Benefícios das Olimpíadas do Conhecimento para os Estudantes

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Benefícios das Olimpíadas do Conhecimento para os Estudantes

A importância da participação dos estudantes nas Olimpíadas de Conhecimento cresce cada vez mais. Além da ampliação de conhecimento, desenvolvimento de raciocínio e acréscimo de experiências, os estudantes agora também têm mais uma possibilidade de ingressar em cursos de graduação de algumas universidades.

Coordenador do Programa Planck de Preparação Olímpica, o professor Fernando Saraiva revela os benefícios de participar dessas competições científicas.

Olimpíadas do Conhecimento amplia visão do estudante

A primeira olimpíada brasileira foi a de Matemática, criada em 1979. De lá para cá, diversas outras disciplinas criaram seus torneios de conhecimento, ampliando o leque para os estudantes testarem e ampliarem seus conhecimentos. A mais recente competição criada foi a OBECON (Olimpíada Brasileira de Economia), lançada em 2018.

As Olimpíadas Científicas consistem na realização de provas que testam conhecimentos que vão bem além da sala de aula. Por isso, é fato que os estudantes que participam dessas competições abrem espaço para agregar uma gama bem maior de conteúdos e vivências, que vão além do estudo para o vestibular.

Além disso, agora os estudantes premiados nas Olimpíadas também começam a ver essa participação como uma forma de ingressar na universidade.

Exclusivamente para estudantes brasileiros que estavam concluindo o Ensino Médio, no ano passado, a USP já abriu 113 vagas em cursos de graduação para estudantes que se destacaram em Olimpíadas, a maioria em Ciências Exatas, mas também houve opção em Humanas e Biológicas, como Gestão de Políticas Públicas,  Design, Farmácia, Ciências Biológicas e Biomédicas.

A seleção foi efetuada a partir de um sistema de pontuação que teve como base a medalha obtida pelo estudante em cada competição.

Benefícios de participar de Olimpíadas

Para o professor, os benefícios que as olimpíadas do conhecimento trazem realmente são inúmeros, que passam também pelo desenvolvimento de novas amizades e ampliação da bagagem cultural. 

“Talvez, contraintuitivamente, a medalha em si, seja o menor dos prêmios. Estudantes que participam de olimpíadas podem ter oportunidades de viajar para novos lugares (até mesmo outros países), conhecer diversos estudantes que têm propósitos e valores semelhantes, desenvolver amizades e aumentar a própria cultura. Além disso, há todo o desenvolvimento socioemocional”, revela.

Segundo o professor, outro benefício é que a participação em olimpíadas também contribui significativamente para a aprovação em universidades estrangeiras e nacionais de grande renome.

Além de abrir as possibilidades de estudos para os estudantes em competições nacionais e levá-los a torneios internacionais, as Olimpíadas também podem abrir portas profissionais tanto para os premiados, como para os participantes.

“No mercado de trabalho, também, diversas empresas valorizam conquistas olímpicas, por entender que, durante sua vida estudantil, aquele profissional buscava ir além do mínimo necessário, buscando se desenvolver pessoalmente com desafios estimulantes.”

A importância da participação dos estudantes nas Olimpíadas de Conhecimento cresce cada vez mais. Além da ampliação de conhecimento, desenvolvimento de raciocínio e acréscimo de experiências, os estudantes agora também têm mais uma possibilidade de ingressar em cursos de graduação de algumas universidades. Coordenador do Programa Planck de Preparação Olímpica, o professor Fernando Saraiva revela os benefícios de participar dessas competições científicas. Olimpíadas do Conhecimento amplia visão do estudante A primeira olimpíada brasileira foi a de Matemática, criada em 1979. De lá para cá, diversas outras disciplinas criaram seus torneios de conhecimento, ampliando o leque para os estudantes testarem e ampliarem seus conhecimentos. A mais recente competição criada foi a OBECON (Olimpíada Brasileira de Economia), lançada em 2018. As Olimpíadas Científicas consistem na realização de provas que testam conhecimentos que vão bem além da sala de aula. Por isso, é fato que os estudantes que participam dessas competições abrem espaço para agregar uma gama bem maior de conteúdos e vivências, que vão além do estudo para o vestibular. Além disso, agora os estudantes premiados nas Olimpíadas também começam a ver essa participação como uma forma de ingressar na universidade. Exclusivamente para estudantes brasileiros que estavam concluindo o Ensino Médio, no ano passado, a USP já abriu 113 vagas em cursos de graduação para estudantes que se destacaram em Olimpíadas, a maioria em Ciências Exatas, mas também houve opção em Humanas e Biológicas, como Gestão de Políticas Públicas, Design, Farmácia, Ciências Biológicas e Biomédicas. A seleção foi efetuada a partir de um sistema de pontuação que teve como base a medalha obtida pelo estudante em cada competição. Benefícios de participar de Olimpíadas Para o professor, os benefícios que as olimpíadas do conhecimento trazem realmente são inúmeros, que passam também pelo desenvolvimento de novas amizades e ampliação da bagagem cultural. “Talvez, contraintuitivamente, a medalha em si, seja o menor dos prêmios. Estudantes que participam de olimpíadas podem ter oportunidades de viajar para novos lugares (até mesmo outros países), conhecer diversos estudantes que têm propósitos e valores semelhantes, desenvolver amizades e aumentar a própria cultura. Além disso, há todo o desenvolvimento socioemocional”, revela. Segundo o professor, outro benefício é que a participação em olimpíadas também contribui significativamente para a aprovação em universidades estrangeiras e nacionais de grande renome. Além de abrir as possibilidades de estudos para os estudantes em competições nacionais e levá-los a torneios internacionais, as Olimpíadas também podem abrir portas profissionais tanto para os premiados, como para os participantes. “No mercado de trabalho, também, diversas empresas valorizam conquistas olímpicas, por entender que, durante sua vida estudantil, aquele profissional buscava ir além do mínimo necessário, buscando se desenvolver pessoalmente com desafios estimulantes.” Desenvolvimento de habilidades socioemocionais Para o professor Fernando, participar de Olimpíadas pode ser, de fato, um grande potencializador do desenvolvimento de habilidades socioemocionais, por desenvolver a tolerância à frustração. “É extremamente comum um estudante ter resultados ruins, especialmente nas primeiras tentativas, devido ao fato de o nível dos conteúdos ser muito superior ao que é ensinado nas aulas regulares. Desde cedo, estudantes são levados a aprender que, para se tornarem bem-sucedidos, é necessário lidar com o fato de que, muitas vezes, o resultado esperado não virá na primeira tentativa”, diz. Para ele, associado ao aprimoramento dessa tolerância, o estudante também aprende a desenvolver perseverança, a curto e a longo prazo. “A curto prazo, ao perceber que, às vezes, precisará passar muitos minutos ou até mesmo horas, para resolver um único problema. A longo prazo, ao perceber que poderá levar anos para alcançar a tão sonhada medalha em alguma competição específica”, revela. Segundo o professor, há mais pontos positivos para o socioemocional: “É também comum que estudantes que participam de olimpíadas tenham a mente aberta ao novo e desenvolvam bastante a criatividade, na medida em que são constantemente expostos a problemas diferentes e inovadores, que não requerem apenas a mera aplicação de fórmulas e substituição de números, mas sim, uma significativa dose de criatividade e raciocínio abstrato”, revela. Núcleo de Preparação Olímpica do Planck O professor Fernando Saraiva vê com grande importância o fato de o Colégio Planck abrigar um núcleo dedicado às Olimpíadas do Conhecimento, por duas razões principais: preparação e inspiração. “Em geral, o nível dos conteúdos cobrados em competições científicas vai bem além daquele visto nas aulas regulares. Por isso, depender apenas do conteúdo programático do colégio para ter bons resultados nas Olimpíadas não é uma boa estratégia. Ter aulas com professores focados nos assuntos cobrados nas competições, e no nível em que eles são cobrados, faz total diferença para a obtenção de resultados positivos. Além disso, um núcleo dedicado exclusivamente às Olimpíadas do Conhecimento tem também como função constantemente divulgar as competições e reforçar para os alunos a importância de se preparar e de participar dessas oportunidades, tendo em vista as inúmeras portas que elas podem abrir”, afirma. Além disso, o professor também vê como outro ponto positivo já citado, a tendência de as universidades utilizarem esses resultados para compor a aprovação dos estudantes nos seus cursos universitários. “Seguindo o modelo americano, de renomadas universidades, que já têm praticado isso há muitos anos, como MIT, Harvard, Princeton, Stanford, Yale, importantes universidades brasileiras também estão seguindo esse caminho, como USP, Unicamp e UNESP. Em vagas olímpicas, por vezes, estudantes medalhistas não precisam nem mesmo prestar vestibular. Há pouco tempo, a FGV passou a oferecer bolsas de estudos para os vencedores da Olimpíada Brasileira de Economia. Inspirados por essas grandes universidades, acredito que outras possam adotar também vagas olímpicas. A Unicamp, em especial, é profundamente envolvida com a realização de diversas Olimpíadas Científicas, como a OBI (Olimpíada Brasileira de Informática), ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil), OMU (Olimpíada de Matemática da Unicamp) e TVQ (Torneio Virtual de Química)”, revela. Colégio traz aulas semanais No Núcleo de Preparação Olímpica, o Planck oferece aulas semanais de matemática, física, astronomia, robótica, química e xadrez. Além disso, também traz aulas de economia, história e biologia, em épocas mais próximas às provas dessas competições. Outra preparação importante são os simulados, que também permitem que os estudantes treinem seus conhecimentos, tempo e controle emocional para as provas que são realizadas nas Olimpíadas. Segundo o professor, a participação nas aulas e nas competições não é obrigatória. No geral, os estudantes que participam das Olimpíadas já entendem os inúmeros benefícios que esses torneios podem trazer. “É um caminho natural ter mais motivação para estudar ao perceber bons resultados aparecendo. Resultados que podem ser do próprio estudante ou de amigos. Ao perceber que pessoas ao seu redor conseguem e que não é necessário ser nenhum ‘gênio’, os estudantes tendem a ficar naturalmente encorajados a tentar também”, diz. Para o professor, o gostar de estudar pode ser desenvolvido em qualquer estudante que seja exposto à beleza do conhecimento, especialmente, no contexto olímpico, no qual são cultivados valores de amizade, determinação, esforço e recompensa. # Dica do Professor Fernando O professor, que costuma dizer que Olimpíadas são oportunidades, deixa um recado para os estudantes” “Se você procura oportunidades nas quais possa se desenvolver como ser humano, aumentar sua criatividade e capacidade de raciocínio, desenvolver novas amizades, conhecer novos lugares e abrir portas no mundo acadêmico e no mercado de trabalho, você precisa participar das Olimpíadas Científicas! São oportunidades muito ricas nas quais não se tem nada a perder, pelo contrário, tem-se muito a ganhar”, reforça.

