos para os vencedores da Olimpíada Brasileira de Economia. Inspirados por essas grandes universidades, acredito que outras possam adotar também vagas olímpicas. A Unicamp, em especial, é profundamente envolvida com a realização de diversas Olimpíadas Científicas, como a OBI (Olimpíada Brasileira de Informática), ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil), OMU (Olimpíada de Matemática da Unicamp) e TVQ (Torneio Virtual de Química)”, revela. Colégio traz aulas semanais No Núcleo de Preparação Olímpica, o Planck oferece aulas semanais de matemática, física, astronomia, robótica, química e xadrez. Além disso, também traz aulas de economia, história e biologia, em épocas mais próximas às provas dessas competições. Outra preparação importante são os simulados, que também permitem que os estudantes treinem seus conhecimentos, tempo e controle emocional para as provas que são realizadas nas Olimpíadas. Segundo o professor, a participação nas aulas e nas competições não é obrigatória. No geral, os estudantes que participam das Olimpíadas já entendem os inúmeros benefícios que esses torneios podem trazer. “É um caminho natural ter mais motivação para estudar ao perceber bons resultados aparecendo. Resultados que podem ser do próprio estudante ou de amigos. Ao perceber que pessoas ao seu redor conseguem e que não é necessário ser nenhum ‘gênio’, os estudantes tendem a ficar naturalmente encorajados a tentar também”, diz. Para o professor, o gostar de estudar pode ser desenvolvido em qualquer estudante que seja exposto à beleza do conhecimento, especialmente, no contexto olímpico, no qual são cultivados valores de amizade, determinação, esforço e recompensa. # Dica do Professor Fernando O professor, que costuma dizer que Olimpíadas são oportunidades, deixa um recado para os estudantes” “Se você procura oportunidades nas quais possa se desenvolver como ser humano, aumentar sua criatividade e capacidade de raciocínio, desenvolver novas amizades, conhecer novos lugares e abrir portas no mundo acadêmico e no mercado de trabalho, você precisa participar das Olimpíadas Científicas! São oportunidades muito ricas nas quais não se tem nada a perder, pelo contrário, tem-se muito a ganhar”, reforça.

A importância da participação dos estudantes nas Olimpíadas de Conhecimento cresce cada vez mais. Além da ampliação de conhecimento, desenvolvimento de raciocínio e acréscimo de experiências, os estudantes agora também têm mais uma possibilidade de ingressar em cursos de graduação de algumas universidades. Coordenador do Programa Planck de Preparação Olímpica, o professor Fernando Saraiva revela os benefícios de participar dessas competições científicas. Olimpíadas do Conhecimento amplia visão do estudante A primeira olimpíada brasileira foi a de Matemática, criada em 1979. De lá para cá, diversas outras disciplinas criaram seus torneios de conhecimento, ampliando o leque para os estudantes testarem e ampliarem seus conhecimentos. A mais recente competição criada foi a OBECON (Olimpíada Brasileira de Economia), lançada em 2018. As Olimpíadas Científicas consistem na realização de provas que testam conhecimentos que vão bem além da sala de aula. Por isso, é fato que os estudantes que participam dessas competições abrem espaço para agregar uma gama bem maior de conteúdos e vivências, que vão além do estudo para o vestibular. Além disso, agora os estudantes premiados nas Olimpíadas também começam a ver essa participação como uma forma de ingressar na universidade. Exclusivamente para estudantes brasileiros que estavam concluindo o Ensino Médio, no ano passado, a USP já abriu 113 vagas em cursos de graduação para estudantes que se destacaram em Olimpíadas, a maioria em Ciências Exatas, mas também houve opção em Humanas e Biológicas, como Gestão de Políticas Públicas, Design, Farmácia, Ciências Biológicas e Biomédicas. A seleção foi efetuada a partir de um sistema de pontuação que teve como base a medalha obtida pelo estudante em cada competição. Benefícios de participar de Olimpíadas Para o professor, os benefícios que as olimpíadas do conhecimento trazem realmente são inúmeros, que passam também pelo desenvolvimento de novas amizades e ampliação da bagagem cultural. “Talvez, contraintuitivamente, a medalha em si, seja o menor dos prêmios. Estudantes que participam de olimpíadas podem ter oportunidades de viajar para novos lugares (até mesmo outros países), conhecer diversos estudantes que têm propósitos e valores semelhantes, desenvolver amizades e aumentar a própria cultura. Além disso, há todo o desenvolvimento socioemocional”, revela. Segundo o professor, outro benefício é que a participação em olimpíadas também contribui significativamente para a aprovação em universidades estrangeiras e nacionais de grande renome. Além de abrir as possibilidades de estudos para os estudantes em competições nacionais e levá-los a torneios internacionais, as Olimpíadas também podem abrir portas profissionais tanto para os premiados, como para os participantes. “No mercado de trabalho, também, diversas empresas valorizam conquistas olímpicas, por entender que, durante sua vida estudantil, aquele profissional buscava ir além do mínimo necessário, buscando se desenvolver pessoalmente com desafios estimulantes.” Desenvolvimento de habilidades socioemocionais Para o professor Fernando, participar de Olimpíadas pode ser, de fato, um grande potencializador do desenvolvimento de habilidades socioemocionais, por desenvolver a tolerância à frustração. “É extremamente comum um estudante ter resultados ruins, especialmente nas primeiras tentativas, devido ao fato de o nível dos conteúdos ser muito superior ao que é ensinado nas aulas regulares. Desde cedo, estudantes são levados a aprender que, para se tornarem bem-sucedidos, é necessário lidar com o fato de que, muitas vezes, o resultado esperado não virá na primeira tentativa”, diz. Para ele, associado ao aprimoramento dessa tolerância, o estudante também aprende a desenvolver perseverança, a curto e a longo prazo. “A curto prazo, ao perceber que, às vezes, precisará passar muitos minutos ou até mesmo horas, para resolver um único problema. A longo prazo, ao perceber que poderá levar anos para alcançar a tão sonhada medalha em alguma competição específica”, revela. Segundo o professor, há mais pontos positivos para o socioemocional: “É também comum que estudantes que participam de olimpíadas tenham a mente aberta ao novo e desenvolvam bastante a criatividade, na medida em que são constantemente expostos a problemas diferentes e inovadores, que não requerem apenas a mera aplicação de fórmulas e substituição de números, mas sim, uma significativa dose de criatividade e raciocínio abstrato”, revela. Núcleo de Preparação Olímpica do Planck O professor Fernando Saraiva vê com grande importância o fato de o Colégio Planck abrigar um núcleo dedicado às Olimpíadas do Conhecimento, por duas razões principais: preparação e inspiração. “Em geral, o nível dos conteúdos cobrados em competições científicas vai bem além daquele visto nas aulas regulares. Por isso, depender apenas do conteúdo programático do colégio para ter bons resultados nas Olimpíadas não é uma boa estratégia. Ter aulas com professores focados nos assuntos cobrados nas competições, e no nível em que eles são cobrados, faz total diferença para a obtenção de resultados positivos. Além disso, um núcleo dedicado exclusivamente às Olimpíadas do Conhecimento tem também como função constantemente divulgar as competições e reforçar para os alunos a importância de se preparar e de participar dessas oportunidades, tendo em vista as inúmeras portas que elas podem abrir”, afirma. Além disso, o professor também vê como outro ponto positivo já citado, a tendência de as universidades utilizarem esses resultados para compor a aprovação dos estudantes nos seus cursos universitários. “Seguindo o modelo americano, de renomadas universidades, que já têm praticado isso há muitos anos, como MIT, Harvard, Princeton, Stanford, Yale, importantes universidades brasileiras também estão seguindo esse caminho, como USP, Unicamp e UNESP. Em vagas olímpicas, por vezes, estudantes medalhistas não precisam nem mesmo prestar vestibular. Há pouco tempo, a FGV passou a oferecer bolsas de estudos para os vencedores da Olimpíada Brasileira de Economia. Inspirados por essas grandes universidades, acredito que outras possam adotar também vagas olímpicas. A Unicamp, em especial, é profundamente envolvida com a realização de diversas Olimpíadas Científicas, como a OBI (Olimpíada Brasileira de Informática), ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil), OMU (Olimpíada de Matemática da Unicamp) e TVQ (Torneio Virtual de Química)”, revela. Colégio traz aulas semanais No Núcleo de Preparação Olímpica, o Planck oferece aulas semanais de matemática, física, astronomia, robótica, química e xadrez. Além disso, também traz aulas de economia, história e biologia, em épocas mais próximas às provas dessas competições. Outra preparação importante são os simulados, que também permitem que os estudantes treinem seus conhecimentos, tempo e controle emocional para as provas que são realizadas nas Olimpíadas. Segundo o professor, a participação nas aulas e nas competições não é obrigatória. No geral, os estudantes que participam das Olimpíadas já entendem os inúmeros benefícios que esses torneios podem trazer. “É um caminho natural ter mais motivação para estudar ao perceber bons resultados aparecendo. Resultados que podem ser do próprio estudante ou de amigos. Ao perceber que pessoas ao seu redor conseguem e que não é necessário ser nenhum ‘gênio’, os estudantes tendem a ficar naturalmente encorajados a tentar também”, diz. Para o professor, o gostar de estudar pode ser desenvolvido em qualquer estudante que seja exposto à beleza do conhecimento, especialmente, no contexto olímpico, no qual são cultivados valores de amizade, determinação, esforço e recompensa. # Dica do Professor Fernando O professor, que costuma dizer que Olimpíadas são oportunidades, deixa um recado para os estudantes” “Se você procura oportunidades nas quais possa se desenvolver como ser humano, aumentar sua criatividade e capacidade de raciocínio, desenvolver novas amizades, conhecer novos lugares e abrir portas no mundo acadêmico e no mercado de trabalho, você precisa participar das Olimpíadas Científicas! São oportunidades muito ricas nas quais não se tem nada a perder, pelo contrário, tem-se muito a ganhar”, reforça.

