Saúde mental na pandemia: dicas para pais de adolescentes

Conteúdo

Uma pesquisa do Google revelou que as buscas sobre saúde mental na internet aumentaram 98% em 2020 em relação aos anos anteriores. Durante todo esse processo de isolamento, que exigiu uma grande adaptabilidade de todos, esse cuidado com a saúde emocional tem sido uma constante no Colégio Planck, tanto em relação a seus estudantes, como às famílias e time. Para esclarecer muitos pontos sobre o tema, o Colégio realizou uma live com a coordenadora pedagógica Márcia Carneiro, a orientadora Daniela Rocha e a neuropsicóloga e psicóloga infantil Dejenane Pascoal Pereira, que também é mãe de uma das estudantes do Planck. Veja neste post o que foi abordado durante essa conversa. Adultos precisam utilizar a capacidade cognitiva para agir Denominada “Uma Conversa Sobre Saúde Emocional: humanização em tempos de pandemia”, a live foi um bate-papo esclarecedor entre as profissionais com interação dos participantes através do chat. O evento foi dividido em alguns pontos principais: Pandemia: tempo de compreensão e resiliência; Impacto no desenvolvimento: cognitivo e emocional das crianças e adolescentes; Identificação de sinais em situações de adversidades; Promoção de saúde emocional. A neuropsicóloga iniciou o tema reforçando que essa situação tem sido vivenciada por todos, no mundo inteiro, e seus reflexos já foram sentidos e estudados. Porém, as crianças e adolescentes são os públicos mais vulneráveis e precisam de uma ação efetiva e consciente dos adultos. Para Dejenane, o primeiro passo é o adulto tomar consciência que precisa cuidar de si mesmo porque têm uma capacidade cognitiva maior, portanto, mais resiliência para passar por essas situações estressantes e dar apoio. Segundo ela, embora a situação já se arraste desde o ano passado, os adultos estão passando por um processo necessário de adaptação, mas não podem esquecer que as crianças e adolescentes ainda precisam de ajuda, porque seus cérebros ainda não estão maduros. A psicóloga reforçou que a partir das habilidades cognitivas é possível melhorar a condição emocional. Com as esferas cognitiva e emocional atuando juntas é possível adotar estratégias, especialmente porque as crianças e adolescentes precisam ter um adulto mais resiliente junto a eles, para ajudar a enfrentar essas situações que surgiram com a pandemia. A coordenadora Márcia Carneiro concorda que os adultos precisam usar a razão para compreender o que está ocorrendo no mundo, buscar os recursos que têm, garantir um olhar mais atento para crianças e adolescentes e dar as respostas que eles precisam. Segundo a orientadora Daniela Rocha, se manter são é um desafio pessoal para os adultos para continuar enxergando vida na vida. É muito importante tomar essa postura para ser um adulto mediador para a família ou a escola, no sentido de trazer sobriedade para esse momento vivido por todos. Como os pais precisam dar as direções efetivas para essas crianças e adolescentes, para oferecer ações que produzam melhoria em suas dores emocionais, os adultos também precisam cuidar de si, criar resiliência para agir com eficácia. Se necessário, buscar ajuda mais individualizada e especializada para o momento. Não precisa ter medo de pedir ajuda também. Impacto no desenvolvimento cognitivo e emocional Segundo a psicóloga, a literatura científica já vem publicando artigos que confirmam esses impactos no desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças e adolescentes em função da pandemia. Segundo dados de setembro de 2020, já haviam mais de 95 estudos no país buscando conhecer os efeitos psíquicos da pandemia nas pessoas. Em uma dessas pesquisas, realizada pela Fundação Lemman, em parceria com o Itaú Social, foi constatado que 77% dos estudantes relataram sentimentos de ansiedade, tristeza ou sobrecarga emocional. Segundo a psicóloga, pais e educadores precisam conhecer esses efeitos porque fazem parte de um quadro de compreensão do que está ocorrendo, para se colocar em uma postura de empatia, proporcionar o melhor acolhimento e buscar solução para esse sofrimento psicológico. Ela explica que esse sofrimento tem sido motivado por muitos fatores estressores, como medo de ficar doente ou medo de perder alguém da família, além de muitas perdas ocorridas em uma etapa muito importante do desenvolvimento, como a socialização, que traz conflitos e estímulos essenciais para desenvolvimento do cérebro. Quais foram os desafios e perdas do período? Em boa parte de 2020, crianças e adolescentes deixaram de ir para escola perdendo a possibilidade de vivenciar em um ambiente de extrema importância para a socialização; Perda do contato presencial com professores, outros familiares e amigos; Sem o contato face a face, as crianças e adolescentes perderam a oportunidade de ter conflitos, lidar com emoções e frustrações; Jovens perderam festas de formatura e outras situações sociais importantes; Perda da oportunidade de trabalhar juntos em equipe presenciais; Convívio intenso com pais sobrecarregados com o trabalho, as tarefas domésticas e a necessidade de acompanhar os filhos no home school. Identificação dos sinais do sofrimento psíquico Na live, também foi destacado quais são os sinais de acometimento emocional que os pais devem ficar atentos, para treinar o olhar e focar a atenção. A psicóloga explica que diante de situações de estresse, o organismo produz muito mais o hormônio cortisol, que é uma resposta natural do organismo em situações consideradas ameaçadoras, porém, essa situação acomete o sistema nervoso central. Esse hormônio aciona o instinto de lutar ou fugir, ou seja, a pessoa fica em um estado de alerta. Diante da pandemia, a produção de cortisol foi muito maior na maioria das pessoas, inclusive, nas crianças e adolescentes. Diante desse processo pode ocorrer duas reações: Hipervigilância: gera uma hiperatividade e outras reações; Hipoatividade: passividade. No caso da hipervigilância, pode gerar uma hiperatividade motora, com muita inquietação, agressividade, raiva ou irritabilidade. Já na hipoatividade pode acontecer uma situação de passividade com muita tristeza e apatia. Muitas vezes, no sofrimento emocional, os jovens mudam o padrão de comportamento. Também podem ocorrer reações de sofrimento emocional em relação aos aspectos funcionais que levam a extremos, como alterações de apetite (comer demais ou deixar de comer), hábitos de higiene (deixar de tomar banho), sono (insônia ou querer dormir demais) e até mesmo no controle esfincteriano. É importante ressaltar que essas situações não devem ser consideradas normais, são motivadas por esse fato relevante e sem precedentes, que é a pandemia. De acordo com a psicóloga, já estão comprovados os sintomas de estresse pós-traumático (que normalmente são vivenciados em situação de guerras), depressão e ansiedade nas mais variadas pessoas durante a pandemia. A psicóloga ressalta a importância de os pais olharem para esses sinais e buscarem ajuda especializada antes que atinjam níveis críticos. A coordenadora Márcia Carneiro também ressaltou que essa ajuda também pode ir além do fator emocional, pode ser necessária a busca de ajuda da medicina para ter melhores cuidados com o funcionamento do corpo. Como fazer a promoção de saúde emocional? A responsabilidade da promoção de saúde e cuidados básicos das crianças e adolescentes é dos adultos, eles serão os mediadores da saúde emocional dos filhos ou estudantes. Não é indicado, de forma alguma, deixá-los em uma situação de negligência, abandono ou falta de limites. Porém, também não é saudável o excesso de cuidados, que não permite o desenvolvimento da autonomia ou outras competências socioemocionais nesta fase do desenvolvimento. Eles precisam de acolhimento e condução na medida adequada. Os pais e responsáveis precisam ter flexibilidade e serem criativos para tirar o adolescente da zona de conforto e não permitir que eles se isolem dos pais dentro de casa. Por exemplo, os jovens não devem ficar apenas no videogame, porque essa prática em excesso gera vício. Para buscar soluções, os pais e responsáveis podem pensar em outras atividades que fiquem na área de interesse dos jovens e crianças e promovam mais vínculos familiares, como jogos em família, assistir filmes juntos, cozinhar juntos ou até sair para fazer algo diferente, como atividades ao ar livre que não burlem as medidas sanitárias, como um piquenique em áreas onde não tenham aglomerações. Mesmo que as crianças e adolescentes resistam ao novo, neste ponto, entra a flexibilidade dos pais ou responsáveis para incentivá-los a experimentar. Além disso, é importante que os adultos também encontrem um espaço no mundo dos filhos. Com parte da estratégia de buscar soluções para as crianças e jovens, os pais também podem pedir opinião de outros pais, criar uma linha de diálogo para troca de ideias para esse momento tão desafiador. Importante também é estabelecer parcerias com os filhos, atribuir pequenas responsabilidades domésticas que não geram sobrecarga, como arrumar o quarto, tirar a mesa ou colocar a comida do pet. Segundo a psicóloga, criar rotina traz segurança e, nesta fase, tem sido muito importante, porque a pandemia acabou tirando a rotina de muitos jovens e crianças. Conclusão A aproximação dos pais com suas crianças e adolescentes é importante sempre, especialmente neste período tão difícil. Criar condições para expressão, diálogos e comunicação efetiva, é estar junto. Além disso, é importante também valorizar as ações da criança e do adolescentes e não ficar apenas com cobranças e punições, que podem ser muito prejudiciais ao estado emocional deles neste período. Na live, também foi feita uma importante reflexão sobre o que é a família? A resposta: é cuidar um do outro.