A importância da participação dos estudantes nas Olimpíadas de Conhecimento cresce cada vez mais. Além da ampliação de conhecimento, desenvolvimento de raciocínio e acréscimo de experiências, os estudantes agora também têm mais uma possibilidade de ingressar em cursos de graduação de algumas universidades. Coordenador do Programa Planck de Preparação Olímpica, o professor Fernando Saraiva revela os benefícios de participar dessas competições científicas. Olimpíadas do Conhecimento amplia visão do estudante A primeira olimpíada brasileira foi a de Matemática, criada em 1979. De lá para cá, diversas outras disciplinas criaram seus torneios de conhecimento, ampliando o leque para os estudantes testarem e ampliarem seus conhecimentos. A mais recente competição criada foi a OBECON (Olimpíada Brasileira de Economia), lançada em 2018. As Olimpíadas Científicas consistem na realização de provas que testam conhecimentos que vão bem além da sala de aula. Por isso, é fato que os estudantes que participam dessas competições abrem espaço para agregar uma gama bem maior de conteúdos e vivências, que vão além do estudo para o vestibular. Além disso, agora os estudantes premiados nas Olimpíadas também começam a ver essa participação como uma forma de ingressar na universidade. Exclusivamente para estudantes brasileiros que estavam concluindo o Ensino Médio, no ano passado, a USP já abriu 113 vagas em cursos de graduação para estudantes que se destacaram em Olimpíadas, a maioria em Ciências Exatas, mas também houve opção em Humanas e Biológicas, como Gestão de Políticas Públicas, Design, Farmácia, Ciências Biológicas e Biomédicas. A seleção foi efetuada a partir de um sistema de pontuação que teve como base a medalha obtida pelo estudante em cada competição. Benefícios de participar de Olimpíadas Para o professor, os benefícios que as olimpíadas do conhecimento trazem realmente são inúmeros, que passam também pelo desenvolvimento de novas amizades e ampliação da bagagem cultural. “Talvez, contraintuitivamente, a medalha em si, seja o menor dos prêmios. Estudantes que participam de olimpíadas podem ter oportunidades de viajar para novos lugares (até mesmo outros países), conhecer diversos estudantes que têm propósitos e valores semelhantes, desenvolver amizades e aumentar a própria cultura. Além disso, há todo o desenvolvimento socioemocional”, revela. Segundo o professor, outro benefício é que a participação em olimpíadas também contribui significativamente para a aprovação em universidades estrangeiras e nacionais de grande renome. Além de abrir as possibilidades de estudos para os estudantes em competições nacionais e levá-los a torneios internacionais, as Olimpíadas também podem abrir portas profissionais tanto para os premiados, como para os participantes. “No mercado de trabalho, também, diversas empresas valorizam conquistas olímpicas, por entender que, durante sua vida estudantil, aquele profissional buscava ir além do mínimo necessário, buscando se desenvolver pessoalmente com desafios estimulantes.” Desenvolvimento de habilidades socioemocionais Para o professor Fernando, participar de Olimpíadas pode ser, de fato, um grande potencializador do desenvolvimento de habilidades socioemocionais, por desenvolver a tolerância à frustração. “É extremamente comum um estudante ter resultados ruins, especialmente nas primeiras tentativas, devido ao fato de o nível dos conteúdos ser muito superior ao que é ensinado nas aulas regulares. Desde cedo, estudantes são levados a aprender que, para se tornarem bem-sucedidos, é necessário lidar com o fato de que, muitas vezes, o resultado esperado não virá na primeira tentativa”, diz. Para ele, associado ao aprimoramento dessa tolerância, o estudante também aprende a desenvolver perseverança, a curto e a longo prazo. “A curto prazo, ao perceber que, às vezes, precisará passar muitos minutos ou até mesmo horas, para resolver um único problema. A longo prazo, ao perceber que poderá levar anos para alcançar a tão sonhada medalha em alguma competição específica”, revela. Segundo o professor, há mais pontos positivos para o socioemocional: “É também comum que estudantes que participam de olimpíadas tenham a mente aberta ao novo e desenvolvam bastante a criatividade, na medida em que são constantemente expostos a problemas diferentes e inovadores, que não requerem apenas a mera aplicação de fórmulas e substituição de números, mas sim, uma significativa dose de criatividade e raciocínio abstrato”, revela. Núcleo de Preparação Olímpica do Planck O professor Fernando Saraiva vê com grande importância o fato de o Colégio Planck abrigar um núcleo dedicado às Olimpíadas do Conhecimento, por duas razões principais: preparação e inspiração. “Em geral, o nível dos conteúdos cobrados em competições científicas vai bem além daquele visto nas aulas regulares. Por isso, depender apenas do conteúdo programático do colégio para ter bons resultados nas Olimpíadas não é uma boa estratégia. Ter aulas com professores focados nos assuntos cobrados nas competições, e no nível em que eles são cobrados, faz total diferença para a obtenção de resultados positivos. Além disso, um núcleo dedicado exclusivamente às Olimpíadas do Conhecimento tem também como função constantemente divulgar as competições e reforçar para os alunos a importância de se preparar e de participar dessas oportunidades, tendo em vista as inúmeras portas que elas podem abrir”, afirma. Além disso, o professor também vê como outro ponto positivo já citado, a tendência de as universidades utilizarem esses resultados para compor a aprovação dos estudantes nos seus cursos universitários. “Seguindo o modelo americano, de renomadas universidades, que já têm praticado isso há muitos anos, como MIT, Harvard, Princeton, Stanford, Yale, importantes universidades brasileiras também estão seguindo esse caminho, como USP, Unicamp e UNESP. Em vagas olímpicas, por vezes, estudantes medalhistas não precisam nem mesmo prestar vestibular. Há pouco tempo, a FGV passou a oferecer bolsas de estudos para os vencedores da Olimpíada Brasileira de Economia. Inspirados por essas grandes universidades, acredito que outras possam adotar também vagas olímpicas. A Unicamp, em especial, é profundamente envolvida com a realização de diversas Olimpíadas Científicas, como a OBI (Olimpíada Brasileira de Informática), ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil), OMU (Olimpíada de Matemática da Unicamp) e TVQ (Torneio Virtual de Química)”, revela. Colégio traz aulas semanais No Núcleo de Preparação Olímpica, o Planck oferece aulas semanais de matemática, física, astronomia, robótica, química e xadrez. Além disso, também traz aulas de economia, história e biologia, em épocas mais próximas às provas dessas competições. Outra preparação importante são os simulados, que também permitem que os estudantes treinem seus conhecimentos, tempo e controle emocional para as provas que são realizadas nas Olimpíadas. Segundo o professor, a participação nas aulas e nas competições não é obrigatória. No geral, os estudantes que participam das Olimpíadas já entendem os inúmeros benefícios que esses torneios podem trazer. “É um caminho natural ter mais motivação para estudar ao perceber bons resultados aparecendo. Resultados que podem ser do próprio estudante ou de amigos. Ao perceber que pessoas ao seu redor conseguem e que não é necessário ser nenhum ‘gênio’, os estudantes tendem a ficar naturalmente encorajados a tentar também”, diz. Para o professor, o gostar de estudar pode ser desenvolvido em qualquer estudante que seja exposto à beleza do conhecimento, especialmente, no contexto olímpico, no qual são cultivados valores de amizade, determinação, esforço e recompensa. # Dica do Professor Fernando O professor, que costuma dizer que Olimpíadas são oportunidades, deixa um recado para os estudantes” “Se você procura oportunidades nas quais possa se desenvolver como ser humano, aumentar sua criatividade e capacidade de raciocínio, desenvolver novas amizades, conhecer novos lugares e abrir portas no mundo acadêmico e no mercado de trabalho, você precisa participar das Olimpíadas Científicas! São oportunidades muito ricas nas quais não se tem nada a perder, pelo contrário, tem-se muito a ganhar”, reforça.