Desenvolvimento de habilidades socioemocionais

Para o professor Fernando, participar de Olimpíadas pode ser, de fato, um grande potencializador do desenvolvimento de habilidades socioemocionais, por desenvolver a tolerância à frustração. 

“É extremamente comum um estudante ter resultados ruins, especialmente nas primeiras tentativas, devido ao fato de o nível dos conteúdos ser muito superior ao que é ensinado nas aulas regulares. Desde cedo, estudantes são levados a aprender que, para se tornarem bem-sucedidos, é necessário lidar com o fato de que, muitas vezes, o resultado esperado não virá na primeira tentativa”, diz.

Para ele, associado ao aprimoramento dessa tolerância, o estudante também aprende a desenvolver perseverança, a curto e a longo prazo. “A curto prazo, ao perceber que, às vezes, precisará passar muitos minutos ou até mesmo horas, para resolver um único problema. A longo prazo, ao perceber que poderá levar anos para alcançar a tão sonhada medalha em alguma competição específica”, revela.

Segundo o professor, há mais pontos positivos para o socioemocional: “É também comum que estudantes que participam de olimpíadas tenham a mente aberta ao novo e desenvolvam bastante a criatividade, na medida em que são constantemente expostos a problemas diferentes e inovadores, que não requerem apenas a mera aplicação de fórmulas e substituição de números, mas sim, uma significativa dose de criatividade e raciocínio abstrato”, revela.

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Núcleo de Preparação Olímpica do Planck

O professor Fernando Saraiva vê com grande importância o fato de o Colégio Planck abrigar um núcleo dedicado às Olimpíadas do Conhecimento, por duas razões principais: preparação e inspiração.

 “Em geral, o nível dos conteúdos cobrados em competições científicas vai bem além daquele visto nas aulas regulares. Por isso, depender apenas do conteúdo programático do colégio para ter bons resultados nas Olimpíadas não é uma boa estratégia. Ter aulas com professores focados nos assuntos cobrados nas competições, e no nível em que eles são cobrados, faz total diferença para a obtenção de resultados positivos. Além disso, um núcleo dedicado exclusivamente às Olimpíadas do Conhecimento tem também como função constantemente divulgar as competições e reforçar para os alunos a importância de se preparar e de participar dessas oportunidades, tendo em vista as inúmeras portas que elas podem abrir”, afirma.

Além disso, o professor também vê como outro ponto positivo já citado, a tendência de as universidades utilizarem esses resultados para compor a aprovação dos estudantes nos seus cursos universitários. 

“Seguindo o modelo americano, de renomadas universidades, que já têm praticado isso há muitos anos, como MIT, Harvard, Princeton, Stanford, Yale, importantes universidades brasileiras também estão seguindo esse caminho, como USP, Unicamp e UNESP. Em vagas olímpicas, por vezes, estudantes medalhistas não precisam nem mesmo prestar vestibular. Há pouco tempo, a FGV passou a oferecer bolsas de estudos para os vencedores da Olimpíada Brasileira de Economia. Inspirados por essas grandes universidades, acredito que outras possam adotar também vagas olímpicas. A Unicamp, em especial, é profundamente envolvida com a realização de diversas Olimpíadas Científicas, como a OBI (Olimpíada Brasileira de Informática), ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil), OMU (Olimpíada de Matemática da Unicamp) e TVQ (Torneio Virtual de Química)”,  revela.