Uma pesquisa do Google revelou que as buscas sobre saúde mental na internet aumentaram 98% em 2020 em relação aos anos anteriores.

Durante todo esse processo de isolamento, que exigiu uma grande adaptabilidade de todos, esse cuidado com a saúde emocional tem sido uma constante no Colégio Planck, tanto em relação a seus estudantes, como às famílias e time.

Para esclarecer muitos pontos sobre o tema, o Colégio realizou uma live com a coordenadora pedagógica Márcia Carneiro, a orientadora Daniela Rocha e a neuropsicóloga e psicóloga infantil Dejenane Pascoal Pereira, que também é mãe de uma das estudantes do Planck.  Veja neste post o que foi abordado durante essa conversa. 

Adultos precisam utilizar a capacidade cognitiva para agir

Denominada “Uma Conversa Sobre Saúde Emocional: humanização em tempos de pandemia”, a live foi um bate-papo esclarecedor entre as profissionais com interação dos participantes pelo do chat.

O evento foi dividido em alguns pontos principais:

  • Pandemia: tempo de compreensão e resiliência;
  • Impacto no desenvolvimento: cognitivo e emocional das crianças e adolescentes;
  • Identificação de sinais em situações de adversidades;
  • Promoção de saúde emocional.

A neuropsicóloga iniciou o tema reforçando que essa situação tem sido vivenciada por todos, no mundo inteiro, e seus reflexos já foram sentidos e estudados. Porém, as crianças e adolescentes são os públicos mais vulneráveis e precisam de uma ação efetiva e consciente dos adultos.

Para Dejenane, o primeiro passo é o adulto tomar consciência que precisa cuidar de si mesmo porque têm uma capacidade cognitiva maior, portanto, mais resiliência para passar por essas situações estressantes e dar apoio.

Segundo ela, embora a situação já se arraste desde o ano passado, os adultos estão passando por um processo necessário de adaptação, mas não podem esquecer que as crianças e adolescentes ainda precisam de ajuda, porque seus cérebros ainda não estão maduros.

Uma pesquisa do Google revelou que as buscas sobre saúde mental na internet aumentaram 98% em 2020 em relação aos anos anteriores. Durante todo esse processo de isolamento, que exigiu uma grande adaptabilidade de todos, esse cuidado com a saúde emocional tem sido uma constante no Colégio Planck, tanto em relação a seus estudantes, como às famílias e time. Para esclarecer muitos pontos sobre o tema, o Colégio realizou uma live com a coordenadora pedagógica Márcia Carneiro, a orientadora Daniela Rocha e a neuropsicóloga e psicóloga infantil Dejenane Pascoal Pereira, que também é mãe de uma das estudantes do Planck. Veja neste post o que foi abordado durante essa conversa. Adultos precisam utilizar a capacidade cognitiva para agir Denominada “Uma Conversa Sobre Saúde Emocional: humanização em tempos de pandemia”, a live foi um bate-papo esclarecedor entre as profissionais com interação dos participantes através do chat. O evento foi dividido em alguns pontos principais: Pandemia: tempo de compreensão e resiliência; Impacto no desenvolvimento: cognitivo e emocional das crianças e adolescentes; Identificação de sinais em situações de adversidades; Promoção de saúde emocional. A neuropsicóloga iniciou o tema reforçando que essa situação tem sido vivenciada por todos, no mundo inteiro, e seus reflexos já foram sentidos e estudados. Porém, as crianças e adolescentes são os públicos mais vulneráveis e precisam de uma ação efetiva e consciente dos adultos. Para Dejenane, o primeiro passo é o adulto tomar consciência que precisa cuidar de si mesmo porque têm uma capacidade cognitiva maior, portanto, mais resiliência para passar por essas situações estressantes e dar apoio. Segundo ela, embora a situação já se arraste desde o ano passado, os adultos estão passando por um processo necessário de adaptação, mas não podem esquecer que as crianças e adolescentes ainda precisam de ajuda, porque seus cérebros ainda não estão maduros. A psicóloga reforçou que a partir das habilidades cognitivas é possível melhorar a condição emocional. Com as esferas cognitiva e emocional atuando juntas é possível adotar estratégias, especialmente porque as crianças e adolescentes precisam ter um adulto mais resiliente junto a eles, para ajudar a enfrentar essas situações que surgiram com a pandemia. A coordenadora Márcia Carneiro concorda que os adultos precisam usar a razão para compreender o que está ocorrendo no mundo, buscar os recursos que têm, garantir um olhar mais atento para crianças e adolescentes e dar as respostas que eles precisam. Segundo a orientadora Daniela Rocha, se manter são é um desafio pessoal para os adultos para continuar enxergando vida na vida. É muito importante tomar essa postura para ser um adulto mediador para a família ou a escola, no sentido de trazer sobriedade para esse momento vivido por todos. Como os pais precisam dar as direções efetivas para essas crianças e adolescentes, para oferecer ações que produzam melhoria em suas dores emocionais, os adultos também precisam cuidar de si, criar resiliência para agir com eficácia. Se necessário, buscar ajuda mais individualizada e especializada para o momento. Não precisa ter medo de pedir ajuda também. Impacto no desenvolvimento cognitivo e emocional Segundo a psicóloga, a literatura científica já vem publicando artigos que confirmam esses impactos no desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças e adolescentes em função da pandemia. Segundo dados de setembro de 2020, já haviam mais de 95 estudos no país buscando conhecer os efeitos psíquicos da pandemia nas pessoas. Em uma dessas pesquisas, realizada pela Fundação Lemman, em parceria com o Itaú Social, foi constatado que 77% dos estudantes relataram sentimentos de ansiedade, tristeza ou sobrecarga emocional. Segundo a psicóloga, pais e educadores precisam conhecer esses efeitos porque fazem parte de um quadro de compreensão do que está ocorrendo, para se colocar em uma postura de empatia, proporcionar o melhor acolhimento e buscar solução para esse sofrimento psicológico. Ela explica que esse sofrimento tem sido motivado por muitos fatores estressores, como medo de ficar doente ou medo de perder alguém da família, além de muitas perdas ocorridas em uma etapa muito importante do desenvolvimento, como a socialização, que traz conflitos e estímulos essenciais para desenvolvimento do cérebro. Quais foram os desafios e perdas do período? Em boa parte de 2020, crianças e adolescentes deixaram de ir para escola perdendo a possibilidade de vivenciar em um ambiente de extrema importância para a socialização; Perda do contato presencial com professores, outros familiares e amigos; Sem o contato face a face, as crianças e adolescentes perderam a oportunidade de ter conflitos, lidar com emoções e frustrações; Jovens perderam festas de formatura e outras situações sociais importantes; Perda da oportunidade de trabalhar juntos em equipe presenciais; Convívio intenso com pais sobrecarregados com o trabalho, as tarefas domésticas e a necessidade de acompanhar os filhos no home school. Identificação dos sinais do sofrimento psíquico Na live, também foi destacado quais são os sinais de acometimento emocional que os pais devem ficar atentos, para treinar o olhar e focar a atenção. A psicóloga explica que diante de situações de estresse, o organismo produz muito mais o hormônio cortisol, que é uma resposta natural do organismo em situações consideradas ameaçadoras, porém, essa situação acomete o sistema nervoso central. Esse hormônio aciona o instinto de lutar ou fugir, ou seja, a pessoa fica em um estado de alerta. Diante da pandemia, a produção de cortisol foi muito maior na maioria das pessoas, inclusive, nas crianças e adolescentes. Diante desse processo pode ocorrer duas reações: Hipervigilância: gera uma hiperatividade e outras reações; Hipoatividade: passividade. No caso da hipervigilância, pode gerar uma hiperatividade motora, com muita inquietação, agressividade, raiva ou irritabilidade. Já na hipoatividade pode acontecer uma situação de passividade com muita tristeza e apatia. Muitas vezes, no sofrimento emocional, os jovens mudam o padrão de comportamento. Também podem ocorrer reações de sofrimento emocional em relação aos aspectos funcionais que levam a extremos, como alterações de apetite (comer demais ou deixar de comer), hábitos de higiene (deixar de tomar banho), sono (insônia ou querer dormir demais) e até mesmo no controle esfincteriano. É importante ressaltar que essas situações não devem ser consideradas normais, são motivadas por esse fato relevante e sem precedentes, que é a pandemia. De acordo com a psicóloga, já estão comprovados os sintomas de estresse pós-traumático (que normalmente são vivenciados em situação de guerras), depressão e ansiedade nas mais variadas pessoas durante a pandemia. A psicóloga ressalta a importância de os pais olharem para esses sinais e buscarem ajuda especializada antes que atinjam níveis críticos. A coordenadora Márcia Carneiro também ressaltou que essa ajuda também pode ir além do fator emocional, pode ser necessária a busca de ajuda da medicina para ter melhores cuidados com o funcionamento do corpo. Como fazer a promoção de saúde emocional? A responsabilidade da promoção de saúde e cuidados básicos das crianças e adolescentes é dos adultos, eles serão os mediadores da saúde emocional dos filhos ou estudantes. Não é indicado, de forma alguma, deixá-los em uma situação de negligência, abandono ou falta de limites. Porém, também não é saudável o excesso de cuidados, que não permite o desenvolvimento da autonomia ou outras competências socioemocionais nesta fase do desenvolvimento. Eles precisam de acolhimento e condução na medida adequada. Os pais e responsáveis precisam ter flexibilidade e serem criativos para tirar o adolescente da zona de conforto e não permitir que eles se isolem dos pais dentro de casa. Por exemplo, os jovens não devem ficar apenas no videogame, porque essa prática em excesso gera vício. Para buscar soluções, os pais e responsáveis podem pensar em outras atividades que fiquem na área de interesse dos jovens e crianças e promovam mais vínculos familiares, como jogos em família, assistir filmes juntos, cozinhar juntos ou até sair para fazer algo diferente, como atividades ao ar livre que não burlem as medidas sanitárias, como um piquenique em áreas onde não tenham aglomerações. Mesmo que as crianças e adolescentes resistam ao novo, neste ponto, entra a flexibilidade dos pais ou responsáveis para incentivá-los a experimentar. Além disso, é importante que os adultos também encontrem um espaço no mundo dos filhos. Com parte da estratégia de buscar soluções para as crianças e jovens, os pais também podem pedir opinião de outros pais, criar uma linha de diálogo para troca de ideias para esse momento tão desafiador. Importante também é estabelecer parcerias com os filhos, atribuir pequenas responsabilidades domésticas que não geram sobrecarga, como arrumar o quarto, tirar a mesa ou colocar a comida do pet. Segundo a psicóloga, criar rotina traz segurança e, nesta fase, tem sido muito importante, porque a pandemia acabou tirando a rotina de muitos jovens e crianças. Conclusão A aproximação dos pais com suas crianças e adolescentes é importante sempre, especialmente neste período tão difícil. Criar condições para expressão, diálogos e comunicação efetiva, é estar junto. Além disso, é importante também valorizar as ações da criança e do adolescentes e não ficar apenas com cobranças e punições, que podem ser muito prejudiciais ao estado emocional deles neste período. Na live, também foi feita uma importante reflexão sobre o que é a família? A resposta: é cuidar um do outro.