A importância da participação dos estudantes nas Olimpíadas de Conhecimento cresce cada vez mais. Além da ampliação de conhecimento, desenvolvimento de raciocínio e acréscimo de experiências, os estudantes agora também têm mais uma possibilidade de ingressar em cursos de graduação de algumas universidades. Coordenador do Programa Planck de Preparação Olímpica, o professor Fernando Saraiva revela os benefícios de participar dessas competições científicas. Olimpíadas do Conhecimento amplia visão do estudante A primeira olimpíada brasileira foi a de Matemática, criada em 1979. De lá para cá, diversas outras disciplinas criaram seus torneios de conhecimento, ampliando o leque para os estudantes testarem e ampliarem seus conhecimentos. A mais recente competição criada foi a OBECON (Olimpíada Brasileira de Economia), lançada em 2018. As Olimpíadas Científicas consistem na realização de provas que testam conhecimentos que vão bem além da sala de aula. Por isso, é fato que os estudantes que participam dessas competições abrem espaço para agregar uma gama bem maior de conteúdos e vivências, que vão além do estudo para o vestibular. Além disso, agora os estudantes premiados nas Olimpíadas também começam a ver essa participação como uma forma de ingressar na universidade. Exclusivamente para estudantes brasileiros que estavam concluindo o Ensino Médio, no ano passado, a USP já abriu 113 vagas em cursos de graduação para estudantes que se destacaram em Olimpíadas, a maioria em Ciências Exatas, mas também houve opção em Humanas e Biológicas, como Gestão de Políticas Públicas, Design, Farmácia, Ciências Biológicas e Biomédicas. A seleção foi efetuada a partir de um sistema de pontuação que teve como base a medalha obtida pelo estudante em cada competição. Benefícios de participar de Olimpíadas Para o professor, os benefícios que as olimpíadas do conhecimento trazem realmente são inúmeros, que passam também pelo desenvolvimento de novas amizades e ampliação da bagagem cultural. “Talvez, contraintuitivamente, a medalha em si, seja o menor dos prêmios. Estudantes que participam de olimpíadas podem ter oportunidades de viajar para novos lugares (até mesmo outros países), conhecer diversos estudantes que têm propósitos e valores semelhantes, desenvolver amizades e aumentar a própria cultura. Além disso, há todo o desenvolvimento socioemocional”, revela. Segundo o professor, outro benefício é que a participação em olimpíadas também contribui significativamente para a aprovação em universidades estrangeiras e nacionais de grande renome. Além de abrir as possibilidades de estudos para os estudantes em competições nacionais e levá-los a torneios internacionais, as Olimpíadas também podem abrir portas profissionais tanto para os premiados, como para os participantes. “No mercado de trabalho, também, diversas empresas valorizam conquistas olímpicas, por entender que, durante sua vida estudantil, aquele profissional buscava ir além do mínimo necessário, buscando se desenvolver pessoalmente com desafios estimulantes.” Desenvolvimento de habilidades socioemocionais Para o professor Fernando, participar de Olimpíadas pode ser, de fato, um grande potencializador do desenvolvimento de habilidades socioemocionais, por desenvolver a tolerância à frustração. “É extremamente comum um estudante ter resultados ruins, especialmente nas primeiras tentativas, devido ao fato de o nível dos conteúdos ser muito superior ao que é ensinado nas aulas regulares. Desde cedo, estudantes são levados a aprender que, para se tornarem bem-sucedidos, é necessário lidar com o fato de que, muitas vezes, o resultado esperado não virá na primeira tentativa”, diz. Para ele, associado ao aprimoramento dessa tolerância, o estudante também aprende a desenvolver perseverança, a curto e a longo prazo. “A curto prazo, ao perceber que, às vezes, precisará passar muitos minutos ou até mesmo horas, para resolver um único problema. A longo prazo, ao perceber que poderá levar anos para alcançar a tão sonhada medalha em alguma competição específica”, revela. Segundo o professor, há mais pontos positivos para o socioemocional: “É também comum que estudantes que participam de olimpíadas tenham a mente aberta ao novo e desenvolvam bastante a criatividade, na medida em que são constantemente expostos a problemas diferentes e inovadores, que não requerem apenas a mera aplicação de fórmulas e substituição de números, mas sim, uma significativa dose de criatividade e raciocínio abstrato”, revela. Núcleo de Preparação Olímpica do Planck O professor Fernando Saraiva vê com grande importância o fato de o Colégio Planck abrigar um núcleo dedicado às Olimpíadas do Conhecimento, por duas razões principais: preparação e inspiração. “Em geral, o nível dos conteúdos cobrados em competições científicas vai bem além daquele visto nas aulas regulares. Por isso, depender apenas do conteúdo programático do colégio para ter bons resultados nas Olimpíadas não é uma boa estratégia. Ter aulas com professores focados nos assuntos cobrados nas competições, e no nível em que eles são cobrados, faz total diferença para a obtenção de resultados positivos. Além disso, um núcleo dedicado exclusivamente às Olimpíadas do Conhecimento tem também como função constantemente divulgar as competições e reforçar para os alunos a importância de se preparar e de participar dessas oportunidades, tendo em vista as inúmeras portas que elas podem abrir”, afirma. Além disso, o professor também vê como outro ponto positivo já citado, a tendência de as universidades utilizarem esses resultados para compor a aprovação dos estudantes nos seus cursos universitários. “Seguindo o modelo americano, de renomadas universidades, que já têm praticado isso há muitos anos, como MIT, Harvard, Princeton, Stanford, Yale, importantes universidades brasileiras também estão seguindo esse caminho, como USP, Unicamp e UNESP. Em vagas olímpicas, por vezes, estudantes medalhistas não precisam nem mesmo prestar vestibular. Há pouco tempo, a FGV passou a oferecer bolsas de estudos para os vencedores da Olimpíada Brasileira de Economia. Inspirados por essas grandes universidades, acredito que outras possam adotar também vagas olímpicas. A Unicamp, em especial, é profundamente envolvida com a realização de diversas Olimpíadas Científicas, como a OBI (Olimpíada Brasileira de Informática), ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil), OMU (Olimpíada de Matemática da Unicamp) e TVQ (Torneio Virtual de Química)”, revela. Colégio traz aulas semanais No Núcleo de Preparação Olímpica, o Planck oferece aulas semanais de matemática, física, astronomia, robótica, química e xadrez. Além disso, também traz aulas de economia, história e biologia, em épocas mais próximas às provas dessas competições. Outra preparação importante são os simulados, que também permitem que os estudantes treinem seus conhecimentos, tempo e controle emocional para as provas que são realizadas nas Olimpíadas. Segundo o professor, a participação nas aulas e nas competições não é obrigatória. No geral, os estudantes que participam das Olimpíadas já entendem os inúmeros benefícios que esses torneios podem trazer. “É um caminho natural ter mais motivação para estudar ao perceber bons resultados aparecendo. Resultados que podem ser do próprio estudante ou de amigos. Ao perceber que pessoas ao seu redor conseguem e que não é necessário ser nenhum ‘gênio’, os estudantes tendem a ficar naturalmente encorajados a tentar também”, diz. Para o professor, o gostar de estudar pode ser desenvolvido em qualquer estudante que seja exposto à beleza do conhecimento, especialmente, no contexto olímpico, no qual são cultivados valores de amizade, determinação, esforço e recompensa. # Dica do Professor Fernando O professor, que costuma dizer que Olimpíadas são oportunidades, deixa um recado para os estudantes” “Se você procura oportunidades nas quais possa se desenvolver como ser humano, aumentar sua criatividade e capacidade de raciocínio, desenvolver novas amizades, conhecer novos lugares e abrir portas no mundo acadêmico e no mercado de trabalho, você precisa participar das Olimpíadas Científicas! São oportunidades muito ricas nas quais não se tem nada a perder, pelo contrário, tem-se muito a ganhar”, reforça.

Desenvolvimento de habilidades socioemocionais

Para o professor Fernando, participar de Olimpíadas pode ser, de fato, um grande potencializador do desenvolvimento de habilidades socioemocionais, por desenvolver a tolerância à frustração. 

“É extremamente comum um estudante ter resultados ruins, especialmente nas primeiras tentativas, devido ao fato de o nível dos conteúdos ser muito superior ao que é ensinado nas aulas regulares. Desde cedo, estudantes são levados a aprender que, para se tornarem bem-sucedidos, é necessário lidar com o fato de que, muitas vezes, o resultado esperado não virá na primeira tentativa”, diz.

Para ele, associado ao aprimoramento dessa tolerância, o estudante também aprende a desenvolver perseverança, a curto e a longo prazo. “A curto prazo, ao perceber que, às vezes, precisará passar muitos minutos ou até mesmo horas, para resolver um único problema. A longo prazo, ao perceber que poderá levar anos para alcançar a tão sonhada medalha em alguma competição específica”, revela.

Segundo o professor, há mais pontos positivos para o socioemocional: “É também comum que estudantes que participam de olimpíadas tenham a mente aberta ao novo e desenvolvam bastante a criatividade, na medida em que são constantemente expostos a problemas diferentes e inovadores, que não requerem apenas a mera aplicação de fórmulas e substituição de números, mas sim, uma significativa dose de criatividade e raciocínio abstrato”, revela.

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Núcleo de Preparação Olímpica do Planck

O professor Fernando Saraiva vê com grande importância o fato de o Colégio Planck abrigar um núcleo dedicado às Olimpíadas do Conhecimento, por duas razões principais: preparação e inspiração.

 “Em geral, o nível dos conteúdos cobrados em competições científicas vai bem além daquele visto nas aulas regulares. Por isso, depender apenas do conteúdo programático do colégio para ter bons resultados nas Olimpíadas não é uma boa estratégia. Ter aulas com professores focados nos assuntos cobrados nas competições, e no nível em que eles são cobrados, faz total diferença para a obtenção de resultados positivos. Além disso, um núcleo dedicado exclusivamente às Olimpíadas do Conhecimento tem também como função constantemente divulgar as competições e reforçar para os alunos a importância de se preparar e de participar dessas oportunidades, tendo em vista as inúmeras portas que elas podem abrir”, afirma.

Além disso, o professor também vê como outro ponto positivo já citado, a tendência de as universidades utilizarem esses resultados para compor a aprovação dos estudantes nos seus cursos universitários. 

“Seguindo o modelo americano, de renomadas universidades, que já têm praticado isso há muitos anos, como MIT, Harvard, Princeton, Stanford, Yale, importantes universidades brasileiras também estão seguindo esse caminho, como USP, Unicamp e UNESP. Em vagas olímpicas, por vezes, estudantes medalhistas não precisam nem mesmo prestar vestibular. Há pouco tempo, a FGV passou a oferecer bolsas de estudos para os vencedores da Olimpíada Brasileira de Economia. Inspirados por essas grandes universidades, acredito que outras possam adotar também vagas olímpicas. A Unicamp, em especial, é profundamente envolvida com a realização de diversas Olimpíadas Científicas, como a OBI (Olimpíada Brasileira de Informática), ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil), OMU (Olimpíada de Matemática da Unicamp) e TVQ (Torneio Virtual de Química)”,  revela.