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A importância da participação dos estudantes nas Olimpíadas de Conhecimento cresce cada vez mais. Além da ampliação de conhecimento, desenvolvimento de raciocínio e acréscimo de experiências, os estudantes agora também têm mais uma possibilidade de ingressar em cursos de graduação de algumas universidades. Coordenador do Programa Planck de Preparação Olímpica, o professor Fernando Saraiva revela os benefícios de participar dessas competições científicas. Olimpíadas do Conhecimento amplia visão do estudante A primeira olimpíada brasileira foi a de Matemática, criada em 1979. De lá para cá, diversas outras disciplinas criaram seus torneios de conhecimento, ampliando o leque para os estudantes testarem e ampliarem seus conhecimentos. A mais recente competição criada foi a OBECON (Olimpíada Brasileira de Economia), lançada em 2018. As Olimpíadas Científicas consistem na realização de provas que testam conhecimentos que vão bem além da sala de aula. Por isso, é fato que os estudantes que participam dessas competições abrem espaço para agregar uma gama bem maior de conteúdos e vivências, que vão além do estudo para o vestibular. Além disso, agora os estudantes premiados nas Olimpíadas também começam a ver essa participação como uma forma de ingressar na universidade. Exclusivamente para estudantes brasileiros que estavam concluindo o Ensino Médio, no ano passado, a USP já abriu 113 vagas em cursos de graduação para estudantes que se destacaram em Olimpíadas, a maioria em Ciências Exatas, mas também houve opção em Humanas e Biológicas, como Gestão de Políticas Públicas, Design, Farmácia, Ciências Biológicas e Biomédicas. A seleção foi efetuada a partir de um sistema de pontuação que teve como base a medalha obtida pelo estudante em cada competição. Benefícios de participar de Olimpíadas Para o professor, os benefícios que as olimpíadas do conhecimento trazem realmente são inúmeros, que passam também pelo desenvolvimento de novas amizades e ampliação da bagagem cultural. “Talvez, contraintuitivamente, a medalha em si, seja o menor dos prêmios. Estudantes que participam de olimpíadas podem ter oportunidades de viajar para novos lugares (até mesmo outros países), conhecer diversos estudantes que têm propósitos e valores semelhantes, desenvolver amizades e aumentar a própria cultura. Além disso, há todo o desenvolvimento socioemocional”, revela. Segundo o professor, outro benefício é que a participação em olimpíadas também contribui significativamente para a aprovação em universidades estrangeiras e nacionais de grande renome. Além de abrir as possibilidades de estudos para os estudantes em competições nacionais e levá-los a torneios internacionais, as Olimpíadas também podem abrir portas profissionais tanto para os premiados, como para os participantes. “No mercado de trabalho, também, diversas empresas valorizam conquistas olímpicas, por entender que, durante sua vida estudantil, aquele profissional buscava ir além do mínimo necessário, buscando se desenvolver pessoalmente com desafios estimulantes.” Desenvolvimento de habilidades socioemocionais Para o professor Fernando, participar de Olimpíadas pode ser, de fato, um grande potencializador do desenvolvimento de habilidades socioemocionais, por desenvolver a tolerância à frustração. “É extremamente comum um estudante ter resultados ruins, especialmente nas primeiras tentativas, devido ao fato de o nível dos conteúdos ser muito superior ao que é ensinado nas aulas regulares. Desde cedo, estudantes são levados a aprender que, para se tornarem bem-sucedidos, é necessário lidar com o fato de que, muitas vezes, o resultado esperado não virá na primeira tentativa”, diz. Para ele, associado ao aprimoramento dessa tolerância, o estudante também aprende a desenvolver perseverança, a curto e a longo prazo. “A curto prazo, ao perceber que, às vezes, precisará passar muitos minutos ou até mesmo horas, para resolver um único problema. A longo prazo, ao perceber que poderá levar anos para alcançar a tão sonhada medalha em alguma competição específica”, revela. Segundo o professor, há mais pontos positivos para o socioemocional: “É também comum que estudantes que participam de olimpíadas tenham a mente aberta ao novo e desenvolvam bastante a criatividade, na medida em que são constantemente expostos a problemas diferentes e inovadores, que não requerem apenas a mera aplicação de fórmulas e substituição de números, mas sim, uma significativa dose de criatividade e raciocínio abstrato”, revela. Núcleo de Preparação Olímpica do Planck O professor Fernando Saraiva vê com grande importância o fato de o Colégio Planck abrigar um núcleo dedicado às Olimpíadas do Conhecimento, por duas razões principais: preparação e inspiração. “Em geral, o nível dos conteúdos cobrados em competições científicas vai bem além daquele visto nas aulas regulares. Por isso, depender apenas do conteúdo programático do colégio para ter bons resultados nas Olimpíadas não é uma boa estratégia. Ter aulas com professores focados nos assuntos cobrados nas competições, e no nível em que eles são cobrados, faz total diferença para a obtenção de resultados positivos. Além disso, um núcleo dedicado exclusivamente às Olimpíadas do Conhecimento tem também como função constantemente divulgar as competições e reforçar para os alunos a importância de se preparar e de participar dessas oportunidades, tendo em vista as inúmeras portas que elas podem abrir”, afirma. Além disso, o professor também vê como outro ponto positivo já citado, a tendência de as universidades utilizarem esses resultados para compor a aprovação dos estudantes nos seus cursos universitários. “Seguindo o modelo americano, de renomadas universidades, que já têm praticado isso há muitos anos, como MIT, Harvard, Princeton, Stanford, Yale, importantes universidades brasileiras também estão seguindo esse caminho, como USP, Unicamp e UNESP. Em vagas olímpicas, por vezes, estudantes medalhistas não precisam nem mesmo prestar vestibular. Há pouco tempo, a FGV passou a oferecer bolsas de estudos para os vencedores da Olimpíada Brasileira de Economia. Inspirados por essas grandes universidades, acredito que outras possam adotar também vagas olímpicas. A Unicamp, em especial, é profundamente envolvida com a realização de diversas Olimpíadas Científicas, como a OBI (Olimpíada Brasileira de Informática), ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil), OMU (Olimpíada de Matemática da Unicamp) e TVQ (Torneio Virtual de Química)”, revela. Colégio traz aulas semanais No Núcleo de Preparação Olímpica, o Planck oferece aulas semanais de matemática, física, astronomia, robótica, química e xadrez. Além disso, também traz aulas de economia, história e biologia, em épocas mais próximas às provas dessas competições. Outra preparação importante são os simulados, que também permitem que os estudantes treinem seus conhecimentos, tempo e controle emocional para as provas que são realizadas nas Olimpíadas. Segundo o professor, a participação nas aulas e nas competições não é obrigatória. No geral, os estudantes que participam das Olimpíadas já entendem os inúmeros benefícios que esses torneios podem trazer. “É um caminho natural ter mais motivação para estudar ao perceber bons resultados aparecendo. Resultados que podem ser do próprio estudante ou de amigos. Ao perceber que pessoas ao seu redor conseguem e que não é necessário ser nenhum ‘gênio’, os estudantes tendem a ficar naturalmente encorajados a tentar também”, diz. Para o professor, o gostar de estudar pode ser desenvolvido em qualquer estudante que seja exposto à beleza do conhecimento, especialmente, no contexto olímpico, no qual são cultivados valores de amizade, determinação, esforço e recompensa. # Dica do Professor Fernando O professor, que costuma dizer que Olimpíadas são oportunidades, deixa um recado para os estudantes” “Se você procura oportunidades nas quais possa se desenvolver como ser humano, aumentar sua criatividade e capacidade de raciocínio, desenvolver novas amizades, conhecer novos lugares e abrir portas no mundo acadêmico e no mercado de trabalho, você precisa participar das Olimpíadas Científicas! São oportunidades muito ricas nas quais não se tem nada a perder, pelo contrário, tem-se muito a ganhar”, reforça.