A psicóloga reforçou que a partir das habilidades cognitivas é possível melhorar a condição emocional. Com as esferas cognitiva e emocional atuando juntas é possível adotar estratégias, especialmente porque as crianças e adolescentes precisam ter um adulto mais resiliente junto a eles, para ajudar a enfrentar essas situações que surgiram com a pandemia.

A coordenadora Márcia Carneiro concorda que os adultos precisam usar a razão para compreender o que está ocorrendo no mundo, buscar os recursos que têm, garantir um olhar mais atento para crianças e adolescentes e dar as respostas que eles precisam.

Segundo a orientadora Daniela Rocha, se manter são é um desafio pessoal para os adultos para continuar enxergando vida na vida. É muito importante tomar essa postura para ser um adulto mediador para a família ou a escola,  no sentido de trazer sobriedade para esse momento vivido por todos.

Como os pais precisam dar as direções efetivas para essas crianças e adolescentes, para oferecer ações que produzam melhoria em suas dores emocionais, os adultos também precisam cuidar de si, criar resiliência para agir com eficácia. Se necessário, buscar ajuda mais individualizada e especializada para o momento. Não precisa ter medo de pedir ajuda também.

Uma pesquisa do Google revelou que as buscas sobre saúde mental na internet aumentaram 98% em 2020 em relação aos anos anteriores. Durante todo esse processo de isolamento, que exigiu uma grande adaptabilidade de todos, esse cuidado com a saúde emocional tem sido uma constante no Colégio Planck, tanto em relação a seus estudantes, como às famílias e time. Para esclarecer muitos pontos sobre o tema, o Colégio realizou uma live com a coordenadora pedagógica Márcia Carneiro, a orientadora Daniela Rocha e a neuropsicóloga e psicóloga infantil Dejenane Pascoal Pereira, que também é mãe de uma das estudantes do Planck. Veja neste post o que foi abordado durante essa conversa. Adultos precisam utilizar a capacidade cognitiva para agir Denominada “Uma Conversa Sobre Saúde Emocional: humanização em tempos de pandemia”, a live foi um bate-papo esclarecedor entre as profissionais com interação dos participantes através do chat. O evento foi dividido em alguns pontos principais: Pandemia: tempo de compreensão e resiliência; Impacto no desenvolvimento: cognitivo e emocional das crianças e adolescentes; Identificação de sinais em situações de adversidades; Promoção de saúde emocional. A neuropsicóloga iniciou o tema reforçando que essa situação tem sido vivenciada por todos, no mundo inteiro, e seus reflexos já foram sentidos e estudados. Porém, as crianças e adolescentes são os públicos mais vulneráveis e precisam de uma ação efetiva e consciente dos adultos. Para Dejenane, o primeiro passo é o adulto tomar consciência que precisa cuidar de si mesmo porque têm uma capacidade cognitiva maior, portanto, mais resiliência para passar por essas situações estressantes e dar apoio. Segundo ela, embora a situação já se arraste desde o ano passado, os adultos estão passando por um processo necessário de adaptação, mas não podem esquecer que as crianças e adolescentes ainda precisam de ajuda, porque seus cérebros ainda não estão maduros. A psicóloga reforçou que a partir das habilidades cognitivas é possível melhorar a condição emocional. Com as esferas cognitiva e emocional atuando juntas é possível adotar estratégias, especialmente porque as crianças e adolescentes precisam ter um adulto mais resiliente junto a eles, para ajudar a enfrentar essas situações que surgiram com a pandemia. A coordenadora Márcia Carneiro concorda que os adultos precisam usar a razão para compreender o que está ocorrendo no mundo, buscar os recursos que têm, garantir um olhar mais atento para crianças e adolescentes e dar as respostas que eles precisam. Segundo a orientadora Daniela Rocha, se manter são é um desafio pessoal para os adultos para continuar enxergando vida na vida. É muito importante tomar essa postura para ser um adulto mediador para a família ou a escola, no sentido de trazer sobriedade para esse momento vivido por todos. Como os pais precisam dar as direções efetivas para essas crianças e adolescentes, para oferecer ações que produzam melhoria em suas dores emocionais, os adultos também precisam cuidar de si, criar resiliência para agir com eficácia. Se necessário, buscar ajuda mais individualizada e especializada para o momento. Não precisa ter medo de pedir ajuda também. Impacto no desenvolvimento cognitivo e emocional Segundo a psicóloga, a literatura científica já vem publicando artigos que confirmam esses impactos no desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças e adolescentes em função da pandemia. Segundo dados de setembro de 2020, já haviam mais de 95 estudos no país buscando conhecer os efeitos psíquicos da pandemia nas pessoas. Em uma dessas pesquisas, realizada pela Fundação Lemman, em parceria com o Itaú Social, foi constatado que 77% dos estudantes relataram sentimentos de ansiedade, tristeza ou sobrecarga emocional. Segundo a psicóloga, pais e educadores precisam conhecer esses efeitos porque fazem parte de um quadro de compreensão do que está ocorrendo, para se colocar em uma postura de empatia, proporcionar o melhor acolhimento e buscar solução para esse sofrimento psicológico. Ela explica que esse sofrimento tem sido motivado por muitos fatores estressores, como medo de ficar doente ou medo de perder alguém da família, além de muitas perdas ocorridas em uma etapa muito importante do desenvolvimento, como a socialização, que traz conflitos e estímulos essenciais para desenvolvimento do cérebro. Quais foram os desafios e perdas do período? Em boa parte de 2020, crianças e adolescentes deixaram de ir para escola perdendo a possibilidade de vivenciar em um ambiente de extrema importância para a socialização; Perda do contato presencial com professores, outros familiares e amigos; Sem o contato face a face, as crianças e adolescentes perderam a oportunidade de ter conflitos, lidar com emoções e frustrações; Jovens perderam festas de formatura e outras situações sociais importantes; Perda da oportunidade de trabalhar juntos em equipe presenciais; Convívio intenso com pais sobrecarregados com o trabalho, as tarefas domésticas e a necessidade de acompanhar os filhos no home school. Identificação dos sinais do sofrimento psíquico Na live, também foi destacado quais são os sinais de