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A importância da participação dos estudantes nas Olimpíadas de Conhecimento cresce cada vez mais. Além da ampliação de conhecimento, desenvolvimento de raciocínio e acréscimo de experiências, os estudantes agora também têm mais uma possibilidade de ingressar em cursos de graduação de algumas universidades. Coordenador do Programa Planck de Preparação Olímpica, o professor Fernando Saraiva revela os benefícios de participar dessas competições científicas. Olimpíadas do Conhecimento amplia visão do estudante A primeira olimpíada brasileira foi a de Matemática, criada em 1979. De lá para cá, diversas outras disciplinas criaram seus torneios de conhecimento, ampliando o leque para os estudantes testarem e ampliarem seus conhecimentos. A mais recente competição criada foi a OBECON (Olimpíada Brasileira de Economia), lançada em 2018. As Olimpíadas Científicas consistem na realização de provas que testam conhecimentos que vão bem além da sala de aula. Por isso, é fato que os estudantes que participam dessas competições abrem espaço para agregar uma gama bem maior de conteúdos e vivências, que vão além do estudo para o vestibular. Além disso, agora os estudantes premiados nas Olimpíadas também começam a ver essa participação como uma forma de ingressar na universidade. Exclusivamente para estudantes brasileiros que estavam concluindo o Ensino Médio, no ano passado, a USP já abriu 113 vagas em cursos de graduação para estudantes que se destacaram em Olimpíadas, a maioria em Ciências Exatas, mas também houve opção em Humanas e Biológicas, como Gestão de Políticas Públicas, Design, Farmácia, Ciências Biológicas e Biomédicas. A seleção foi efetuada a partir de um sistema de pontuação que teve como base a medalha obtida pelo estudante em cada competição. Benefícios de participar de Olimpíadas Para o professor, os benefícios que as olimpíadas do conhecimento trazem realmente são inúmeros, que passam também pelo desenvolvimento de novas amizades e ampliação da bagagem cultural. “Talvez, contraintuitivamente, a medalha em si, seja o menor dos prêmios. Estudantes que participam de olimpíadas podem ter oportunidades de viajar para novos lugares (até mesmo outros países), conhecer diversos estudantes que têm propósitos e valores semelhantes, desenvolver amizades e aumentar a própria cultura. Além disso, há todo o desenvolvimento socioemocional”, revela. Segundo o professor, outro benefício é que a participação em olimpíadas também contribui significativamente para a aprovação em universidades estrangeiras e nacionais de grande renome. Além de abrir as possibilidades de estudos para os estudantes em competições nacionais e levá-los a torneios internacionais, as Olimpíadas também podem abrir portas profissionais tanto para os premiados, como para os participantes. “No mercado de trabalho, também, diversas empresas valorizam conquistas olímpicas, por entender que, durante sua vida estudantil, aquele profissional buscava ir além do mínimo necessário, buscando se desenvolver pessoalmente com desafios estimulantes.” Desenvolvimento de habilidades socioemocionais Para o professor Fernando, participar de Olimpíadas pode ser, de fato, um grande potencializador do desenvolvimento de habilidades socioemocionais, por desenvolver a tolerância à frustração. “É extremamente comum um estudante ter resultados ruins, especialmente nas primeiras tentativas, devido ao fato de o nível dos conteúdos ser muito superior ao que é ensinado nas aulas regulares. Desde cedo, estudantes são levados a aprender que, para se tornarem bem-sucedidos, é necessário lidar com o fato de que, muitas vezes, o resultado esperado não virá na primeira tentativa”, diz. Para ele, associado ao aprimoramento dessa tolerância, o estudante também aprende a desenvolver perseverança, a curto e a longo prazo. “A curto prazo, ao perceber que, às vezes, precisará passar muitos minutos ou até mesmo horas, para resolver um único problema. A longo prazo, ao perceber que poderá levar anos para alcançar a tão sonhada medalha em alguma competição específica”, revela. Segundo o professor, há mais pontos positivos para o socioemocional: “É também comum que estudantes que participam de olimpíadas tenham a mente aberta ao novo e desenvolvam bastante a criatividade, na medida em que são constantemente expostos a problemas diferentes e inovadores, que não requerem apenas a mera aplicação de fórmulas e substituição de números, mas sim, uma significativa dose de criatividade e raciocínio abstrato”, revela. Núcleo de Preparação Olímpica do Planck O professor Fernando Saraiva vê com grande importância o fato de o Colégio Planck abrigar um núcleo dedicado às Olimpíadas do Conhecimento, por duas razões principais: preparação e inspiração. “Em geral, o nível dos conteúdos cobrados em competições científicas vai bem além daquele visto nas aulas regulares. Por isso, depender apenas do conteúdo programático do colégio para ter bons resultados nas Olimpíadas não é uma boa estratégia. Ter aulas com professores focados nos assuntos cobrados nas competições, e no nível em que eles são cobrados, faz total diferença para a obtenção de resultados positivos. Além disso, um núcleo dedicado exclusivamente às Olimpíadas do Conhecimento tem também como função constantemente divulgar as competições e reforçar para os alunos a importância de se preparar e de participar dessas oportunidades, tendo em vista as inúmeras portas que elas podem abrir”, afirma. Além disso, o professor também vê como outro ponto positivo já citado, a tendência de as universidades utilizarem esses resultados para compor a aprovação dos estudantes nos seus cursos universitários. “Seguindo o modelo americano, de renomadas universidades, que já têm praticado isso há muitos anos, como MIT, Harvard, Princeton, Stanford, Yale, importantes universidades brasileiras também estão seguindo esse caminho, como USP, Unicamp e UNESP. Em vagas olímpicas, por vezes, estudantes medalhistas não precisam nem mesmo prestar vestibular. Há pouco tempo, a FGV passou a oferecer bolsas de estudos para os vencedores da Olimpíada Brasileira de Economia. Inspirados por essas grandes universidades, acredito que outras possam adotar também vagas olímpicas. A Unicamp, em especial, é profundamente envolvida com a realização de diversas Olimpíadas Científicas, como a OBI (Olimpíada Brasileira de Informática), ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil), OMU (Olimpíada de Matemática da Unicamp) e TVQ (Torneio Virtual de Química)”, revela. Colégio traz aulas semanais No Núcleo de Preparação Olímpica, o Planck oferece aulas semanais de matemática, física, astronomia, robótica, química e xadrez. Além disso, também traz aulas de economia, história e biologia, em épocas mais próximas às provas dessas competições. Outra preparação importante são os simulados, que também permitem que os estudantes treinem seus conhecimentos, tempo e controle emocional para as provas que são realizadas nas Olimpíadas. Segundo o professor, a participação nas aulas e nas competições não é obrigatória. No geral, os estudantes que participam das Olimpíadas já entendem os inúmeros benefícios que esses torneios podem trazer. “É um caminho natural ter mais motivação para estudar ao perceber bons resultados aparecendo. Resultados que podem ser do próprio estudante ou de amigos. Ao perceber que pessoas ao seu redor conseguem e que não é necessário ser nenhum ‘gênio’, os estudantes tendem a ficar naturalmente encorajados a tentar também”, diz. Para o professor, o gostar de estudar pode ser desenvolvido em qualquer estudante que seja exposto à beleza do conhecimento, especialmente, no contexto olímpico, no qual são cultivados valores de amizade, determinação, esforço e recompensa. # Dica do Professor Fernando O professor, que costuma dizer que Olimpíadas são oportunidades, deixa um recado para os estudantes” “Se você procura oportunidades nas quais possa se desenvolver como ser humano, aumentar sua criatividade e capacidade de raciocínio, desenvolver novas amizades, conhecer novos lugares e abrir portas no mundo acadêmico e no mercado de trabalho, você precisa participar das Olimpíadas Científicas! São oportunidades muito ricas nas quais não se tem nada a perder, pelo contrário, tem-se muito a ganhar”, reforça.