A importância da participação dos estudantes nas Olimpíadas de Conhecimento cresce cada vez mais. Além da ampliação de conhecimento, desenvolvimento de raciocínio e acréscimo de experiências, os estudantes agora também têm mais uma possibilidade de ingressar em cursos de graduação de algumas universidades. Coordenador do Programa Planck de Preparação Olímpica, o professor Fernando Saraiva revela os benefícios de participar dessas competições científicas. Olimpíadas do Conhecimento amplia visão do estudante A primeira olimpíada brasileira foi a de Matemática, criada em 1979. De lá para cá, diversas outras disciplinas criaram seus torneios de conhecimento, ampliando o leque para os estudantes testarem e ampliarem seus conhecimentos. A mais recente competição criada foi a OBECON (Olimpíada Brasileira de Economia), lançada em 2018. As Olimpíadas Científicas consistem na realização de provas que testam conhecimentos que vão bem além da sala de aula. Por isso, é fato que os estudantes que participam dessas competições abrem espaço para agregar uma gama bem maior de conteúdos e vivências, que vão além do estudo para o vestibular. Além disso, agora os estudantes premiados nas Olimpíadas também começam a ver essa participação como uma forma de ingressar na universidade. Exclusivamente para estudantes brasileiros que estavam concluindo o Ensino Médio, no ano passado, a USP já abriu 113 vagas em cursos de graduação para estudantes que se destacaram em Olimpíadas, a maioria em Ciências Exatas, mas também houve opção em Humanas e Biológicas, como Gestão de Políticas Públicas, Design, Farmácia, Ciências Biológicas e Biomédicas. A seleção foi efetuada a partir de um sistema de pontuação que teve como base a medalha obtida pelo estudante em cada competição. Benefícios de participar de Olimpíadas Para o professor, os benefícios que as olimpíadas do conhecimento trazem realmente são inúmeros, que passam também pelo desenvolvimento de novas amizades e ampliação da bagagem cultural. “Talvez, contraintuitivamente, a medalha em si, seja o menor dos prêmios. Estudantes que participam de olimpíadas podem ter oportunidades de viajar para novos lugares (até mesmo outros países), conhecer diversos estudantes que têm propósitos e valores semelhantes, desenvolver amizades e aumentar a própria cultura. Além disso, há todo o desenvolvimento socioemocional”, revela. Segundo o professor, outro benefício é que a participação em olimpíadas também contribui significativamente para a aprovação em universidades estrangeiras e nacionais de grande renome. Além de abrir as possibilidades de estudos para os estudantes em competições nacionais e levá-los a torneios internacionais, as Olimpíadas também podem abrir portas profissionais tanto para os premiados, como para os participantes. “No mercado de trabalho, também, diversas empresas valorizam conquistas olímpicas, por entender que, durante sua vida estudantil, aquele profissional buscava ir além do mínimo necessário, buscando se desenvolver pessoalmente com desafios estimulantes.” Desenvolvimento de habilidades socioemocionais Para o professor Fernando, participar de Olimpíadas pode ser, de fato, um grande potencializador do desenvolvimento de habilidades socioemocionais, por desenvolver a tolerância à frustração. “É extremamente comum um estudante ter resultados ruins, especialmente nas primeiras tentativas, devido ao fato de o nível dos conteúdos ser muito superior ao que é ensinado nas aulas regulares. Desde cedo, estudantes são levados a aprender que, para se tornarem bem-sucedidos, é necessário lidar com o fato de que, muitas vezes, o resultado esperado não virá na primeira tentativa”, diz. Para ele, associado ao aprimoramento dessa tolerância, o estudante também aprende a desenvolver perseverança, a curto e a longo prazo. “A curto prazo, ao perceber que, às vezes, precisará passar muitos minutos ou até mesmo horas, para resolver um único problema. A longo prazo, ao perceber que poderá levar anos para alcançar a tão sonhada medalha em alguma competição específica”, revela. Segundo o professor, há mais pontos positivos para o socioemocional: “É também comum que estudantes que participam de olimpíadas tenham a mente aberta ao novo e desenvolvam bastante a criatividade, na medida em que são constantemente expostos a problemas diferentes e inovadores, que não requerem apenas a mera aplicação de fórmulas e substituição de números, mas sim, uma significativa dose de criatividade e raciocínio abstrato”, revela. Núcleo de Preparação Olímpica do Planck O professor Fernando Saraiva vê com grande importância o fato de o Colégio Planck abrigar um núcleo dedicado às Olimpíadas do Conhecimento, por duas razões principais: preparação e inspiração. “Em geral, o nível dos conteúdos cobrados em competições científicas vai bem além daquele visto nas aulas regulares. Por isso, depender apenas do conteúdo programático do colégio para ter bons resultados nas Olimpíadas não é uma boa estratégia. Ter aulas com professores focados nos assuntos cobrados nas competições, e no nível em que eles são cobrados, faz total diferença para a obtenção de resultados positivos. Além disso, um núcleo dedicado exclusivamente às Olimpíadas do Conhecimento tem também como função constantemente divulgar as competições e reforçar para os alunos a importância de se preparar e de participar dessas oportunidades, tendo em vista as inúmeras portas que elas podem abrir”, afirma. Além disso, o professor também vê como outro ponto positivo já citado, a tendência de as universidades utilizarem esses resultados para compor a aprovação dos estudantes nos seus cursos universitários. “Seguindo o modelo americano, de renomadas universidades, que já têm praticado isso há muitos anos, como MIT, Harvard, Princeton, Stanford, Yale, importantes universidades brasileiras também estão seguindo esse caminho, como USP, Unicamp e UNESP. Em vagas olímpicas, por vezes, estudantes medalhistas não precisam nem mesmo prestar vestibular. Há pouco tempo, a FGV passou a oferecer bolsas de estudos para os vencedores da Olimpíada Brasileira de Economia. Inspirados por essas grandes universidades, acredito que outras possam adotar também vagas olímpicas. A Unicamp, em especial, é profundamente envolvida com a realização de diversas Olimpíadas Científicas, como a OBI (Olimpíada Brasileira de Informática), ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil), OMU (Olimpíada de Matemática da Unicamp) e TVQ (Torneio Virtual de Química)”, revela. Colégio traz aulas semanais No Núcleo de Preparação Olímpica, o Planck oferece aulas semanais de matemática, física, astronomia, robótica, química e xadrez. Além disso, também traz aulas de economia, história e biologia, em épocas mais próximas às provas dessas competições. Outra preparação importante são os simulados, que também permitem que os estudantes treinem seus conhecimentos, tempo e controle emocional para as provas que são realizadas nas Olimpíadas. Segundo o professor, a participação nas aulas e nas competições não é obrigatória. No geral, os estudantes que participam das Olimpíadas já entendem os inúmeros benefícios que esses torneios podem trazer. “É um caminho natural ter mais motivação para estudar ao perceber bons resultados aparecendo. Resultados que podem ser do próprio estudante ou de amigos. Ao perceber que pessoas ao seu redor conseguem e que não é necessário ser nenhum ‘gênio’, os estudantes tendem a ficar naturalmente encorajados a tentar também”, diz. Para o professor, o gostar de estudar pode ser desenvolvido em qualquer estudante que seja exposto à beleza do conhecimento, especialmente, no contexto olímpico, no qual são cultivados valores de amizade, determinação, esforço e recompensa. # Dica do Professor Fernando O professor, que costuma dizer que Olimpíadas são oportunidades, deixa um recado para os estudantes” “Se você procura oportunidades nas quais possa se desenvolver como ser humano, aumentar sua criatividade e capacidade de raciocínio, desenvolver novas amizades, conhecer novos lugares e abrir portas no mundo acadêmico e no mercado de trabalho, você precisa participar das Olimpíadas Científicas! São oportunidades muito ricas nas quais não se tem nada a perder, pelo contrário, tem-se muito a ganhar”, reforça.