acometimento emocional que os pais devem ficar atentos, para treinar o olhar e focar a atenção. A psicóloga explica que diante de situações de estresse, o organismo produz muito mais o hormônio cortisol, que é uma resposta natural do organismo em situações consideradas ameaçadoras, porém, essa situação acomete o sistema nervoso central. Esse hormônio aciona o instinto de lutar ou fugir, ou seja, a pessoa fica em um estado de alerta. Diante da pandemia, a produção de cortisol foi muito maior na maioria das pessoas, inclusive, nas crianças e adolescentes. Diante desse processo pode ocorrer duas reações: Hipervigilância: gera uma hiperatividade e outras reações; Hipoatividade: passividade. No caso da hipervigilância, pode gerar uma hiperatividade motora, com muita inquietação, agressividade, raiva ou irritabilidade. Já na hipoatividade pode acontecer uma situação de passividade com muita tristeza e apatia. Muitas vezes, no sofrimento emocional, os jovens mudam o padrão de comportamento. Também podem ocorrer reações de sofrimento emocional em relação aos aspectos funcionais que levam a extremos, como alterações de apetite (comer demais ou deixar de comer), hábitos de higiene (deixar de tomar banho), sono (insônia ou querer dormir demais) e até mesmo no controle esfincteriano. É importante ressaltar que essas situações não devem ser consideradas normais, são motivadas por esse fato relevante e sem precedentes, que é a pandemia. De acordo com a psicóloga, já estão comprovados os sintomas de estresse pós-traumático (que normalmente são vivenciados em situação de guerras), depressão e ansiedade nas mais variadas pessoas durante a pandemia. A psicóloga ressalta a importância de os pais olharem para esses sinais e buscarem ajuda especializada antes que atinjam níveis críticos. A coordenadora Márcia Carneiro também ressaltou que essa ajuda também pode ir além do fator emocional, pode ser necessária a busca de ajuda da medicina para ter melhores cuidados com o funcionamento do corpo. Como fazer a promoção de saúde emocional? A responsabilidade da promoção de saúde e cuidados básicos das crianças e adolescentes é dos adultos, eles serão os mediadores da saúde emocional dos filhos ou estudantes. Não é indicado, de forma alguma, deixá-los em uma situação de negligência, abandono ou falta de limites. Porém, também não é saudável o excesso de cuidados, que não permite o desenvolvimento da autonomia ou outras competências socioemocionais nesta fase do desenvolvimento. Eles precisam de acolhimento e condução na medida adequada. Os pais e responsáveis precisam ter flexibilidade e serem criativos para tirar o adolescente da zona de conforto e não permitir que eles se isolem dos pais dentro de casa. Por exemplo, os jovens não devem ficar apenas no videogame, porque essa prática em excesso gera vício. Para buscar soluções, os pais e responsáveis podem pensar em outras atividades que fiquem na área de interesse dos jovens e crianças e promovam mais vínculos familiares, como jogos em família, assistir filmes juntos, cozinhar juntos ou até sair para fazer algo diferente, como atividades ao ar livre que não burlem as medidas sanitárias, como um piquenique em áreas onde não tenham aglomerações. Mesmo que as crianças e adolescentes resistam ao novo, neste ponto, entra a flexibilidade dos pais ou responsáveis para incentivá-los a experimentar. Além disso, é importante que os adultos também encontrem um espaço no mundo dos filhos. Com parte da estratégia de buscar soluções para as crianças e jovens, os pais também podem pedir opinião de outros pais, criar uma linha de diálogo para troca de ideias para esse momento tão desafiador. Importante também é estabelecer parcerias com os filhos, atribuir pequenas responsabilidades domésticas que não geram sobrecarga, como arrumar o quarto, tirar a mesa ou colocar a comida do pet. Segundo a psicóloga, criar rotina traz segurança e, nesta fase, tem sido muito importante, porque a pandemia acabou tirando a rotina de muitos jovens e crianças. Conclusão A aproximação dos pais com suas crianças e adolescentes é importante sempre, especialmente neste período tão difícil. Criar condições para expressão, diálogos e comunicação efetiva, é estar junto. Além disso, é importante também valorizar as ações da criança e do adolescentes e não ficar apenas com cobranças e punições, que podem ser muito prejudiciais ao estado emocional deles neste período. Na live, também foi feita uma importante reflexão sobre o que é a família? A resposta: é cuidar um do outro.

Impacto no desenvolvimento cognitivo e emocional

Segundo a psicóloga, a literatura científica já vem publicando artigos que confirmam esses impactos no desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças e adolescentes em função da pandemia. Segundo dados de setembro de 2020, já haviam mais de 95 estudos no país buscando conhecer os efeitos psíquicos da pandemia nas pessoas.

Em uma dessas pesquisas, realizada pela Fundação Lemman, em parceria com o Itaú Social, foi  constatado que 77% dos estudantes relataram sentimentos de ansiedade, tristeza ou sobrecarga emocional. 

Segundo a psicóloga, pais e educadores precisam conhecer esses efeitos porque fazem parte de um quadro de compreensão do que está ocorrendo, para se colocar em uma postura de empatia, proporcionar o melhor acolhimento e buscar solução para esse sofrimento psicológico. 

Ela explica que esse sofrimento tem sido motivado por muitos fatores estressores, como medo de ficar doente ou medo de perder alguém da família, além de muitas perdas ocorridas em uma etapa muito importante do desenvolvimento, como a socialização, que traz conflitos e estímulos essenciais para desenvolvimento do cérebro. 

Quais foram os desafios e perdas do período?

  • Em boa parte de 2020, crianças e adolescentes deixaram de ir para escola perdendo a possibilidade de vivenciar em um ambiente de extrema importância para a socialização;
  • Perda do contato presencial com professores, outros familiares e amigos;
  • Sem o contato face a face, as crianças e adolescentes perderam a oportunidade de ter conflitos, lidar com emoções e frustrações;
  • Jovens perderam festas de formatura e outras situações sociais importantes;
  • Perda da oportunidade de trabalhar juntos em equipe presenciais;
  • Convívio intenso com pais sobrecarregados com o trabalho, as tarefas domésticas e a necessidade de acompanhar os filhos no home school.