A importância da participação dos estudantes nas Olimpíadas de Conhecimento cresce cada vez mais. Além da ampliação de conhecimento, desenvolvimento de raciocínio e acréscimo de experiências, os estudantes agora também têm mais uma possibilidade de ingressar em cursos de graduação de algumas universidades. Coordenador do Programa Planck de Preparação Olímpica, o professor Fernando Saraiva revela os benefícios de participar dessas competições científicas. Olimpíadas do Conhecimento amplia visão do estudante A primeira olimpíada brasileira foi a de Matemática, criada em 1979. De lá para cá, diversas outras disciplinas criaram seus torneios de conhecimento, ampliando o leque para os estudantes testarem e ampliarem seus conhecimentos. A mais recente competição criada foi a OBECON (Olimpíada Brasileira de Economia), lançada em 2018. As Olimpíadas Científicas consistem na realização de provas que testam conhecimentos que vão bem além da sala de aula. Por isso, é fato que os estudantes que participam dessas competições abrem espaço para agregar uma gama bem maior de conteúdos e vivências, que vão além do estudo para o vestibular. Além disso, agora os estudantes premiados nas Olimpíadas também começam a ver essa participação como uma forma de ingressar na universidade. Exclusivamente para estudantes brasileiros que estavam concluindo o Ensino Médio, no ano passado, a USP já abriu 113 vagas em cursos de graduação para estudantes que se destacaram em Olimpíadas, a maioria em Ciências Exatas, mas também houve opção em Humanas e Biológicas, como Gestão de Políticas Públicas, Design, Farmácia, Ciências Biológicas e Biomédicas. A seleção foi efetuada a partir de um sistema de pontuação que teve como base a medalha obtida pelo estudante em cada competição. Benefícios de participar de Olimpíadas Para o professor, os benefícios que as olimpíadas do conhecimento trazem realmente são inúmeros, que passam também pelo desenvolvimento de novas amizades e ampliação da bagagem cultural. “Talvez, contraintuitivamente, a medalha em si, seja o menor dos prêmios. Estudantes que participam de olimpíadas podem ter oportunidades de viajar para novos lugares (até mesmo outros países), conhecer diversos estudantes que têm propósitos e valores semelhantes, desenvolver amizades e aumentar a própria cultura. Além disso, há todo o desenvolvimento socioemocional”, revela. Segundo o professor, outro benefício é que a participação em olimpíadas também contribui significativamente para a aprovação em universidades estrangeiras e nacionais de grande renome. Além de abrir as possibilidades de estudos para os estudantes em competições nacionais e levá-los a torneios internacionais, as Olimpíadas também podem abrir portas profissionais tanto para os premiados, como para os participantes. “No mercado de trabalho, também, diversas empresas valorizam conquistas olímpicas, por entender que, durante sua vida estudantil, aquele profissional buscava ir além do mínimo necessário, buscando se desenvolver pessoalmente com desafios estimulantes.” Desenvolvimento de habilidades socioemocionais Para o professor Fernando, participar de Olimpíadas pode ser, de fato, um grande potencializador do desenvolvimento de habilidades socioemocionais, por desenvolver a tolerância à frustração. “É extremamente comum um estudante ter resultados ruins, especialmente nas primeiras tentativas, devido ao fato de o nível dos conteúdos ser muito superior ao que é ensinado nas aulas regulares. Desde cedo, estudantes são levados a aprender que, para se tornarem bem-sucedidos, é necessário lidar com o fato de que, muitas vezes, o resultado esperado não virá na primeira tentativa”, diz. Para ele, associado ao aprimoramento dessa tolerância, o estudante também aprende a desenvolver perseverança, a curto e a longo prazo. “A curto prazo, ao perceber que, às vezes, precisará passar muitos minutos ou até mesmo horas, para resolver um único problema. A longo prazo, ao perceber que poderá levar anos para alcançar a tão sonhada medalha em alguma competição específica”, revela. Segundo o professor, há mais pontos positivos para o socioemocional: “É também comum que estudantes que participam de olimpíadas tenham a mente aberta ao novo e desenvolvam bastante a criatividade, na medida em que são constantemente expostos a problemas diferentes e inovadores, que não requerem apenas a mera aplicação de fórmulas e substituição de números, mas sim, uma significativa dose de criatividade e raciocínio abstrato”, revela. Núcleo de Preparação Olímpica do Planck O professor Fernando Saraiva vê com grande importância o fato de o Colégio Planck abrigar um núcleo dedicado às Olimpíadas do Conhecimento, por duas razões principais: preparação e inspiração. “Em geral, o nível dos conteúdos cobrados em competições científicas vai bem além daquele visto nas aulas regulares. Por isso, depender apenas do conteúdo programático do colégio para ter bons resultados nas Olimpíadas não é uma boa estratégia. Ter aulas com professores focados nos assuntos cobrados nas competições, e no nível em que eles são cobrados, faz total diferença para a obtenção de resultados positivos. Além disso, um núcleo dedicado exclusivamente às Olimpíadas do Conhecimento tem também como função constantemente divulgar as competições e reforçar para os alunos a importância de se preparar e de participar dessas oportunidades, tendo em vista as inúmeras portas que elas podem abrir”, afirma. Além disso, o professor também vê como outro ponto positivo já citado, a tendência de as universidades utilizarem esses resultados para compor a aprovação dos estudantes nos seus cursos universitários. “Seguindo o modelo americano, de renomadas universidades, que já têm praticado isso há muitos anos, como MIT, Harvard, Princeton, Stanford, Yale, importantes universidades brasileiras também estão seguindo esse caminho, como USP, Unicamp e UNESP. Em vagas olímpicas, por vezes, estudantes medalhistas não precisam nem mesmo prestar vestibular. Há pouco tempo, a FGV passou a oferecer bolsas de estudos para os vencedores da Olimpíada Brasileira de Economia. Inspirados por essas grandes universidades, acredito que outras possam adotar também vagas olímpicas. A Unicamp, em especial, é profundamente envolvida com a realização de diversas Olimpíadas Científicas, como a OBI (Olimpíada Brasileira de Informática), ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil), OMU (Olimpíada de Matemática da Unicamp) e TVQ (Torneio Virtual de Química)”, revela. Colégio traz aulas semanais No Núcleo de Preparação Olímpica, o Planck oferece aulas semanais de matemática, física, astronomia, robótica, química e xadrez. Além disso, também traz aulas de economia, história e biologia, em épocas mais próximas às provas dessas competições. Outra preparação importante são os simulados, que também permitem que os estudantes treinem seus conhecimentos, tempo e controle emocional para as provas que são realizadas nas Olimpíadas. Segundo o professor, a participação nas aulas e nas competições não é obrigatória. No geral, os estudantes que participam das Olimpíadas já entendem os inúmeros benefícios que esses torneios podem trazer. “É um caminho natural ter mais motivação para estudar ao perceber bons resultados aparecendo. Resultados que podem ser do próprio estudante ou de amigos. Ao perceber que pessoas ao seu redor conseguem e que não é necessário ser nenhum ‘gênio’, os estudantes tendem a ficar naturalmente encorajados a tentar também”, diz. Para o professor, o gostar de estudar pode ser desenvolvido em qualquer estudante que seja exposto à beleza do conhecimento, especialmente, no contexto olímpico, no qual são cultivados valores de amizade, determinação, esforço e recompensa. # Dica do Professor Fernando O professor, que costuma dizer que Olimpíadas são oportunidades, deixa um recado para os estudantes” “Se você procura oportunidades nas quais possa se desenvolver como ser humano, aumentar sua criatividade e capacidade de raciocínio, desenvolver novas amizades, conhecer novos lugares e abrir portas no mundo acadêmico e no mercado de trabalho, você precisa participar das Olimpíadas Científicas! São oportunidades muito ricas nas quais não se tem nada a perder, pelo contrário, tem-se muito a ganhar”, reforça.

A importância da participação dos estudantes nas Olimpíadas de Conhecimento cresce cada vez mais. Além da ampliação de conhecimento, desenvolvimento de raciocínio e acréscimo de experiências, os estudantes agora também têm mais uma possibilidade de ingressar em cursos de graduação de algumas universidades. Coordenador do Programa Planck de Preparação Olímpica, o professor Fernando Saraiva revela os benefícios de participar dessas competições científicas. Olimpíadas do Conhecimento amplia visão do estudante A primeira olimpíada brasileira foi a de Matemática, criada em 1979. De lá para cá, diversas outras disciplinas criaram seus torneios de conhecimento, ampliando o leque para os estudantes testarem e ampliarem seus conhecimentos. A mais recente competição criada foi a OBECON (Olimpíada Brasileira de Economia), lançada em 2018. As Olimpíadas Científicas consistem na realização de provas que testam conhecimentos que vão bem além da sala de aula. Por isso, é fato que os estudantes que participam dessas competições abrem espaço para agregar uma gama bem maior de conteúdos e vivências, que vão além do estudo para o vestibular. Além disso, agora os estudantes premiados nas Olimpíadas também começam a ver essa participação como uma forma de ingressar na universidade. Exclusivamente para estudantes brasileiros que estavam concluindo o Ensino Médio, no ano passado, a USP já abriu 113 vagas em cursos de graduação para estudantes que se destacaram em Olimpíadas, a maioria em Ciências Exatas, mas também houve opção em Humanas e Biológicas, como Gestão de Políticas Públicas, Design, Farmácia, Ciências Biológicas e Biomédicas. A seleção foi efetuada a partir de um sistema de pontuação que teve como base a medalha obtida pelo estudante em cada competição. Benefícios de participar de Olimpíadas Para o professor, os benefícios que as olimpíadas do conhecimento trazem realmente são inúmeros, que passam também pelo desenvolvimento de novas amizades e ampliação da bagagem cultural. “Talvez, contraintuitivamente, a medalha em si, seja o menor dos prêmios. Estudantes que participam de olimpíadas podem ter oportunidades de viajar para novos lugares (até mesmo outros países), conhecer diversos estudantes que têm propósitos e valores semelhantes, desenvolver amizades e aumentar a própria cultura. Além disso, há todo o desenvolvimento socioemocional”, revela. Segundo o professor, outro benefício é que a participação em olimpíadas também contribui significativamente para a aprovação em universidades estrangeiras e nacionais de grande renome. Além de abrir as possibilidades de estudos para os estudantes em competições nacionais e levá-los a torneios internacionais, as Olimpíadas também podem abrir portas profissionais tanto para os premiados, como para os participantes. “No mercado de trabalho, também, diversas empresas valorizam conquistas olímpicas, por entender que, durante sua vida estudantil, aquele profissional buscava ir além do mínimo necessário, buscando se desenvolver pessoalmente com desafios estimulantes.” Desenvolvimento de habilidades socioemocionais Para o professor Fernando, participar de Olimpíadas pode ser, de fato, um grande potencializador do desenvolvimento de habilidades socioemocionais, por desenvolver a tolerância à frustração. “É extremamente comum um estudante ter resultados ruins, especialmente nas primeiras tentativas, devido ao fato de o nível dos conteúdos ser muito superior ao que é ensinado nas aulas regulares. Desde cedo, estudantes são levados a aprender que, para se tornarem bem-sucedidos, é necessário lidar com o fato de que, muitas vezes, o resultado esperado não virá na primeira tentativa”, diz. Para ele, associado ao aprimoramento dessa tolerância, o estudante também aprende a desenvolver perseverança, a curto e a longo prazo. “A curto prazo, ao perceber que, às vezes, precisará passar muitos minutos ou até mesmo horas, para resolver um único problema. A longo prazo, ao perceber que poderá levar anos para alcançar a tão sonhada medalha em alguma competição específica”, revela. Segundo o professor, há mais pontos positivos para o socioemocional: “É também comum que estudantes que participam de olimpíadas tenham a mente aberta ao novo e desenvolvam bastante a criatividade, na medida em que são constantemente expostos a problemas diferentes e inovadores, que não requerem apenas a mera aplicação de fórmulas e substituição de números, mas sim, uma significativa dose de criatividade e raciocínio abstrato”, revela. Núcleo de Preparação Olímpica do Planck O professor Fernando Saraiva vê com grande importância o fato de o Colégio Planck abrigar um núcleo dedicado às Olimpíadas do Conhecimento, por duas razões principais: preparação e inspiração. “Em geral, o nível dos conteúdos cobrados em competições científicas vai bem além daquele visto nas aulas regulares. Por isso, depender apenas do conteúdo programático do colégio para ter bons resultados nas Olimpíadas não é uma boa estratégia. Ter aulas com professores focados nos assuntos cobrados nas competições, e no nível em que eles são cobrados, faz total diferença para a obtenção de resultados positivos. Além disso, um núcleo dedicado exclusivamente às Olimpíadas do Conhecimento tem também como função constantemente divulgar as competições e reforçar para os alunos a importância de se preparar e de participar dessas oportunidades, tendo em vista as inúmeras portas que elas podem abrir”, afirma. Além disso, o professor também vê como outro ponto positivo já citado, a tendência de as universidades utilizarem esses resultados para compor a aprovação dos estudantes nos seus cursos universitários. “Seguindo o modelo americano, de renomadas universidades, que já têm praticado isso há muitos anos, como MIT, Harvard, Princeton, Stanford, Yale, importantes universidades brasileiras também estão seguindo esse caminho, como USP, Unicamp e UNESP. Em vagas olímpicas, por vezes, estudantes medalhistas não precisam nem mesmo prestar vestibular. Há pouco tempo, a FGV passou a oferecer bolsas de estudos para os vencedores da Olimpíada Brasileira de Economia. Inspirados por essas grandes universidades, acredito que outras possam adotar também vagas olímpicas. A Unicamp, em especial, é profundamente envolvida com a realização de diversas Olimpíadas Científicas, como a OBI (Olimpíada Brasileira de Informática), ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil), OMU (Olimpíada de Matemática da Unicamp) e TVQ (Torneio Virtual de Química)”, revela. Colégio traz aulas semanais No Núcleo de Preparação Olímpica, o Planck oferece aulas semanais de matemática, física, astronomia, robótica, química e xadrez. Além disso, também traz aulas de economia, história e biologia, em épocas mais próximas às provas dessas competições. Outra preparação importante são os simulados, que também permitem que os estudantes treinem seus conhecimentos, tempo e controle emocional para as provas que são realizadas nas Olimpíadas. Segundo o professor, a participação nas aulas e nas competições não é obrigatória. No geral, os estudantes que participam das Olimpíadas já entendem os inúmeros benefícios que esses torneios podem trazer. “É um caminho natural ter mais motivação para estudar ao perceber bons resultados aparecendo. Resultados que podem ser do próprio estudante ou de amigos. Ao perceber que pessoas ao seu redor conseguem e que não é necessário ser nenhum ‘gênio’, os estudantes tendem a ficar naturalmente encorajados a tentar também”, diz. Para o professor, o gostar de estudar pode ser desenvolvido em qualquer estudante que seja exposto à beleza do conhecimento, especialmente, no contexto olímpico, no qual são cultivados valores de amizade, determinação, esforço e recompensa. # Dica do Professor Fernando O professor, que costuma dizer que Olimpíadas são oportunidades, deixa um recado para os estudantes” “Se você procura oportunidades nas quais possa se desenvolver como ser humano, aumentar sua criatividade e capacidade de raciocínio, desenvolver novas amizades, conhecer novos lugares e abrir portas no mundo acadêmico e no mercado de trabalho, você precisa participar das Olimpíadas Científicas! São oportunidades muito ricas nas quais não se tem nada a perder, pelo contrário, tem-se muito a ganhar”, reforça.