A importância da participação dos estudantes nas Olimpíadas de Conhecimento cresce cada vez mais. Além da ampliação de conhecimento, desenvolvimento de raciocínio e acréscimo de experiências, os estudantes agora também têm mais uma possibilidade de ingressar em cursos de graduação de algumas universidades. Coordenador do Programa Planck de Preparação Olímpica, o professor Fernando Saraiva revela os benefícios de participar dessas competições científicas. Olimpíadas do Conhecimento amplia visão do estudante A primeira olimpíada brasileira foi a de Matemática, criada em 1979. De lá para cá, diversas outras disciplinas criaram seus torneios de conhecimento, ampliando o leque para os estudantes testarem e ampliarem seus conhecimentos. A mais recente competição criada foi a OBECON (Olimpíada Brasileira de Economia), lançada em 2018. As Olimpíadas Científicas consistem na realização de provas que testam conhecimentos que vão bem além da sala de aula. Por isso, é fato que os estudantes que participam dessas competições abrem espaço para agregar uma gama bem maior de conteúdos e vivências, que vão além do estudo para o vestibular. Além disso, agora os estudantes premiados nas Olimpíadas também começam a ver essa participação como uma forma de ingressar na universidade. Exclusivamente para estudantes brasileiros que estavam concluindo o Ensino Médio, no ano passado, a USP já abriu 113 vagas em cursos de graduação para estudantes que se destacaram em Olimpíadas, a maioria em Ciências Exatas, mas também houve opção em Humanas e Biológicas, como Gestão de Políticas Públicas, Design, Farmácia, Ciências Biológicas e Biomédicas. A seleção foi efetuada a partir de um sistema de pontuação que teve como base a medalha obtida pelo estudante em cada competição. Benefícios de participar de Olimpíadas Para o professor, os benefícios que as olimpíadas do conhecimento trazem realmente são inúmeros, que passam também pelo desenvolvimento de novas amizades e ampliação da bagagem cultural. “Talvez, contraintuitivamente, a medalha em si, seja o menor dos prêmios. Estudantes que participam de olimpíadas podem ter oportunidades de viajar para novos lugares (até mesmo outros países), conhecer diversos estudantes que têm propósitos e valores semelhantes, desenvolver amizades e aumentar a própria cultura. Além disso, há todo o desenvolvimento socioemocional”, revela. Segundo o professor, outro benefício é que a participação em olimpíadas também contribui significativamente para a aprovação em universidades estrangeiras e nacionais de grande renome. Além de abrir as possibilidades de estudos para os estudantes em competições nacionais e levá-los a torneios internacionais, as Olimpíadas também podem abrir portas profissionais tanto para os premiados, como para os participantes. “No mercado de trabalho, também, diversas empresas valorizam conquistas olímpicas, por entender que, durante sua vida estudantil, aquele profissional buscava ir além do mínimo necessário, buscando se desenvolver pessoalmente com desafios estimulantes.” Desenvolvimento de habilidades socioemocionais Para o professor Fernando, participar de Olimpíadas pode ser, de fato, um grande potencializador do desenvolvimento de habilidades socioemocionais, por desenvolver a tolerância à frustração. “É extremamente comum um estudante ter resultados ruins, especialmente nas primeiras tentativas, devido ao fato de o nível dos conteúdos ser muito superior ao que é ensinado nas aulas regulares. Desde cedo, estudantes são levados a aprender que, para se tornarem bem-sucedidos, é necessário lidar com o fato de que, muitas vezes, o resultado esperado não virá na primeira tentativa”, diz. Para ele, associado ao aprimoramento dessa tolerância, o estudante também aprende a desenvolver perseverança, a curto e a longo prazo. “A curto prazo, ao perceber que, às vezes, precisará passar muitos minutos ou até mesmo horas, para resolver um único problema. A longo prazo, ao perceber que poderá levar anos para alcançar a tão sonhada medalha em alguma competição específica”, revela. Segundo o professor, há mais pontos positivos para o socioemocional: “É também comum que estudantes que participam de olimpíadas tenham a mente aberta ao novo e desenvolvam bastante a criatividade, na medida em que são constantemente expostos a problemas diferentes e inovadores, que não requerem apenas a mera aplicação de fórmulas e substituição de números, mas sim, uma significativa dose de criatividade e raciocínio abstrato”, revela. Núcleo de Preparação Olímpica do Planck O professor Fernando Saraiva vê com grande importância o fato de o Colégio Planck abrigar um núcleo dedicado às Olimpíadas do Conhecimento, por duas razões principais: preparação e inspiração. “Em geral, o nível dos conteúdos cobrados em competições científicas vai bem além daquele visto nas aulas regulares. Por isso, depender apenas do conteúdo programático do colégio para ter bons resultados nas Olimpíadas não é uma boa estratégia. Ter aulas com professores focados nos assuntos cobrados nas competições, e no nível em que eles são cobrados, faz total diferença para a obtenção de resultados positivos. Além disso, um núcleo dedicado exclusivamente às Olimpíadas do Conhecimento tem também como função constantemente divulgar as competições e reforçar para os alunos a importância de se preparar e de participar dessas oportunidades, tendo em vista as inúmeras portas que elas podem abrir”, afirma. Além disso, o professor também vê como outro ponto positivo já citado, a tendência de as universidades utilizarem esses resultados para compor a aprovação dos estudantes nos seus cursos universitários. “Seguindo o modelo americano, de renomadas universidades, que já têm praticado isso há muitos anos, como MIT, Harvard, Princeton, Stanford, Yale, importantes universidades brasileiras também estão seguindo esse caminho, como USP, Unicamp e UNESP. Em vagas olímpicas, por vezes, estudantes medalhistas não precisam nem mesmo prestar vestibular. Há pouco tempo, a FGV passou a oferecer bolsas de estudos para os vencedores da Olimpíada Brasileira de Economia. Inspirados por essas grandes universidades, acredito que outras possam adotar também vagas olímpicas. A Unicamp, em especial, é profundamente envolvida com a realização de diversas Olimpíadas Científicas, como a OBI (Olimpíada Brasileira de Informática), ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil), OMU (Olimpíada de Matemática da Unicamp) e TVQ (Torneio Virtual de Química)”, revela. Colégio traz aulas semanais No Núcleo de Preparação Olímpica, o Planck oferece aulas semanais de matemática, física, astronomia, robótica, química e xadrez. Além disso, também traz aulas de economia, história e biologia, em épocas mais próximas às provas dessas competições. Outra preparação importante são os simulados, que também permitem que os estudantes treinem seus conhecimentos, tempo e controle emocional para as provas que são realizadas nas Olimpíadas. Segundo o professor, a participação nas aulas e nas competições não é obrigatória. No geral, os estudantes que participam das Olimpíadas já entendem os inúmeros benefícios que esses torneios podem trazer. “É um caminho natural ter mais motivação para estudar ao perceber bons resultados aparecendo. Resultados que podem ser do próprio estudante ou de amigos. Ao perceber que pessoas ao seu redor conseguem e que não é necessário ser nenhum ‘gênio’, os estudantes tendem a ficar naturalmente encorajados a tentar também”, diz. Para o professor, o gostar de estudar pode ser desenvolvido em qualquer estudante que seja exposto à beleza do conhecimento, especialmente, no contexto olímpico, no qual são cultivados valores de amizade, determinação, esforço e recompensa. # Dica do Professor Fernando O professor, que costuma dizer que Olimpíadas são oportunidades, deixa um recado para os estudantes” “Se você procura oportunidades nas quais possa se desenvolver como ser humano, aumentar sua criatividade e capacidade de raciocínio, desenvolver novas amizades, conhecer novos lugares e abrir portas no mundo acadêmico e no mercado de trabalho, você precisa participar das Olimpíadas Científicas! São oportunidades muito ricas nas quais não se tem nada a perder, pelo contrário, tem-se muito a ganhar”, reforça.

Colégio traz aulas semanais

No Núcleo de Preparação Olímpica, o Planck oferece aulas semanais de matemática, física, astronomia, robótica, química e xadrez. Além disso, também traz aulas de economia, história e biologia, em épocas mais próximas às provas dessas competições. 

Outra preparação importante são os simulados, que também permitem que os estudantes treinem seus conhecimentos, tempo e controle emocional para as provas que são realizadas nas Olimpíadas.

Segundo o professor, a participação nas aulas e nas competições não é obrigatória. No geral, os estudantes que participam das Olimpíadas já entendem os inúmeros benefícios que esses torneios podem trazer. 

“É um caminho natural ter mais motivação para estudar ao perceber bons resultados aparecendo. Resultados que podem ser do próprio estudante ou de amigos. Ao perceber que pessoas ao seu redor conseguem e que não é necessário ser nenhum ‘gênio’, os estudantes tendem a ficar naturalmente encorajados a tentar também”, diz.

Para o professor, o gostar de estudar pode ser desenvolvido em qualquer estudante que seja exposto à beleza do conhecimento, especialmente, no contexto olímpico, no qual são cultivados valores de amizade, determinação, esforço e recompensa.