Uma pesquisa do Google revelou que as buscas sobre saúde mental na internet aumentaram 98% em 2020 em relação aos anos anteriores. Durante todo esse processo de isolamento, que exigiu uma grande adaptabilidade de todos, esse cuidado com a saúde emocional tem sido uma constante no Colégio Planck, tanto em relação a seus estudantes, como às famílias e time. Para esclarecer muitos pontos sobre o tema, o Colégio realizou uma live com a coordenadora pedagógica Márcia Carneiro, a orientadora Daniela Rocha e a neuropsicóloga e psicóloga infantil Dejenane Pascoal Pereira, que também é mãe de uma das estudantes do Planck. Veja neste post o que foi abordado durante essa conversa. Adultos precisam utilizar a capacidade cognitiva para agir Denominada “Uma Conversa Sobre Saúde Emocional: humanização em tempos de pandemia”, a live foi um bate-papo esclarecedor entre as profissionais com interação dos participantes através do chat. O evento foi dividido em alguns pontos principais: Pandemia: tempo de compreensão e resiliência; Impacto no desenvolvimento: cognitivo e emocional das crianças e adolescentes; Identificação de sinais em situações de adversidades; Promoção de saúde emocional. A neuropsicóloga iniciou o tema reforçando que essa situação tem sido vivenciada por todos, no mundo inteiro, e seus reflexos já foram sentidos e estudados. Porém, as crianças e adolescentes são os públicos mais vulneráveis e precisam de uma ação efetiva e consciente dos adultos. Para Dejenane, o primeiro passo é o adulto tomar consciência que precisa cuidar de si mesmo porque têm uma capacidade cognitiva maior, portanto, mais resiliência para passar por essas situações estressantes e dar apoio. Segundo ela, embora a situação já se arraste desde o ano passado, os adultos estão passando por um processo necessário de adaptação, mas não podem esquecer que as crianças e adolescentes ainda precisam de ajuda, porque seus cérebros ainda não estão maduros. A psicóloga reforçou que a partir das habilidades cognitivas é possível melhorar a condição emocional. Com as esferas cognitiva e emocional atuando juntas é possível adotar estratégias, especialmente porque as crianças e adolescentes precisam ter um adulto mais resiliente junto a eles, para ajudar a enfrentar essas situações que surgiram com a pandemia. A coordenadora Márcia Carneiro concorda que os adultos precisam usar a razão para compreender o que está ocorrendo no mundo, buscar os recursos que têm, garantir um olhar mais atento para crianças e adolescentes e dar as respostas que eles precisam. Segundo a orientadora Daniela Rocha, se manter são é um desafio pessoal para os adultos para continuar enxergando vida na vida. É muito importante tomar essa postura para ser um adulto mediador para a família ou a escola, no sentido de trazer sobriedade para esse momento vivido por todos. Como os pais precisam dar as direções efetivas para essas crianças e adolescentes, para oferecer ações que produzam melhoria em suas dores emocionais, os adultos também precisam cuidar de si, criar resiliência para agir com eficácia. Se necessário, buscar ajuda mais individualizada e especializada para o momento. Não precisa ter medo de pedir ajuda também. Impacto no desenvolvimento cognitivo e emocional Segundo a psicóloga, a literatura científica já vem publicando artigos que confirmam esses impactos no desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças e adolescentes em função da pandemia. Segundo dados de setembro de 2020, já haviam mais de 95 estudos no país buscando conhecer os efeitos psíquicos da pandemia nas pessoas. Em uma dessas pesquisas, realizada pela Fundação Lemman, em parceria com o Itaú Social, foi constatado que 77% dos estudantes relataram sentimentos de ansiedade, tristeza ou sobrecarga emocional. Segundo a psicóloga, pais e educadores precisam conhecer esses efeitos porque fazem parte de um quadro de compreensão do que está ocorrendo, para se colocar em uma postura de empatia, proporcionar o melhor acolhimento e buscar solução para esse sofrimento psicológico. Ela explica que esse sofrimento tem sido motivado por muitos fatores estressores, como medo de ficar doente ou medo de perder alguém da família, além de muitas perdas ocorridas em uma etapa muito importante do desenvolvimento, como a socialização, que traz conflitos e estímulos essenciais para desenvolvimento do cérebro. Quais foram os desafios e perdas do período? Em boa parte de 2020, crianças e adolescentes deixaram de ir para escola perdendo a possibilidade de vivenciar em um ambiente de extrema importância para a socialização; Perda do contato presencial com professores, outros familiares e amigos; Sem o contato face a face, as crianças e adolescentes perderam a oportunidade de ter conflitos, lidar com emoções e frustrações; Jovens perderam festas de formatura e outras situações sociais importantes; Perda da oportunidade de trabalhar juntos em equipe presenciais; Convívio intenso com pais sobrecarregados com o trabalho, as tarefas domésticas e a necessidade de acompanhar os filhos no home school. Identificação dos sinais do sofrimento psíquico Na live, também foi destacado quais são os sinais de acometimento emocional que os pais devem ficar atentos, para treinar o olhar e focar a atenção. A psicóloga explica que diante de situações de estresse, o organismo produz muito mais o hormônio cortisol, que é uma resposta natural do organismo em situações consideradas ameaçadoras, porém, essa situação acomete o sistema nervoso central. Esse hormônio aciona o instinto de lutar ou fugir, ou seja, a pessoa fica em um estado de alerta. Diante da pandemia, a produção de cortisol foi muito maior na maioria das pessoas, inclusive, nas crianças e adolescentes. Diante desse processo pode ocorrer duas reações: Hipervigilância: gera uma hiperatividade e outras reações; Hipoatividade: passividade. No caso da hipervigilância, pode gerar uma hiperatividade motora, com muita inquietação, agressividade, raiva ou irritabilidade. Já na hipoatividade pode acontecer uma situação de passividade com muita tristeza e apatia. Muitas vezes, no sofrimento emocional, os jovens mudam o padrão de comportamento. Também podem ocorrer reações de sofrimento emocional em relação aos aspectos funcionais que levam a extremos, como alterações de apetite (comer demais ou deixar de comer), hábitos de higiene (deixar de tomar banho), sono (insônia ou querer dormir demais) e até mesmo no controle esfincteriano. É importante ressaltar que essas situações não devem ser consideradas normais, são motivadas por esse fato relevante e sem precedentes, que é a pandemia. De acordo com a psicóloga, já estão comprovados os sintomas de estresse pós-traumático (que normalmente são vivenciados em situação de guerras), depressão e ansiedade nas mais variadas pessoas durante a pandemia. A psicóloga ressalta a importância de os pais olharem para esses sinais e buscarem ajuda especializada antes que atinjam níveis críticos. A coordenadora Márcia Carneiro também ressaltou que essa ajuda também pode ir além do fator emocional, pode ser necessária a busca de ajuda da medicina para ter melhores cuidados com o funcionamento do corpo. Como fazer a promoção de saúde emocional? A responsabilidade da promoção de saúde e cuidados básicos das crianças e adolescentes é dos adultos, eles serão os mediadores da saúde emocional dos filhos ou estudantes. Não é indicado, de forma alguma, deixá-los em uma situação de negligência, abandono ou falta de limites. Porém, também não é saudável o excesso de cuidados, que não permite o desenvolvimento da autonomia ou outras competências socioemocionais nesta fase do desenvolvimento. Eles precisam de acolhimento e condução na medida adequada. Os pais e responsáveis precisam ter flexibilidade e serem criativos para tirar o adolescente da zona de conforto e não permitir que eles se isolem dos pais dentro de casa. Por exemplo, os jovens não devem ficar apenas no videogame, porque essa prática em excesso gera vício. Para buscar soluções, os pais e responsáveis podem pensar em outras atividades que fiquem na área de interesse dos jovens e crianças e promovam mais vínculos familiares, como jogos em família, assistir filmes juntos, cozinhar juntos ou até sair para fazer algo diferente, como atividades ao ar livre que não burlem as medidas sanitárias, como um piquenique em áreas onde não tenham aglomerações. Mesmo que as crianças e adolescentes resistam ao novo, neste ponto, entra a flexibilidade dos pais ou responsáveis para incentivá-los a experimentar. Além disso, é importante que os adultos também encontrem um espaço no mundo dos filhos. Com parte da estratégia de buscar soluções para as crianças e jovens, os pais também podem pedir opinião de outros pais, criar uma linha de diálogo para troca de ideias para esse momento tão desafiador. Importante também é estabelecer parcerias com os filhos, atribuir pequenas responsabilidades domésticas que não geram sobrecarga, como arrumar o quarto, tirar a mesa ou colocar a comida do pet. Segundo a psicóloga, criar rotina traz segurança e, nesta fase, tem sido muito importante, porque a pandemia acabou tirando a rotina de muitos jovens e crianças. Conclusão A aproximação dos pais com suas crianças e adolescentes é importante sempre, especialmente neste período tão difícil. Criar condições para expressão, diálogos e comunicação efetiva, é estar junto. Além disso, é importante também valorizar as ações da criança e do adolescentes e não ficar apenas com cobranças e punições, que podem ser muito prejudiciais ao estado emocional deles neste período. Na live, também foi feita uma importante reflexão sobre o que é a família? A resposta: é cuidar um do outro.