Colégio traz aulas semanais

No Núcleo de Preparação Olímpica, o Planck oferece aulas semanais de matemática, física, astronomia, robótica, química e xadrez. Além disso, também traz aulas de economia, história e biologia, em épocas mais próximas às provas dessas competições. 

Outra preparação importante são os simulados, que também permitem que os estudantes treinem seus conhecimentos, tempo e controle emocional para as provas que são realizadas nas Olimpíadas.

Segundo o professor, a participação nas aulas e nas competições não é obrigatória. No geral, os estudantes que participam das Olimpíadas já entendem os inúmeros benefícios que esses torneios podem trazer. 

“É um caminho natural ter mais motivação para estudar ao perceber bons resultados aparecendo. Resultados que podem ser do próprio estudante ou de amigos. Ao perceber que pessoas ao seu redor conseguem e que não é necessário ser nenhum ‘gênio’, os estudantes tendem a ficar naturalmente encorajados a tentar também”, diz.

Para o professor, o gostar de estudar pode ser desenvolvido em qualquer estudante que seja exposto à beleza do conhecimento, especialmente, no contexto olímpico, no qual são cultivados valores de amizade, determinação, esforço e recompensa.

O estudante Ishan Matheus de Campos Unni, do Colégio Planck, faz parte da equipe vitoriosa da Olimpíada Internacional de Economia.
Prof. André entrega premiação a Ishan Unni; estudante venceu a Olimpíada Internacional de Economia; foto feita antes do isolamento
A importância da participação dos estudantes nas Olimpíadas de Conhecimento cresce cada vez mais. Além da ampliação de conhecimento, desenvolvimento de raciocínio e acréscimo de experiências, os estudantes agora também têm mais uma possibilidade de ingressar em cursos de graduação de algumas universidades. Coordenador do Programa Planck de Preparação Olímpica, o professor Fernando Saraiva revela os benefícios de participar dessas competições científicas. Olimpíadas do Conhecimento amplia visão do estudante A primeira olimpíada brasileira foi a de Matemática, criada em 1979. De lá para cá, diversas outras disciplinas criaram seus torneios de conhecimento, ampliando o leque para os estudantes testarem e ampliarem seus conhecimentos. A mais recente competição criada foi a OBECON (Olimpíada Brasileira de Economia), lançada em 2018. As Olimpíadas Científicas consistem na realização de provas que testam conhecimentos que vão bem além da sala de aula. Por isso, é fato que os estudantes que participam dessas competições abrem espaço para agregar uma gama bem maior de conteúdos e vivências, que vão além do estudo para o vestibular. Além disso, agora os estudantes premiados nas Olimpíadas também começam a ver essa participação como uma forma de ingressar na universidade. Exclusivamente para estudantes brasileiros que estavam concluindo o Ensino Médio, no ano passado, a USP já abriu 113 vagas em cursos de graduação para estudantes que se destacaram em Olimpíadas, a maioria em Ciências Exatas, mas também houve opção em Humanas e Biológicas, como Gestão de Políticas Públicas, Design, Farmácia, Ciências Biológicas e Biomédicas. A seleção foi efetuada a partir de um sistema de pontuação que teve como base a medalha obtida pelo estudante em cada competição. Benefícios de participar de Olimpíadas Para o professor, os benefícios que as olimpíadas do conhecimento trazem realmente são inúmeros, que passam também pelo desenvolvimento de novas amizades e ampliação da bagagem cultural. “Talvez, contraintuitivamente, a medalha em si, seja o menor dos prêmios. Estudantes que participam de olimpíadas podem ter oportunidades de viajar para novos lugares (até mesmo outros países), conhecer diversos estudantes que têm propósitos e valores semelhantes, desenvolver amizades e aumentar a própria cultura. Além disso, há todo o desenvolvimento socioemocional”, revela. Segundo o professor, outro benefício é que a participação em olimpíadas também contribui significativamente para a aprovação em universidades estrangeiras e nacionais de grande renome. Além de abrir as possibilidades de estudos para os estudantes em competições nacionais e levá-los a torneios internacionais, as Olimpíadas também podem abrir portas profissionais tanto para os premiados, como para os participantes. “No mercado de trabalho, também, diversas empresas valorizam conquistas olímpicas, por entender que, durante sua vida estudantil, aquele profissional buscava ir além do mínimo necessário, buscando se desenvolver pessoalmente com desafios estimulantes.” Desenvolvimento de habilidades socioemocionais Para o professor Fernando, participar de Olimpíadas pode ser, de fato, um grande potencializador do desenvolvimento de habilidades socioemocionais, por desenvolver a tolerância à frustração. “É extremamente comum um estudante ter resultados ruins, especialmente nas primeiras tentativas, devido ao fato de o nível dos conteúdos ser muito superior ao que é ensinado nas aulas regulares. Desde cedo, estudantes são levados a aprender que, para se tornarem bem-sucedidos, é necessário lidar com o fato de que, muitas vezes, o resultado esperado não virá na primeira tentativa”, diz. Para ele, associado ao aprimoramento dessa tolerância, o estudante também aprende a desenvolver perseverança, a curto e a longo prazo. “A curto prazo, ao perceber que, às vezes, precisará passar muitos minutos ou até mesmo horas, para resolver um único problema. A longo prazo, ao perceber que poderá levar anos para alcançar a tão sonhada medalha em alguma competição específica”, revela. Segundo o professor, há mais pontos positivos para o socioemocional: “É também comum que estudantes que participam de olimpíadas tenham a mente aberta ao novo e desenvolvam bastante a criatividade, na medida em que são constantemente expostos a problemas diferentes e inovadores, que não requerem apenas a mera aplicação de fórmulas e substituição de números, mas sim, uma significativa dose de criatividade e raciocínio abstrato”, revela. Núcleo de Preparação Olímpica do Planck O professor Fernando Saraiva vê com grande importância o fato de o Colégio Planck abrigar um núcleo dedicado às Olimpíadas do Conhecimento, por duas razões principais: preparação e inspiração. “Em geral, o nível dos conteúdos cobrados em competições científicas vai bem além daquele visto nas aulas regulares. Por isso, depender apenas do conteúdo programático do colégio para ter bons resultados nas Olimpíadas não é uma boa estratégia. Ter aulas com professores focados nos assuntos cobrados nas competições, e no nível em que eles são cobrados, faz total diferença para a obtenção de resultados positivos. Além disso, um núcleo dedicado exclusivamente às Olimpíadas do Conhecimento tem também como função constantemente divulgar as competições e reforçar para os alunos a importância de se preparar e de participar dessas oportunidades, tendo em vista as inúmeras portas que elas podem abrir”, afirma. Além disso, o professor também vê como outro ponto positivo já citado, a tendência de as universidades utilizarem esses resultados para compor a aprovação dos estudantes nos seus cursos universitários. “Seguindo o modelo americano, de renomadas universidades, que já têm praticado isso há muitos anos, como MIT, Harvard, Princeton, Stanford, Yale, importantes universidades brasileiras também estão seguindo esse caminho, como USP, Unicamp e UNESP. Em vagas olímpicas, por vezes, estudantes medalhistas não precisam nem mesmo prestar vestibular. Há pouco tempo, a FGV passou a oferecer bolsas de estudos para os vencedores da Olimpíada Brasileira de Economia. Inspirados por essas grandes universidades, acredito que outras possam adotar também vagas olímpicas. A Unicamp, em especial, é profundamente envolvida com a realização de diversas Olimpíadas Científicas, como a OBI (Olimpíada Brasileira de Informática), ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil), OMU (Olimpíada de Matemática da Unicamp) e TVQ (Torneio Virtual de Química)”, revela. Colégio traz aulas semanais No Núcleo de Preparação Olímpica, o Planck oferece aulas semanais de matemática, física, astronomia, robótica, química e xadrez. Além disso, também traz aulas de economia, história e biologia, em épocas mais próximas às provas dessas competições. Outra preparação importante são os simulados, que também permitem que os estudantes treinem seus conhecimentos, tempo e controle emocional para as provas que são realizadas nas Olimpíadas. Segundo o professor, a participação nas aulas e nas competições não é obrigatória. No geral, os estudantes que participam das Olimpíadas já entendem os inúmeros benefícios que esses torneios podem trazer. “É um caminho natural ter mais motivação para estudar ao perceber bons resultados aparecendo. Resultados que podem ser do próprio estudante ou de amigos. Ao perceber que pessoas ao seu redor conseguem e que não é necessário ser nenhum ‘gênio’, os estudantes tendem a ficar naturalmente encorajados a tentar também”, diz. Para o professor, o gostar de estudar pode ser desenvolvido em qualquer estudante que seja exposto à beleza do conhecimento, especialmente, no contexto olímpico, no qual são cultivados valores de amizade, determinação, esforço e recompensa. # Dica do Professor Fernando O professor, que costuma dizer que Olimpíadas são oportunidades, deixa um recado para os estudantes” “Se você procura oportunidades nas quais possa se desenvolver como ser humano, aumentar sua criatividade e capacidade de raciocínio, desenvolver novas amizades, conhecer novos lugares e abrir portas no mundo acadêmico e no mercado de trabalho, você precisa participar das Olimpíadas Científicas! São oportunidades muito ricas nas quais não se tem nada a perder, pelo contrário, tem-se muito a ganhar”, reforça. Principais Olimpíadas do Conhecimento OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica) OBF (Olimpíada Brasileira de Física) OBM (Olimpíada Brasileira de Matemática) OBI (Olimpíada Brasileira de Informática) OBQ (Olimpíada Brasileira de Química) OBB (Olimpíada Brasileira de Biologia) OBR (Olimpíada Brasileira de Robótica) OBECON (Olimpíada Brasileira de Economia) OBN (Olimpíada Brasileira de Neurociências) OBL (Olimpíada Brasileira de Linguística) OBQJr (Olimpíada Brasileira de Química Jr) ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil) OBSMA (Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente) OBC (Olimpíada Brasileira de Ciências) ONC (Olimpíada Nacional de Ciências) Olimpíada de Xadrez Olimpíada de Filosofia