O estudante Ishan Matheus de Campos Unni, do Colégio Planck, faz parte da equipe vitoriosa da Olimpíada Internacional de Economia.
Prof. André entrega premiação a Ishan Unni; estudante venceu a Olimpíada Internacional de Economia; foto feita antes do isolamento
A importância da participação dos estudantes nas Olimpíadas de Conhecimento cresce cada vez mais. Além da ampliação de conhecimento, desenvolvimento de raciocínio e acréscimo de experiências, os estudantes agora também têm mais uma possibilidade de ingressar em cursos de graduação de algumas universidades. Coordenador do Programa Planck de Preparação Olímpica, o professor Fernando Saraiva revela os benefícios de participar dessas competições científicas. Olimpíadas do Conhecimento amplia visão do estudante A primeira olimpíada brasileira foi a de Matemática, criada em 1979. De lá para cá, diversas outras disciplinas criaram seus torneios de conhecimento, ampliando o leque para os estudantes testarem e ampliarem seus conhecimentos. A mais recente competição criada foi a OBECON (Olimpíada Brasileira de Economia), lançada em 2018. As Olimpíadas Científicas consistem na realização de provas que testam conhecimentos que vão bem além da sala de aula. Por isso, é fato que os estudantes que participam dessas competições abrem espaço para agregar uma gama bem maior de conteúdos e vivências, que vão além do estudo para o vestibular. Além disso, agora os estudantes premiados nas Olimpíadas também começam a ver essa participação como uma forma de ingressar na universidade. Exclusivamente para estudantes brasileiros que estavam concluindo o Ensino Médio, no ano passado, a USP já abriu 113 vagas em cursos de graduação para estudantes que se destacaram em Olimpíadas, a maioria em Ciências Exatas, mas também houve opção em Humanas e Biológicas, como Gestão de Políticas Públicas, Design, Farmácia, Ciências Biológicas e Biomédicas. A seleção foi efetuada a partir de um sistema de pontuação que teve como base a medalha obtida pelo estudante em cada competição. Benefícios de participar de Olimpíadas Para o professor, os benefícios que as olimpíadas do conhecimento trazem realmente são inúmeros, que passam também pelo desenvolvimento de novas amizades e ampliação da bagagem cultural. “Talvez, contraintuitivamente, a medalha em si, seja o menor dos prêmios. Estudantes que participam de olimpíadas podem ter oportunidades de viajar para novos lugares (até mesmo outros países), conhecer diversos estudantes que têm propósitos e valores semelhantes, desenvolver amizades e aumentar a própria cultura. Além disso, há todo o desenvolvimento socioemocional”, revela. Segundo o professor, outro benefício é que a participação em olimpíadas também contribui significativamente para a aprovação em universidades estrangeiras e nacionais de grande renome. Além de abrir as possibilidades de estudos para os estudantes em competições nacionais e levá-los a torneios internacionais, as Olimpíadas também podem abrir portas profissionais tanto para os premiados, como para os participantes. “No mercado de trabalho, também, diversas empresas valorizam conquistas olímpicas, por entender que, durante sua vida estudantil, aquele profissional buscava ir além do mínimo necessário, buscando se desenvolver pessoalmente com desafios estimulantes.” Desenvolvimento de habilidades socioemocionais Para o professor Fernando, participar de Olimpíadas pode ser, de fato, um grande potencializador do desenvolvimento de habilidades socioemocionais, por desenvolver a tolerância à frustração. “É extremamente comum um estudante ter resultados ruins, especialmente nas primeiras tentativas, devido ao fato de o nível dos conteúdos ser muito superior ao que é ensinado nas aulas regulares. Desde cedo, estudantes são levados a aprender que, para se tornarem bem-sucedidos, é necessário lidar com o fato de que, muitas vezes, o resultado esperado não virá na primeira tentativa”, diz. Para ele, associado ao aprimoramento dessa tolerância, o estudante também aprende a desenvolver perseverança, a curto e a longo prazo. “A curto prazo, ao perceber que, às vezes, precisará passar muitos minutos ou até mesmo horas, para resolver um único problema. A longo prazo, ao perceber que poderá levar anos para alcançar a tão sonhada medalha em alguma competição específica”, revela. Segundo o professor, há mais pontos positivos para o socioemocional: “É também comum que estudantes que participam de olimpíadas tenham a mente aberta ao novo e desenvolvam bastante a criatividade, na medida em que são constantemente expostos a problemas diferentes e inovadores, que não requerem apenas a mera aplicação de fórmulas e substituição de números, mas sim, uma significativa dose de criatividade e raciocínio abstrato”, revela. Núcleo de Preparação Olímpica do Planck O professor Fernando Saraiva vê com grande importância o fato de o Colégio Planck abrigar um núcleo dedicado às Olimpíadas do Conhecimento, por duas razões principais: preparação e inspiração. “Em geral, o nível dos conteúdos cobrados em competições científicas vai bem além daquele visto nas aulas regulares. Por isso, depender apenas do conteúdo programático do colégio para ter bons resultados nas Olimpíadas não é uma boa estratégia. Ter aulas com professores focados nos assuntos cobrados nas competições, e no nível em que eles são cobrados, faz total diferença para a obtenção de resultados positivos. Além disso, um núcleo dedicado exclusivamente às Olimpíadas do Conhecimento tem também como função constantemente divulgar as competições e reforçar para os alunos a importância de se preparar e de participar dessas oportunidades, tendo em vista as inúmeras portas que elas podem abrir”, afirma. Além disso, o professor também vê como outro ponto positivo já citado, a tendência de as universidades utilizarem esses resultados para compor a aprovação dos estudantes nos seus cursos universitários. “Seguindo o modelo americano, de renomadas universidades, que já têm praticado isso há muitos anos, como MIT, Harvard, Princeton, Stanford, Yale, importantes universidades brasileiras também estão seguindo esse caminho, como USP, Unicamp e UNESP. Em vagas olímpicas, por vezes, estudantes medalhistas não precisam nem mesmo prestar vestibular. Há pouco tempo, a FGV passou a oferecer bolsas de estudos para os vencedores da Olimpíada Brasileira de Economia. Inspirados por essas grandes universidades, acredito que outras possam adotar também vagas olímpicas. A Unicamp, em especial, é profundamente envolvida com a realização de diversas Olimpíadas Científicas, como a OBI (Olimpíada Brasileira de Informática), ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil), OMU (Olimpíada de Matemática da Unicamp) e TVQ (Torneio Virtual de Química)”, revela. Colégio traz aulas semanais No Núcleo de Preparação Olímpica, o Planck oferece aulas semanais de matemática, física, astronomia, robótica, química e xadrez. Além disso, também traz aulas de economia, história e biologia, em épocas mais próximas às provas dessas competições. Outra preparação importante são os simulados, que também permitem que os estudantes treinem seus conhecimentos, tempo e controle emocional para as provas que são realizadas nas Olimpíadas. Segundo o professor, a participação nas aulas e nas competições não é obrigatória. No geral, os estudantes que participam das Olimpíadas já entendem os inúmeros benefícios que esses torneios podem trazer. “É um caminho natural ter mais motivação para estudar ao perceber bons resultados aparecendo. Resultados que podem ser do próprio estudante ou de amigos. Ao perceber que pessoas ao seu redor conseguem e que não é necessário ser nenhum ‘gênio’, os estudantes tendem a ficar naturalmente encorajados a tentar também”, diz. Para o professor, o gostar de estudar pode ser desenvolvido em qualquer estudante que seja exposto à beleza do conhecimento, especialmente, no contexto olímpico, no qual são cultivados valores de amizade, determinação, esforço e recompensa. # Dica do Professor Fernando O professor, que costuma dizer que Olimpíadas são oportunidades, deixa um recado para os estudantes” “Se você procura oportunidades nas quais possa se desenvolver como ser humano, aumentar sua criatividade e capacidade de raciocínio, desenvolver novas amizades, conhecer novos lugares e abrir portas no mundo acadêmico e no mercado de trabalho, você precisa participar das Olimpíadas Científicas! São oportunidades muito ricas nas quais não se tem nada a perder, pelo contrário, tem-se muito a ganhar”, reforça. Principais Olimpíadas do Conhecimento OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica) OBF (Olimpíada Brasileira de Física) OBM (Olimpíada Brasileira de Matemática) OBI (Olimpíada Brasileira de Informática) OBQ (Olimpíada Brasileira de Química) OBB (Olimpíada Brasileira de Biologia) OBR (Olimpíada Brasileira de Robótica) OBECON (Olimpíada Brasileira de Economia) OBN (Olimpíada Brasileira de Neurociências) OBL (Olimpíada Brasileira de Linguística) OBQJr (Olimpíada Brasileira de Química Jr) ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil) OBSMA (Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente) OBC (Olimpíada Brasileira de Ciências) ONC (Olimpíada Nacional de Ciências) Olimpíada de Xadrez Olimpíada de Filosofia