Identificação dos sinais do sofrimento psíquico

Na live, também foi destacado quais são os sinais de acometimento emocional que os pais devem ficar atentos, para treinar o olhar e focar a atenção.

A psicóloga explica que diante de situações de estresse, o organismo produz muito mais o hormônio cortisol, que é uma resposta natural do organismo em situações consideradas ameaçadoras, porém, essa situação acomete o sistema nervoso central.

Esse hormônio aciona o instinto de lutar ou fugir, ou seja, a pessoa fica em um estado de alerta. Diante da pandemia, a produção de cortisol foi muito maior na maioria das pessoas, inclusive, nas crianças e adolescentes. Diante desse processo pode ocorrer duas reações:

  • Hipervigilância: gera uma hiperatividade e outras reações;
  • Hipoatividade: passividade.

No caso da hipervigilância, pode gerar uma hiperatividade motora, com muita inquietação, agressividade, raiva ou irritabilidade.

Já na hipoatividade pode acontecer uma situação de passividade com muita tristeza e apatia. Muitas vezes, no sofrimento emocional, os jovens mudam o padrão de comportamento.

Também podem ocorrer reações de sofrimento emocional em relação aos aspectos funcionais que levam a extremos, como alterações de apetite (comer demais ou deixar de comer), hábitos de higiene (deixar de tomar banho), sono (insônia ou querer dormir demais) e até mesmo no controle esfincteriano.

É importante ressaltar que essas situações não devem ser consideradas normais, são motivadas por esse fato relevante e  sem precedentes, que é a pandemia.

De acordo com a psicóloga, já estão comprovados os sintomas de estresse pós-traumático (que normalmente são vivenciados em situação de guerras), depressão e ansiedade nas mais variadas pessoas durante a pandemia.

A psicóloga ressalta a importância de os pais olharem para esses sinais e buscarem ajuda especializada antes que atinjam níveis críticos.

A coordenadora Márcia Carneiro também ressaltou que essa ajuda também pode ir além do fator emocional, pode ser necessária a busca de ajuda da medicina para ter melhores cuidados com o funcionamento do corpo.

➡️ Os reflexos da pandemia na Educação

➡️ Múltiplas Inteligências

Como fazer a promoção de saúde emocional?

A responsabilidade da promoção de saúde e cuidados básicos das crianças e adolescentes é dos adultos, eles serão os mediadores da saúde emocional dos filhos ou estudantes. Não é indicado, de forma alguma, deixá-los em uma situação de negligência, abandono  ou falta de limites.

Porém, também não é saudável o excesso de cuidados, que não permite o desenvolvimento da autonomia ou outras competências socioemocionais nesta fase do desenvolvimento. Eles precisam de acolhimento e condução na medida adequada.

Os pais e responsáveis precisam ter flexibilidade e serem criativos para tirar o adolescente da zona de conforto e não permitir que eles se isolem dos pais dentro de casa. Por exemplo, os jovens não devem ficar apenas no videogame, porque essa prática em excesso gera vício.

Para buscar soluções, os pais e responsáveis podem pensar em outras atividades que fiquem na área de interesse dos jovens e crianças e promovam mais vínculos familiares, como jogos em família, assistir filmes juntos, cozinhar juntos ou até sair para fazer algo diferente, como atividades ao ar livre que não burlem as medidas sanitárias, como um piquenique em áreas onde não tenham aglomerações.