Imagem realizada antes do isolamento
A importância da participação dos estudantes nas Olimpíadas de Conhecimento cresce cada vez mais. Além da ampliação de conhecimento, desenvolvimento de raciocínio e acréscimo de experiências, os estudantes agora também têm mais uma possibilidade de ingressar em cursos de graduação de algumas universidades. Coordenador do Programa Planck de Preparação Olímpica, o professor Fernando Saraiva revela os benefícios de participar dessas competições científicas. Olimpíadas do Conhecimento amplia visão do estudante A primeira olimpíada brasileira foi a de Matemática, criada em 1979. De lá para cá, diversas outras disciplinas criaram seus torneios de conhecimento, ampliando o leque para os estudantes testarem e ampliarem seus conhecimentos. A mais recente competição criada foi a OBECON (Olimpíada Brasileira de Economia), lançada em 2018. As Olimpíadas Científicas consistem na realização de provas que testam conhecimentos que vão bem além da sala de aula. Por isso, é fato que os estudantes que participam dessas competições abrem espaço para agregar uma gama bem maior de conteúdos e vivências, que vão além do estudo para o vestibular. Além disso, agora os estudantes premiados nas Olimpíadas também começam a ver essa participação como uma forma de ingressar na universidade. Exclusivamente para estudantes brasileiros que estavam concluindo o Ensino Médio, no ano passado, a USP já abriu 113 vagas em cursos de graduação para estudantes que se destacaram em Olimpíadas, a maioria em Ciências Exatas, mas também houve opção em Humanas e Biológicas, como Gestão de Políticas Públicas, Design, Farmácia, Ciências Biológicas e Biomédicas. A seleção foi efetuada a partir de um sistema de pontuação que teve como base a medalha obtida pelo estudante em cada competição. Benefícios de participar de Olimpíadas Para o professor, os benefícios que as olimpíadas do conhecimento trazem realmente são inúmeros, que passam também pelo desenvolvimento de novas amizades e ampliação da bagagem cultural. “Talvez, contraintuitivamente, a medalha em si, seja o menor dos prêmios. Estudantes que participam de olimpíadas podem ter oportunidades de viajar para novos lugares (até mesmo outros países), conhecer diversos estudantes que têm propósitos e valores semelhantes, desenvolver amizades e aumentar a própria cultura. Além disso, há todo o desenvolvimento socioemocional”, revela. Segundo o professor, outro benefício é que a participação em olimpíadas também contribui significativamente para a aprovação em universidades estrangeiras e nacionais de grande renome. Além de abrir as possibilidades de estudos para os estudantes em competições nacionais e levá-los a torneios internacionais, as Olimpíadas também podem abrir portas profissionais tanto para os premiados, como para os participantes. “No mercado de trabalho, também, diversas empresas valorizam conquistas olímpicas, por entender que, durante sua vida estudantil, aquele profissional buscava ir além do mínimo necessário, buscando se desenvolver pessoalmente com desafios estimulantes.” Desenvolvimento de habilidades socioemocionais Para o professor Fernando, participar de Olimpíadas pode ser, de fato, um grande potencializador do desenvolvimento de habilidades socioemocionais, por desenvolver a tolerância à frustração. “É extremamente comum um estudante ter resultados ruins, especialmente nas primeiras tentativas, devido ao fato de o nível dos conteúdos ser muito superior ao que é ensinado nas aulas regulares. Desde cedo, estudantes são levados a aprender que, para se tornarem bem-sucedidos, é necessário lidar com o fato de que, muitas vezes, o resultado esperado não virá na primeira tentativa”, diz. Para ele, associado ao aprimoramento dessa tolerância, o estudante também aprende a desenvolver perseverança, a curto e a longo prazo. “A curto prazo, ao perceber que, às vezes, precisará passar muitos minutos ou até mesmo horas, para resolver um único problema. A longo prazo, ao perceber que poderá levar anos para alcançar a tão sonhada medalha em alguma competição específica”, revela. Segundo o professor, há mais pontos positivos para o socioemocional: “É também comum que estudantes que participam de olimpíadas tenham a mente aberta ao novo e desenvolvam bastante a criatividade, na medida em que são constantemente expostos a problemas diferentes e inovadores, que não requerem apenas a mera aplicação de fórmulas e substituição de números, mas sim, uma significativa dose de criatividade e raciocínio abstrato”, revela. Núcleo de Preparação Olímpica do Planck O professor Fernando Saraiva vê com grande importância o fato de o Colégio Planck abrigar um núcleo dedicado às Olimpíadas do Conhecimento, por duas razões principais: preparação e inspiração. “Em geral, o nível dos conteúdos cobrados em competições científicas vai bem além daquele visto nas aulas regulares. Por isso, depender apenas do conteúdo programático do colégio para ter bons resultados nas Olimpíadas não é uma boa estratégia. Ter aulas com professores focados nos assuntos cobrados nas competições, e no nível em que eles são cobrados, faz total diferença para a obtenção de resultados positivos. Além disso, um núcleo dedicado exclusivamente às Olimpíadas do Conhecimento tem também como função constantemente divulgar as competições e reforçar para os alunos a importância de se preparar e de participar dessas oportunidades, tendo em vista as inúmeras portas que elas podem abrir”, afirma. Além disso, o professor também vê como outro ponto positivo já citado, a tendência de as universidades utilizarem esses resultados para compor a aprovação dos estudantes nos seus cursos universitários. “Seguindo o modelo americano, de renomadas universidades, que já têm praticado isso há muitos anos, como MIT, Harvard, Princeton, Stanford, Yale, importantes universidades brasileiras também estão seguindo esse caminho, como USP, Unicamp e UNESP. Em vagas olímpicas, por vezes, estudantes medalhistas não precisam nem mesmo prestar vestibular. Há pouco tempo, a FGV passou a oferecer bolsas de estudos para os vencedores da Olimpíada Brasileira de Economia. Inspirados por essas grandes universidades, acredito que outras possam adotar também vagas olímpicas. A Unicamp, em especial, é profundamente envolvida com a realização de diversas Olimpíadas Científicas, como a OBI (Olimpíada Brasileira de Informática), ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil), OMU (Olimpíada de Matemática da Unicamp) e TVQ (Torneio Virtual de Química)”, revela. Colégio traz aulas semanais No Núcleo de Preparação Olímpica, o Planck oferece aulas semanais de matemática, física, astronomia, robótica, química e xadrez. Além disso, também traz aulas de economia, história e biologia, em épocas mais próximas às provas dessas competições. Outra preparação importante são os simulados, que também permitem que os estudantes treinem seus conhecimentos, tempo e controle emocional para as provas que são realizadas nas Olimpíadas. Segundo o professor, a participação nas aulas e nas competições não é obrigatória. No geral, os estudantes que participam das Olimpíadas já entendem os inúmeros benefícios que esses torneios podem trazer. “É um caminho natural ter mais motivação para estudar ao perceber bons resultados aparecendo. Resultados que podem ser do próprio estudante ou de amigos. Ao perceber que pessoas ao seu redor conseguem e que não é necessário ser nenhum ‘gênio’, os estudantes tendem a ficar naturalmente encorajados a tentar também”, diz. Para o professor, o gostar de estudar pode ser desenvolvido em qualquer estudante que seja exposto à beleza do conhecimento, especialmente, no contexto olímpico, no qual são cultivados valores de amizade, determinação, esforço e recompensa. # Dica do Professor Fernando O professor, que costuma dizer que Olimpíadas são oportunidades, deixa um recado para os estudantes” “Se você procura oportunidades nas quais possa se desenvolver como ser humano, aumentar sua criatividade e capacidade de raciocínio, desenvolver novas amizades, conhecer novos lugares e abrir portas no mundo acadêmico e no mercado de trabalho, você precisa participar das Olimpíadas Científicas! São oportunidades muito ricas nas quais não se tem nada a perder, pelo contrário, tem-se muito a ganhar”, reforça. Principais Olimpíadas do Conhecimento OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica) OBF (Olimpíada Brasileira de Física) OBM (Olimpíada Brasileira de Matemática) OBI (Olimpíada Brasileira de Informática) OBQ (Olimpíada Brasileira de Química) OBB (Olimpíada Brasileira de Biologia) OBR (Olimpíada Brasileira de Robótica) OBECON (Olimpíada Brasileira de Economia) OBN (Olimpíada Brasileira de Neurociências) OBL (Olimpíada Brasileira de Linguística) OBQJr (Olimpíada Brasileira de Química Jr) ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil) OBSMA (Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente) OBC (Olimpíada Brasileira de Ciências) ONC (Olimpíada Nacional de Ciências) Olimpíada de Xadrez Olimpíada de Filosofia
Imagem realizada antes do isolamento