Imagem realizada antes do isolamento
A importância da participação dos estudantes nas Olimpíadas de Conhecimento cresce cada vez mais. Além da ampliação de conhecimento, desenvolvimento de raciocínio e acréscimo de experiências, os estudantes agora também têm mais uma possibilidade de ingressar em cursos de graduação de algumas universidades. Coordenador do Programa Planck de Preparação Olímpica, o professor Fernando Saraiva revela os benefícios de participar dessas competições científicas. Olimpíadas do Conhecimento amplia visão do estudante A primeira olimpíada brasileira foi a de Matemática, criada em 1979. De lá para cá, diversas outras disciplinas criaram seus torneios de conhecimento, ampliando o leque para os estudantes testarem e ampliarem seus conhecimentos. A mais recente competição criada foi a OBECON (Olimpíada Brasileira de Economia), lançada em 2018. As Olimpíadas Científicas consistem na realização de provas que testam conhecimentos que vão bem além da sala de aula. Por isso, é fato que os estudantes que participam dessas competições abrem espaço para agregar uma gama bem maior de conteúdos e vivências, que vão além do estudo para o vestibular. Além disso, agora os estudantes premiados nas Olimpíadas também começam a ver essa participação como uma forma de ingressar na universidade. Exclusivamente para estudantes brasileiros que estavam concluindo o Ensino Médio, no ano passado, a USP já abriu 113 vagas em cursos de graduação para estudantes que se destacaram em Olimpíadas, a maioria em Ciências Exatas, mas também houve opção em Humanas e Biológicas, como Gestão de Políticas Públicas, Design, Farmácia, Ciências Biológicas e Biomédicas. A seleção foi efetuada a partir de um sistema de pontuação que teve como base a medalha obtida pelo estudante em cada competição. Benefícios de participar de Olimpíadas Para o professor, os benefícios que as olimpíadas do conhecimento trazem realmente são inúmeros, que passam também pelo desenvolvimento de novas amizades e ampliação da bagagem cultural. “Talvez, contraintuitivamente, a medalha em si, seja o menor dos prêmios. Estudantes que participam de olimpíadas podem ter oportunidades de viajar para novos lugares (até mesmo outros países), conhecer diversos estudantes que têm propósitos e valores semelhantes, desenvolver amizades e aumentar a própria cultura. Além disso, há todo o desenvolvimento socioemocional”, revela. Segundo o professor, outro benefício é que a participação em olimpíadas também contribui significativamente para a aprovação em universidades estrangeiras e nacionais de grande renome. Além de abrir as possibilidades de estudos para os estudantes em competições nacionais e levá-los a torneios internacionais, as Olimpíadas também podem abrir portas profissionais tanto para os premiados, como para os participantes. “No mercado de trabalho, também, diversas empresas valorizam conquistas olímpicas, por entender que, durante sua vida estudantil, aquele profissional buscava ir além do mínimo necessário, buscando se desenvolver pessoalmente com desafios estimulantes.” Desenvolvimento de habilidades socioemocionais Para o professor Fernando, participar de Olimpíadas pode ser, de fato, um grande potencializador do desenvolvimento de habilidades socioemocionais, por desenvolver a tolerância à frustração. “É extremamente comum um estudante ter resultados ruins, especialmente nas primeiras tentativas, devido ao fato de o nível dos conteúdos ser muito superior ao que é ensinado nas aulas regulares. Desde cedo, estudantes são levados a aprender que, para se tornarem bem-sucedidos, é necessário lidar com o fato de que, muitas vezes, o resultado esperado não virá na primeira tentativa”, diz. Para ele, associado ao aprimoramento dessa tolerância, o estudante também aprende a desenvolver perseverança, a curto e a longo prazo. “A curto prazo, ao perceber que, às vezes, precisará passar muitos minutos ou até mesmo horas, para resolver um único problema. A longo prazo, ao perceber que poderá levar anos para alcançar a tão sonhada medalha em alguma competição específica”, revela. Segundo o professor, há mais pontos positivos para o socioemocional: “É também comum que estudantes que participam de olimpíadas tenham a mente aberta ao novo e desenvolvam bastante a criatividade, na medida em que são constantemente expostos a problemas diferentes e inovadores, que não requerem apenas a mera aplicação de fórmulas e substituição de números, mas sim, uma significativa dose de criatividade e raciocínio abstrato”, revela. Núcleo de Preparação Olímpica do Planck O professor Fernando Saraiva vê com grande importância o fato de o Colégio Planck abrigar um núcleo dedicado às Olimpíadas do Conhecimento, por duas razões principais: preparação e inspiração. “Em geral, o nível dos conteúdos cobrados em competições científicas vai bem além daquele visto nas aulas regulares. Por isso, depender apenas do conteúdo programático do colégio para ter bons resultados nas Olimpíadas não é uma boa estratégia. Ter aulas com professores focados nos assuntos cobrados nas competições, e no nível em que eles são cobrados, faz total diferença para a obtenção de resultados positivos. Além disso, um núcleo dedicado exclusivamente às Olimpíadas do Conhecimento tem também como função constantemente divulgar as competições e reforçar para os alunos a importância de se preparar e de participar dessas oportunidades, tendo em vista as inúmeras portas que elas podem abrir”, afirma. Além disso, o professor também vê como outro ponto positivo já citado, a tendência de as universidades utilizarem esses resultados para compor a aprovação dos estudantes nos seus cursos universitários. “Seguindo o modelo americano, de renomadas universidades, que já têm praticado isso há muitos anos, como MIT, Harvard, Princeton, Stanford, Yale, importantes universidades brasileiras também estão seguindo esse caminho, como USP, Unicamp e UNESP. Em vagas olímpicas, por vezes, estudantes medalhistas não precisam nem mesmo prestar vestibular. Há pouco tempo, a FGV passou a oferecer bolsas de estudos para os vencedores da Olimpíada Brasileira de Economia. Inspirados por essas grandes universidades, acredito que outras possam adotar também vagas olímpicas. A Unicamp, em especial, é profundamente envolvida com a realização de diversas Olimpíadas Científicas, como a OBI (Olimpíada Brasileira de Informática), ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil), OMU (Olimpíada de Matemática da Unicamp) e TVQ (Torneio Virtual de Química)”, revela. Colégio traz aulas semanais No Núcleo de Preparação Olímpica, o Planck oferece aulas semanais de matemática, física, astronomia, robótica, química e xadrez. Além disso, também traz aulas de economia, história e biologia, em épocas mais próximas às provas dessas competições. Outra preparação importante são os simulados, que também permitem que os estudantes treinem seus conhecimentos, tempo e controle emocional para as provas que são realizadas nas Olimpíadas. Segundo o professor, a participação nas aulas e nas competições não é obrigatória. No geral, os estudantes que participam das Olimpíadas já entendem os inúmeros benefícios que esses torneios podem trazer. “É um caminho natural ter mais motivação para estudar ao perceber bons resultados aparecendo. Resultados que podem ser do próprio estudante ou de amigos. Ao perceber que pessoas ao seu redor conseguem e que não é necessário ser nenhum ‘gênio’, os estudantes tendem a ficar naturalmente encorajados a tentar também”, diz. Para o professor, o gostar de estudar pode ser desenvolvido em qualquer estudante que seja exposto à beleza do conhecimento, especialmente, no contexto olímpico, no qual são cultivados valores de amizade, determinação, esforço e recompensa. # Dica do Professor Fernando O professor, que costuma dizer que Olimpíadas são oportunidades, deixa um recado para os estudantes” “Se você procura oportunidades nas quais possa se desenvolver como ser humano, aumentar sua criatividade e capacidade de raciocínio, desenvolver novas amizades, conhecer novos lugares e abrir portas no mundo acadêmico e no mercado de trabalho, você precisa participar das Olimpíadas Científicas! São oportunidades muito ricas nas quais não se tem nada a perder, pelo contrário, tem-se muito a ganhar”, reforça. Principais Olimpíadas do Conhecimento OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica) OBF (Olimpíada Brasileira de Física) OBM (Olimpíada Brasileira de Matemática) OBI (Olimpíada Brasileira de Informática) OBQ (Olimpíada Brasileira de Química) OBB (Olimpíada Brasileira de Biologia) OBR (Olimpíada Brasileira de Robótica) OBECON (Olimpíada Brasileira de Economia) OBN (Olimpíada Brasileira de Neurociências) OBL (Olimpíada Brasileira de Linguística) OBQJr (Olimpíada Brasileira de Química Jr) ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil) OBSMA (Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente) OBC (Olimpíada Brasileira de Ciências) ONC (Olimpíada Nacional de Ciências) Olimpíada de Xadrez Olimpíada de Filosofia
Imagem realizada antes do isolamento