Uma pesquisa do Google revelou que as buscas sobre saúde mental na internet aumentaram 98% em 2020 em relação aos anos anteriores. Durante todo esse processo de isolamento, que exigiu uma grande adaptabilidade de todos, esse cuidado com a saúde emocional tem sido uma constante no Colégio Planck, tanto em relação a seus estudantes, como às famílias e time. Para esclarecer muitos pontos sobre o tema, o Colégio realizou uma live com a coordenadora pedagógica Márcia Carneiro, a orientadora Daniela Rocha e a neuropsicóloga e psicóloga infantil Dejenane Pascoal Pereira, que também é mãe de uma das estudantes do Planck. Veja neste post o que foi abordado durante essa conversa. Adultos precisam utilizar a capacidade cognitiva para agir Denominada “Uma Conversa Sobre Saúde Emocional: humanização em tempos de pandemia”, a live foi um bate-papo esclarecedor entre as profissionais com interação dos participantes através do chat. O evento foi dividido em alguns pontos principais: Pandemia: tempo de compreensão e resiliência; Impacto no desenvolvimento: cognitivo e emocional das crianças e adolescentes; Identificação de sinais em situações de adversidades; Promoção de saúde emocional. A neuropsicóloga iniciou o tema reforçando que essa situação tem sido vivenciada por todos, no mundo inteiro, e seus reflexos já foram sentidos e estudados. Porém, as crianças e adolescentes são os públicos mais vulneráveis e precisam de uma ação efetiva e consciente dos adultos. Para Dejenane, o primeiro passo é o adulto tomar consciência que precisa cuidar de si mesmo porque têm uma capacidade cognitiva maior, portanto, mais resiliência para passar por essas situações estressantes e dar apoio. Segundo ela, embora a situação já se arraste desde o ano passado, os adultos estão passando por um processo necessário de adaptação, mas não podem esquecer que as crianças e adolescentes ainda precisam de ajuda, porque seus cérebros ainda não estão maduros. A psicóloga reforçou que a partir das habilidades cognitivas é possível melhorar a condição emocional. Com as esferas cognitiva e emocional atuando juntas é possível adotar estratégias, especialmente porque as crianças e adolescentes precisam ter um adulto mais resiliente junto a eles, para ajudar a enfrentar essas situações que surgiram com a pandemia. A coordenadora Márcia Carneiro concorda que os adultos precisam usar a razão para compreender o que está ocorrendo no mundo, buscar os recursos que têm, garantir um olhar mais atento para crianças e adolescentes e dar as respostas que eles precisam. Segundo a orientadora Daniela Rocha, se manter são é um desafio pessoal para os adultos para continuar enxergando vida na vida. É muito importante tomar essa postura para ser um adulto mediador para a família ou a escola, no sentido de trazer sobriedade para esse momento vivido por todos. Como os pais precisam dar as direções efetivas para essas crianças e adolescentes, para oferecer ações que produzam melhoria em suas dores emocionais, os adultos também precisam cuidar de si, criar resiliência para agir com eficácia. Se necessário, buscar ajuda mais individualizada e especializada para o momento. Não precisa ter medo de pedir ajuda também. Impacto no desenvolvimento cognitivo e emocional Segundo a psicóloga, a literatura científica já vem publicando artigos que confirmam esses impactos no desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças e adolescentes em função da pandemia. Segundo dados de setembro de 2020, já haviam mais de 95 estudos no país buscando conhecer os efeitos psíquicos da pandemia nas pessoas. Em uma dessas pesquisas, realizada pela Fundação Lemman, em parceria com o Itaú Social, foi constatado que 77% dos estudantes relataram sentimentos de ansiedade, tristeza ou sobrecarga emocional. Segundo a psicóloga, pais e educadores precisam conhecer esses efeitos porque fazem parte de um quadro de compreensão do que está ocorrendo, para se colocar em uma postura de empatia, proporcionar o melhor acolhimento e buscar solução para esse sofrimento psicológico. Ela explica que esse sofrimento tem sido motivado por muitos fatores estressores, como medo de ficar doente ou medo de perder alguém da família, além de muitas perdas ocorridas em uma etapa muito importante do desenvolvimento, como a socialização, que traz conflitos e estímulos essenciais para desenvolvimento do cérebro. Quais foram os desafios e perdas do período? Em boa parte de 2020, crianças e adolescentes deixaram de ir para escola perdendo a possibilidade de vivenciar em um ambiente de extrema importância para a socialização; Perda do contato presencial com professores, outros familiares e amigos; Sem o contato face a face, as crianças e adolescentes perderam a oportunidade de ter conflitos, lidar com emoções e frustrações; Jovens perderam festas de formatura e outras situações sociais importantes; Perda da oportunidade de trabalhar juntos em equipe presenciais; Convívio intenso com pais sobrecarregados com o trabalho, as tarefas domésticas e a necessidade de acompanhar os filhos no home school. Identificação dos sinais do sofrimento psíquico Na live, também foi destacado quais são os sinais de acometimento emocional que os pais devem ficar atentos, para treinar o olhar e focar a atenção. A psicóloga explica que diante de situações de estresse, o organismo produz muito mais o hormônio cortisol, que é uma resposta natural do organismo em situações consideradas ameaçadoras, porém, essa situação acomete o sistema nervoso central. Esse hormônio aciona o instinto de lutar ou fugir, ou seja, a pessoa fica em um estado de alerta. Diante da pandemia, a produção de cortisol foi muito maior na maioria das pessoas, inclusive, nas crianças e adolescentes. Diante desse processo pode ocorrer duas reações: Hipervigilância: gera uma hiperatividade e outras reações; Hipoatividade: passividade. No caso da hipervigilância, pode gerar uma hiperatividade motora, com muita inquietação, agressividade, raiva ou irritabilidade. Já na hipoatividade pode acontecer uma situação de passividade com muita tristeza e apatia. Muitas vezes, no sofrimento emocional, os jovens mudam o padrão de comportamento. Também podem ocorrer reações de sofrimento emocional em relação aos aspectos funcionais que levam a extremos, como alterações de apetite (comer demais ou deixar de comer), hábitos de higiene (deixar de tomar banho), sono (insônia ou querer dormir demais) e até mesmo no controle esfincteriano. É importante ressaltar que essas situações não devem ser consideradas normais, são motivadas por esse fato relevante e sem precedentes, que é a pandemia. De acordo com a psicóloga, já estão comprovados os sintomas de estresse pós-traumático (que normalmente são vivenciados em situação de guerras), depressão e ansiedade nas mais variadas pessoas durante a pandemia. A psicóloga ressalta a importância de os pais olharem para esses sinais e buscarem ajuda especializada antes que atinjam níveis críticos. A coordenadora Márcia Carneiro também ressaltou que essa ajuda também pode ir além do fator emocional, pode ser necessária a busca de ajuda da medicina para ter melhores cuidados com o funcionamento do corpo. Como fazer a promoção de saúde emocional? A responsabilidade da promoção de saúde e cuidados básicos das crianças e adolescentes é dos adultos, eles serão os mediadores da saúde emocional dos filhos ou estudantes. Não é indicado, de forma alguma, deixá-los em uma situação de negligência, abandono ou falta de limites. Porém, também não é saudável o excesso de cuidados, que não permite o desenvolvimento da autonomia ou outras competências socioemocionais nesta fase do desenvolvimento. Eles precisam de acolhimento e condução na medida adequada. Os pais e responsáveis precisam ter flexibilidade e serem criativos para tirar o adolescente da zona de conforto e não permitir que eles se isolem dos pais dentro de casa. Por exemplo, os jovens não devem ficar apenas no videogame, porque essa prática em excesso gera vício. Para buscar soluções, os pais e responsáveis podem pensar em outras atividades que fiquem na área de interesse dos jovens e crianças e promovam mais vínculos familiares, como jogos em família, assistir filmes juntos, cozinhar juntos ou até sair para fazer algo diferente, como atividades ao ar livre que não burlem as medidas sanitárias, como um piquenique em áreas onde não tenham aglomerações. Mesmo que as crianças e adolescentes resistam ao novo, neste ponto, entra a flexibilidade dos pais ou responsáveis para incentivá-los a experimentar. Além disso, é importante que os adultos também encontrem um espaço no mundo dos filhos. Com parte da estratégia de buscar soluções para as crianças e jovens, os pais também podem pedir opinião de outros pais, criar uma linha de diálogo para troca de ideias para esse momento tão desafiador. Importante também é estabelecer parcerias com os filhos, atribuir pequenas responsabilidades domésticas que não geram sobrecarga, como arrumar o quarto, tirar a mesa ou colocar a comida do pet. Segundo a psicóloga, criar rotina traz segurança e, nesta fase, tem sido muito importante, porque a pandemia acabou tirando a rotina de muitos jovens e crianças. Conclusão A aproximação dos pais com suas crianças e adolescentes é importante sempre, especialmente neste período tão difícil. Criar condições para expressão, diálogos e comunicação efetiva, é estar junto. Além disso, é importante também valorizar as ações da criança e do adolescentes e não ficar apenas com cobranças e punições, que podem ser muito prejudiciais ao estado emocional deles neste período. Na live, também foi feita uma importante reflexão sobre o que é a família? A resposta: é cuidar um do outro.

Mesmo que as crianças e adolescentes resistam ao novo, neste ponto, entra a flexibilidade dos pais ou responsáveis para incentivá-los a experimentar. Além disso, é importante que os adultos também encontrem um espaço no mundo dos filhos.

Com parte da estratégia de buscar soluções para  as crianças e jovens,  os pais também podem pedir opinião de outros pais, criar uma linha de diálogo para troca de ideias para esse momento tão desafiador.

Importante também é estabelecer parcerias com os filhos, atribuir pequenas responsabilidades domésticas que não geram sobrecarga, como arrumar o quarto, tirar a mesa ou colocar a comida do pet.

Segundo a psicóloga, criar rotina traz segurança e, nesta fase, tem sido muito importante, porque a pandemia acabou tirando a rotina de muitos jovens e crianças.

➡️ Profissões do futuro em um mundo pós-pandemia

Conclusão

A aproximação dos pais com suas crianças e adolescentes é importante sempre, especialmente neste período tão difícil. Criar condições para expressão, diálogos e comunicação efetiva, é estar junto.

Além disso, é importante também valorizar as ações da criança e do adolescentes e não ficar apenas com  cobranças e punições, que podem ser muito prejudiciais ao estado emocional deles neste período. Na live, também foi feita uma importante reflexão sobre o que é a família? A resposta: é cuidar um do outro.

Assista ao conteúdo completo da live neste vídeo:

 

Compartilhe:

Leia também:

Um tema que vem levantando muitas dúvidas em pais e estudantes sobre cronograma, estrutura e até conteúdos, é o Novo Ensino Médio, que entra em vigor a partir de 2022 . Veja nesse texto o que muda no Colégio Planck para quem está ingressando nesta etapa escolar. Novo Ensino Médio: quais são os principais tópicos? Foi a Lei nº 13.415/2017 que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, para estabelecer uma mudança na estrutura do Ensino Médio. Nesta alteração ficou definida uma ampliação do tempo mínimo dos estudantes na escola e uma nova organização curricular. A primeira grande alteração para 2022 é que a estrutura pedagógica no Ensino Médio será dividida em 2 partes: a formação geral básica (FGB) e os itinerários formativos e unidades eletivas. O primeiro tem foco nas áreas de conhecimento (Ciências Humanas, Matemática, Linguagens e Ciências da Natureza), que serão obrigatórias para todos os estudantes. Nos itinerários formativos e unidades eletivas estão previstas disciplinas que terão a ver com os seus interesses, acadêmicos e ou profissionais. Essa mudança também oferece um maior protagonismo ao estudante, ao escolher suas áreas eletivas, e também dá a ele uma oportunidade de desenvolver seu projeto de vida, que é uma competência já prevista pela BNCC. Contextualizando a mudança O Colégio Planck já nasceu com um viés contemporâneo, com um DNA tecnológico, e oferece a seus estudantes uma carga eletiva intensa, com mais de 38 disciplinas, divididas em 6 núcleos, que atraem os mais diferentes perfis. Desde o Ensino Fundamental Anos Finais, a bagagem diversificada oferecida pelo Colégio é diferenciada. São aulas como Laboratório Maker, Academia Sherlock, idiomas que apresentam uma carga horária maior, assim como outros projetos que visam a ampliação dos horizontes dos estudantes. A carga extracurricular do Ensino Médio no Colégio Planck conta com disciplinas eletivas como Startup & Empreendedorismo, Maker, Olimpíadas de Conhecimento, PGG, etc. Além disso, o terceiro ano é direcionado também às áreas de conhecimento focadas no vestibular e na definição de carreira, com um processo intenso de simulados e orientação educacional individualizada . Porém, o novo Ensino Médio vai permitir que uma ampliação dessa grade diversificada traga uma outra perspectiva para os estudantes das primeiras e segundas séries. Neste momento, entram novas palavras no vocabulário deles, como itinerários e trilhas. Atualmente, os estudantes da 1ª e 2ª séries do Ensino Médio têm 6 aulas pela manhã (segunda a sexta); provas e atividades complementares e eletivas, que são realizadas no período da tarde. São 30 aulas semanais. A carga atual, então, é de 1.200 horas/aulas por ano, o que também acontece para o 9º ano do Ensino Fundamental. Já na 3ª série do Ensino Médio, a carga é de até 1.440 horas ao ano, porque os estudantes também têm aulas aos sábados. O que acontece a partir de 2022? A partir de 2022, essa carga horária será diferente: para a 1ª e 2ª séries do Ensino Médio, serão 800 horas para a Formação Geral Básica (FGB) e mais 200 horas de itinerários, que serão as trilhas escolhidas pelos estudantes. O que vai ocorrer é que serão 24 horas aula/semanais dedicadas à FGB e seis horas dedicadas para os itinerários. Com essa nova carga, a partir de 2022, a mudança será na sexta-feira de todas as semanas, quando os estudantes irão participar das aulas diversificadas. No entanto, a 3ª série do Ensino Médio não vai sofrer alteração na carga horária, pelo menos até 2023. Como ficam as aulas regulares? Embora tenha havido uma redução de aulas nas áreas de conhecimento específicas, o certo é que no Colégio Planck não haverá prejuízo no conteúdo, que continuará consistente, estruturado e completo. Será uma nova carga com estudo de curadoria. A essência de alto desempenho do Colégio será mantida. Essa nova carga horária vai continuar proporcionando aos estudantes a compreensão dos conteúdos pedagógicos e científicos. Além disso, serão garantidos todos os conteúdos básicos para ENEM, vestibulares do Brasil e applications para universidades internacionais. O que ocorre é que, no formato atual, muitas vezes, os estudantes têm um conteúdo muito detalhado de cada área de conhecimento, mas, nem sempre, essas informações estão associadas aos interesses pessoais de cada um. A mudança do Ensino Médio dá essa liberdade de escolha ao estudante. Nesse novo formato, os estudantes terão uma aula de Projeto de Vida, que será direcionado por profissionais da Orientação Pedagógica e/ou outros profissionais convidados. A aula será desenvolvida em 3 dimensões: Pessoal (autoconhecimento, autoaceitação e autoestima); Social (relações interpessoais); Profissional (mundo profissional). Matriz socioemocional do Planck ganha mais destaque Além do eixo acadêmico e rigor pedagógico, o desenvolvimento socioemocional é um dos pilares do Colégio Planck. Com esse novo formato para o Ensino Médio, essas habilidades e competências, que estão dispostas em 4 eixos, ganham destaque: abertura ao novo, resiliência emocional, autogestão e amabilidade e engajamento. Esse desenvolvimento vai ganhar muita presença nos itinerários formativos e no Projeto de Vida. Para se ter uma ideia de como será esse processo, o Projeto de Vida, que entra na grade da 1ª e 2ª séries do Ensino Médio, será uma aula que tem 3 grandes objetivos, que são: trabalhar o autoconhecimento, desenvolvimento da autonomia e escolhas profissionais e escolhas de futuro. Ao se conhecer, acreditar no próprio potencial e ter um repertório amplo, ele terá um alicerce que vai ajudá-lo a desenvolver os seus sonhos. Essa aula vai ajudar o estudante a conhecer e esclarecer suas dúvidas sobre áreas, aprender a pesquisar sobre carreiras, mercado de trabalho e tendências, para entender mais sobre esses tópicos e para ir ao encontro dos seus sonhos. O trabalho individual da Orientação Educacional permanece, porém, a aula vai trazer soluções de forma coletiva. Como serão os itinerários informativos por áreas de conhecimento? Em relação às aulas que serão oferecidas às sextas, sobre os itinerários informativos, nas áreas de conhecimento, o estudante poderá escolher conteúdos de Matemática, Linguagens, Ciências da Natureza e Ciências Humanas, de acordo com a área que mais se identificar. Os eixos estruturantes dos itinerários formativos não visam ter mais aulas de uma determinada disciplina, não se tratam apenas de mais aulas teóricas, mas sim usar determinadas áreas de conhecimento como alicerce. São aulas que vão responder ao estudante onde ele vai empregar aquele determinado conhecimento em sua vida. Essas trilhas irão estimular o protagonismo dos estudantes e possibilitar o desenvolvimento de aspectos importantes, como: Investigação científica, que vai aprofundar os principais conceitos de cada área; Estimular os processos criativos; Realizar uma mediação e intervenção sociocultural; Empreendedorismo. Focando nestes 4 principais aspectos, esses conteúdos foram criados, em sua maioria, pela equipe pedagógica interna do Planck, e também com um material de apoio do SAS. Nestas aulas não haverá provas, recuperação ou repetência, mas sim a entrega semestral de um projeto, com 3 marcadores de entrega. Essas notas irão compor o histórico do estudante. A cada semestre, o estudante irá escolher uma das áreas de conhecimento, e fazer inscrições em cada um dos pacotes de aulas. Cada área é composta por 3 trilhas, cada uma com 2 horas-aulas. O Planck vai oferecer 24 opções de trilhas anuais e multisseriadas, que vão complementar as diferentes áreas de conhecimento. São: 1º Semestre Matemáticas e suas tecnologias Fechando a conta: desenvolvendo a consciência financeira; Design gráfico; A Matemática da Inteligência Artificial. Humanidades e suas tecnologias Mundo em movimento: explorando fatos e contextos; Cidadania e direitos fundamentais; História do pensamento humano. Ciências da Natureza e suas tecnologias Ambiente-se: escolhas de hoje para viver o amanhã; Sustentabilidade e desenvolvimento de materiais; Circuito elétricos na prática. Linguagens e suas tecnologias Muito além da influência: argumentação na linguagem; Design de interiores; Revelando mais que a escrita. 2º Semestre Matemáticas e suas tecnologias Problemas em cheque: táticas de resoluções; Processo de decisão e lógicas cotidianas; Funções no mundo: métricas e relações. Humanidades e suas tecnologias Empreendedores Under 20; Constituição e poderes; Políticas públicas (Unesco). Ciências da Natureza e suas tecnologias Investigação forense; Química dos alimentos; História da Ciência. Linguagens e suas tecnologias Strike a pose: nossa vida em rede; Escrita criativa; Sustentabilidade maker (design de móveis). Inscrições para as trilhas começam em novembro Para que os estudantes saibam mais sobre os conteúdos de cada trilha, o Colégio Planck fará uma campanha de divulgação. As inscrições para os itinerários formativos para o primeiro semestre do ano que vem começam já em novembro deste ano. Para o segundo semestre, as inscrições serão em junho de 2022. Cada estudante pode realizar duas áreas iguais ou distintas por ano. No entanto, a escolha precisa ser bem pensada, porque ele não poderá mudar de trilha ao longo do semestre. Vale lembrar que todos os projetos pedagógicos do Colégio Planck, inclusive as atividades eletivas, seguem com sua realização normal, no contraturno das aulas. Conclusão As mudanças que vão ocorrer para o Novo Ensino Médio prometem uma nova dinâmica, porém, com um clima mais leve e descontraído para as sextas-feiras do Colégio. Dentro dessa nova rotina, ocorrerá também maior interação entre as séries, porque durante as trilhas, os estudantes das turmas do 1o e 2o anos estarão em turmas mistas. Além disso, o Novo Ensino Médio do Planck trará mais oportunidades de gerar encantamento nos estudantes, mais colaboração e engajamento nas atividades que norteiam escolhas profissionais e o Colégio vai atuar também como um instrumento de integração com a realidade. Em qualquer mudança no Colégio, o objetivo da equipe Planck é sempre trazer a inovação que vai proporcionar o melhor desenvolvimento de seus estudantes.

Novo Ensino Médio: saiba mais

Um tema que vem levantando muitas dúvidas em pais e estudantes sobre cronograma, estrutura e até conteúdos, é o Novo Ensino Médio, que entra em

Translate »