# Dica do Professor Fernando

O professor, que costuma dizer que Olimpíadas são oportunidades, deixa um recado para os estudantes” 

“Se você procura oportunidades nas quais possa se desenvolver como ser humano, aumentar sua criatividade e capacidade de raciocínio, desenvolver novas amizades, conhecer novos lugares e abrir portas no mundo acadêmico e no mercado de trabalho, você precisa participar das Olimpíadas Científicas! São oportunidades muito ricas nas quais não se tem nada a perder, pelo contrário, tem-se muito a ganhar”, reforça.

Principais Olimpíadas do Conhecimento

  • OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica)
  • OBF (Olimpíada Brasileira de Física)
  • OBM (Olimpíada Brasileira de Matemática)
  • OBI (Olimpíada Brasileira de Informática)
  • OBQ (Olimpíada Brasileira de Química)
  • OBB (Olimpíada Brasileira de Biologia)
  • OBR (Olimpíada Brasileira de Robótica)
  • OBECON (Olimpíada Brasileira de Economia)
  • OBN (Olimpíada Brasileira de Neurociências)
  • OBL (Olimpíada Brasileira de Linguística)
  • OBQJr (Olimpíada Brasileira de Química Jr)
  • ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil)
  • OBSMA (Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente)
  • OBC (Olimpíada Brasileira de Ciências)
  • ONC (Olimpíada Nacional de Ciências)
  • Olimpíada de Xadrez
  • Olimpíada de Filosofia

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Dicas para exercitar a memória são muito importantes para ajudar os estudantes a guardar uma imensa quantidade de informações que são parte da grade curricular de cada fase. Veja nesse texto alguns truques que vão auxiliar a reter melhor os conteúdos recebidos. Como o cérebro e a memória funcionam? A Ciência já demonstrou que o desenvolvimento cerebral das crianças e adolescentes é realizado em etapas. Na primeira infância, está mais desenvolvido o sistema límbico, que é responsável pelas emoções e impulsos, e o hipocampo, que atua na memória, que é formada pelas conexões entre as células nervosas e os neurônios, e permite armazenar informações e recuperá-las sempre que necessário para todos os processos da vida. Só com o passar da idade é que o córtex pré-frontal vai se desenvolvendo e apresentando melhores condições para possibilitar o controle das emoções, organização, planejamento, pensamento crítico, atenção, etc. Esse desenvolvimento vai ocorrer até os 25 anos. Com aproximadamente 86 bilhões de estruturas que vão captar, repassar, guardar e resgatar, o cérebro funciona como um arquivo gigantesco de informações. No entanto, o cérebro também tem um importante recurso de economia de energia e potencialização do seu uso: ele desliga áreas que não estão sendo devidamente usadas. Por isso, quanto mais estímulo a pessoa dá a uma determinada área cerebral, mais ativa ela fica, isso inclui a memória. Portanto, conhecer algumas dicas para exercitar a memória é muito importante em todas as fases da vida, inclusive, na escolar, quando os estudantes estão mergulhados em conhecimentos das diversas disciplinas, e precisam entendê-los, retê-los e recuperá-los para as provas, simulados ou exames de vestibular. Tipos de memórias Além das informações retidas relativas à temporalidade (curto e longo prazo) e a memória sensorial, que está relacionada com associação aos estímulos recebidos pelos nossos 5 sentidos, que é citada na obra “Em Busca do Tempo Perdido”, de Marcel Proust, a memória também está dividida em tipos que vão captar determinadas nuances das informações, de forma a classificar e processar as informações: Memória episódica: de longa duração, é a lembrança de acontecimentos específicos, como a refeição do dia anterior ou a recordação de outros momentos vividos no passado. Memória semântica: é o armazenamento de informações relativas ao mundo, como o significado das palavras ou datas de acontecimentos. Memória processual: também é de longa duração da memória, são aqueles conteúdos que aprendemos e nunca esquecemos, como andar de bicicleta. As fases da memória A memória de uma pessoa começa a atuar já no despertar de seu relógio biológico, quando o cérebro envia substâncias, como a adrenalina, para que ela tenha mais foco e concentração em suas tarefas na fase beta (enquanto está acordada). Esse relógio biológico vai indicar que é hora de estudar, trabalhar, se alimentar ou praticar atividades físicas. Essa memória aciona todo um ciclo de funções corporais que vão ocorrer ao longo do dia até que chegue o período noturno. Neste momento, começa a diminuir a adrenalina e o cortisol no organismo, acionando outras substâncias, como a melatonina, que indicam que é a hora do corpo repousar. Dentro desse processo corporal, a memória também terá as suas fases: Memorização Nesta fase, é necessária atenção, um estado de alerta total, para que a pessoa consiga memorizar as informações. Compreensão O estado de atenção também vai favorecer que a pessoa faça conexões para proporcionar um melhor entendimento da informação recebida. Assim, será mais fácil memorizar. Armazenamento Quando a pessoa entende o significado daquela informação, o conteúdo será retido no cérebro. Recuperação O cérebro organiza as informações de acordo com sua hierarquização. São as lembranças, que podem vir à tona a partir de estímulos diversos, como um som, um cheiro ou outras dicas que podem dar pistas daquela informação. Conheça dicas para exercitar a memória É certo que o cérebro funciona como um poderoso computador que faz milhões de conexões e ajuda no funcionamento corporal. Porém, às vezes, parece que a memória dele falha, e nem todos os conteúdos são rememorados com facilidade. Onde foi parar todas aquelas informações das aulas de matemática e biologia do dia anterior? E quem eram mesmo aqueles personagens do livro que você leu e foi indicado para o vestibular? Essa “perda” das informações também é comum para o cérebro, por isso, as dicas para exercitar a memória são importantes para fazer uma “atualização” do nosso sistema interno. Para consolidar a memória é sempre necessário um treino do que foi aprendido, para que o conteúdo não caia na memória de curto prazo. Treinar o cérebro constantemente vai ajudar a evitar essas falhas em sua memória, é como se fosse uma espécie de ginástica cerebral. Conheça alguns truques para treinar a sua memória, alguns desses são dicas que estão no livro “Técnicas de Estudo para Adolescentes”, de Antonio Gonzáles (Editora Vozes): Ative sua memória Abra mão de certos facilitadores, como agendas de celular ou blocos de notas, e tente sempre memorizar números de telefone, senhas, listas, datas ou lembretes de eventos. Associe informações com imagens Muitos estudantes são mais visuais e precisam associar os conteúdos a imagens ou símbolos para facilitar a memorização. Faça cálculos mentais Ao longo do dia faça operações aritméticas simples, somando as placas dos veículos, números de telefones em placas ou os números dos prédios e casas onde passar. Dê atenção aos detalhes Quando damos atenção a um assunto atribuímos importância a ele. Então, foque no tema, capture os detalhes e assim a memorização será facilitada. Invista em jogos de memorização Fazer quebra-cabeças ou jogos de memória vão ajudar muito nessa ginástica cerebral. As pessoas também podem investir em palavras cruzadas, Sudoku, dominó ou até jogos de cartas. Além disso, jogar xadrez é um importante recurso para trabalhar o cérebro. Leia e repita as citações Outra dica para exercitar a memória é a leitura porque essa é uma atividade que vai ajudar a trabalhar diversas áreas cerebrais. Além disso, repetir as frases e citações de personagens históricos também é uma excelente forma de trabalhar a memória. Anote esses enunciados e trechos de obras e repita o quanto puder. Aliás, falar em voz alta para si mesmo vale para lembrar de qualquer coisa, até mesmo para lembrar onde colocou a chave de casa. Procure lembrar os detalhes do dia Quando for deitar, antes de dormir, faça uma revisão de tudo o que aconteceu no dia, tentando lembrar alguns detalhes desde o momento que acordou, como suas roupas, o que comeu, onde foi, quem encontrou ou algum outro aspecto interessante. Conclusão É importante lembrar que a emoção está ligada à formação de novas memórias, portanto, investir em processos lúdicos e divertidos, que acionam produção e interação de hormônios do bem-estar, que paralelamente intensificam a comunicação entre neurônios, também vai dar o devido estímulo cerebral aos adolescentes para consolidação da memória.

Dicas para exercitar a memória

Dicas para exercitar a memória são muito importantes para ajudar os estudantes a guardar uma imensa quantidade de informações que são parte da grade curricular

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