# Dica do Professor Fernando

O professor, que costuma dizer que Olimpíadas são oportunidades, deixa um recado para os estudantes” 

“Se você procura oportunidades nas quais possa se desenvolver como ser humano, aumentar sua criatividade e capacidade de raciocínio, desenvolver novas amizades, conhecer novos lugares e abrir portas no mundo acadêmico e no mercado de trabalho, você precisa participar das Olimpíadas Científicas! São oportunidades muito ricas nas quais não se tem nada a perder, pelo contrário, tem-se muito a ganhar”, reforça.

Principais Olimpíadas do Conhecimento

  • OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica)
  • OBF (Olimpíada Brasileira de Física)
  • OBM (Olimpíada Brasileira de Matemática)
  • OBI (Olimpíada Brasileira de Informática)
  • OBQ (Olimpíada Brasileira de Química)
  • OBB (Olimpíada Brasileira de Biologia)
  • OBR (Olimpíada Brasileira de Robótica)
  • OBECON (Olimpíada Brasileira de Economia)
  • OBN (Olimpíada Brasileira de Neurociências)
  • OBL (Olimpíada Brasileira de Linguística)
  • OBQJr (Olimpíada Brasileira de Química Jr)
  • ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil)
  • OBSMA (Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente)
  • OBC (Olimpíada Brasileira de Ciências)
  • ONC (Olimpíada Nacional de Ciências)
  • Olimpíada de Xadrez
  • Olimpíada de Filosofia

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A Robótica é uma disciplina que agrega grande valor à vivência de cada participante porque estimula a criatividade, experimentação, trabalho em equipe e pensamento lógico. Entenda por que essa matéria tem sido fundamental na Educação até mesmo para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Principais funções da Robótica na Educação A robótica pode ser explicada como uma série de procedimentos que levam à criação de uma máquina ou mecanismo eletromecânico que é capaz de realizar tarefas a partir de um conjunto de instruções pré-programadas. Em setores como a medicina, indústria e atendimento online, já se desenvolve há tempos, porém, também percebeu-se que é uma poderosa ferramenta de aprendizagem. No Colégio Planck, o Professor Paulo Henrique Pereira, responsável pela atividade de Robótica, afirma que a matéria está alinhada com as competências gerais da BNCC. “A Robótica é um espaço propício para desenvolver as competências 4 e 5, pois além da linguagem diferente, a tecnologia também é empregada para a resolução de problemas”, revela. 10 Competências Gerais da Base Nacional Comum 1 - Conhecimento 2 - Pensamento científico, crítico e criativo 3 - Repertório Cultural 4 - Comunicação 5 - Cultural Digital 6 - Trabalho e projeto de vida 7 - Argumentação 8 - Autoconhecimento e autocuidado 9 - Empatia e cooperação 10 - Responsabilidade e Cidadania A BNCC reconhece a tecnologia na formação dos estudantes e estimula que eles dominem o universo digital, por isso, para a competência Cultural Digital, reforça esse papel: “ Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares), para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva”, diz o documento. Papel da robótica no desenvolvimento de habilidades socioemocionais Segundo o professor, no que se refere aos aspectos socioemocionais, por se tratar de um processo de resolução de problemas em equipe, a Robótica desenvolve principalmente o pensamento criativo e científico, a tolerância ao estresse e à frustração, o foco e a organização, a assertividade e a confiança. Porém, reforça o grande papel da disciplina no desenvolvimento da criatividade. “A criatividade é indispensável no processo, pois possibilita conexões entre as diversas áreas do conhecimento visando o objetivo desejado pelo aluno, tornando o processo ainda mais significativo.”, diz. Todas essas habilidades socioemocionais são reforçadas também pela Cultura Maker, que está inserida no DNA do Planck, com a grande contribuição do laboratório Design Maker, que também incentiva a criação. “A cultura maker está bastante presente no Colégio. Então, com as aulas de Robótica não é diferente, o estudante é convidado a desenvolver conhecimentos e habilidades estimulado por um problema que precisa de solução.” Robótica favorece o aprendizado de outras áreas de conhecimento? Segundo o professor, como a Robótica é composta por um conjunto de ferramentas e habilidades que se colocam a serviço da resolução de um problema, é neste ponto que as outras áreas do conhecimento entram no processo, pois a solução exigirá do estudante que use seu conhecimento prévio ou que pesquise conteúdos de outras disciplinas. Além disso, conhecimentos de matemática e física são diretamente necessários para o uso e compreensão da tecnologia empregada. Além de estar dentro do Núcleo de Tecnologia, que também inclui a disciplina de Programação, a Robótica também integra o Programa Planck de Preparação Olímpica (P3O), oferecendo a oportunidade do estudante se preparar para participar de competições. Benefícios de inserir o estudante na Robótica: Estímulo do aprendizado de matemática, física e inglês Estímulo do raciocínio lógico Desenvolvimento da criatividade Melhoria na organização de pensamentos e ações Estimula o desenvolvimento de aptidões Desenvolve habilidades para resolução de problemas Conclusão Em uma cultura cada vez mais digital, a Robótica é também uma forma muito estimulante de preparar os estudantes para um melhor desempenho de seus papéis profissionais no futuro. Percebe-se que a disciplina vai bem além do que se vê na ficção científica, porque ensina habilidades fundamentais em qualquer setor da vida.

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